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Rede Recife 500 anos é lançada

O Instituto da Gestão – INTG é uma das 20 entidades pernambucanas que se uniram para propor melhorias para o Recife nos próximos 20 anos, criando a Rede Recife 500 anos, que foi lançada em dezembro passado, em solenidade no Forte das Cinco Pontas. A ideia da rede é trocar informações, reunir projetos e cobrar investimentos em setores como meio ambiente, mobilidade e habitação. O grupo conta com organizações públicas e privadas e pesquisas de laboratórios e universidades.

A ideia é contribuir pela articulação com o Plano Estratégico Recife 500 Anos que está sendo elaborado ouvindo especialistas e avaliando proposições para as próximas cinco gestões municipais até 2037, ano em que Recife completa 500 anos. Propostas já consolidadas, como o Parque Capibaribe e o Plano Centro Cidadão, também serão acompanhados e discutidos.

Entre as instituições que participam da Rede Recife 500 anos está o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), a Universidade Católica de Pernambuco, o Observatório do Recife, a Aries – Agência Recife para Inovação e Estratégia, entre outras.

Francisco Cunha guia Caminhada Domingueira com participação do prefeito Geraldo Julio

O consultor e sócio da TGI, Francisco Cunha, liderou, no último domingo (26), a Caminhada Domingueira, que circulou pela Zona Norte do Recife e teve como temática central o projeto do Parque Capibaribe. Francisco, que é um dos autores do guia Um Dia no Recife e do livro Calçada: o primeiro degrau da cidadania urbana, guiou 70 pessoas pelas ruas da capital pernambucana.

A caminhada saiu da Capela da Jaqueira, localizada no bairro de nome homônimo, com parada na Praça do Baobá na Ponte d’Uchoa, marco zero do Parque Capibaribe. Os participantes conheceram, ao longo do passeio, mais sobre a cidade e sobre o projeto, que prevê um plano de articulação entre as bordas do Rio Capibaribe e espaços urbanos.

“Com a caminhada de hoje demos um passo importante para a consolidação do Parque, para a salvação do Rio Capibaribe e para o futuro do Recife”, afirmou Francisco Cunha sobre a Caminhada Domingueira. O encontro, que tratou de um assunto que é parceria entre a Prefeitura do Recife e a UFPE, teve participação especial do prefeito Geraldo Julio e dos secretários Cida Pedrosa e Camilo Simões, além dos coordenadores do projeto do Parque, professores da UFPE, Circe Monteiro e Roberto Montezuma, e do vereador do Recife Wanderson Florêncio.

O Parque Capibaribe – Caminho das Capivaras, convênio de cooperação técnica entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife (SEMAS) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pretende transformar o Recife em uma cidade-parque. Entre os objetivos do projeto está elevar a taxa de área verde pública para 20 m² por habitante em 2037, quando o Recife completa 500 anos, além de influenciar 35 bairros em seus 30 km de extensão.

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Parque Capibaribe: projeto inovador que promete mudar a cara do Recife

Durante a última reunião da Rede Gestão, realizada na última quinta-feira (7), os arquitetos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Roberto Montezuma, da AFM Arquitetos,  e Luiz Vieira, da Luiz Vieira Paisaismos, integrantes da Rede Gestão, assim como a TGI Consultoria, apresentaram o projeto Parque Capibaribe – Caminho das Capivaras. O projeto urbanístico tem como objetivo repensar o Recife integrando seus habitantes. A ideia do trabalho é apresentar para discussão um novo projeto urbanístico, resultado de um convênio inédito entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, e a UFPE.

A área de influência do Parque na primeira etapa atinge 400 mil pessoas, em uma extensão de 30 km, abrangendo 35 bairros do Recife e prevê o aumento da área verde pública da cidade de 0,7m²/hab (2014) para 20m²/hab (2037). A partir de um projeto que visa urbanizar a cidade com base nas possibilidades que o rio Capibaribe oferece, a iniciativa foca no potencial paisagístico e de integração espacial que restitui a natureza de uma cidade cuja máxima característica é a abundância de água. O Parque Capibaribe também integra o rio com espaços verdes, envolvendo os bairros que o margeiam, pensa o redesenho de ruas e formas de ocupação e, não esquecendo a mobilidade, articula transportes motorizados, bicicletas, barcos e pedestres.

“Não adianta pensar uma cidade sem pensarmos como ela é e onde ela quer chegar. As cidades são complexas e exigem uma visão de futuro”, ressaltou Montezuma. Para pensar o projeto, o convênio reúne 12 grupos de diversos departamentos da universidade e de diversas áreas de ensino, 48 pesquisadores das áreas de engenharia, sociologia, biologia, recursos hídricos, agronomia, botânica, resíduos sólidos, paisagismo, habitação, estudos espaciais de morfologia, ergonomia, como também grupos ligados à mobilidade urbana, desenvolvimento sustentável e desenho urbano.

No que diz respeito solução para uma cidade que apresenta cenários e circunstâncias ambientais tão diversas, o projeto se inspirou em outros de centros urbanos que já passaram por processos semelhantes, como a maximização das opções de tráfego misto utilizada em Medellín, na Colômbia; a articulação de conexões curtas e longas que privilegiam o pedestre e o ciclista, como em Seul, na Coréia do Sul; e o estabelecimento de novas paisagens e áreas permanência, como feito em Nova Iorque, Estados Unidos.

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Parque Capibaribe

por Francisco Cunha, sócio da TGI Consultoria em Gestão

Todo mundo tomava banho no rio, as casas eram viradas para ele e se veraneava no Poço da Panela, em Apipucos, em Caxangá...

Os recifenses estão de parabéns. Finalmente, depois de secular abandono, o Rio Capibaribe começa a retomar a importância que teve desde o início da formação da planície do Recife, há milhares de anos, passando pela ocupação econômica da sua várzea que terminou contribuindo para transformar o açúcar numa commodity mundial.

Desde a colonização, até cerca de meados do Século XIX, o Capibaribe foi a principal via de transporte de gente e mercadorias da planície do Recife, do porto até o bairro da Várzea, além de abrigar os balneários da cidade. Todo mundo tomava banho no rio, as casas eram viradas para ele e se veraneava no Poço da Panela, em Apipucos, em Caxangá… Depois, com o crescimento explosivo da cidade e a motorização dos deslocamentos, o rio foi se enchendo de esgoto e lixo e passou a ficar escondido no fundo das casas…

Agora, como bem documenta a reportagem de capa deste número da Algomais, temos um caminho organizado e uma forte esperança de resgate da essencialidade perdida: o projeto Parque Capibaribe encomendado pela Prefeitura do Recife, por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, à Universidade Federal de Pernambuco. Com a participação de 12 grupos de pesquisa e 42 pesquisadores de diversos departamentos, os resultados preliminares, de grande qualidade urbanística e ambiental, foram publicamente apresentados no final de abril e já estão disponíveis no site e na fanpage (facebook.com/parquecapibaribe) do projeto.

E o melhor de tudo é que esse projeto de resgate do rio é também um projeto de reinvenção do Recife como bem disse o prefeito Geraldo Julio no dia da apresentação. Por ironia do destino, mesmo abandonado, ele está lá, cruzando a cidade de oeste a leste e preservando um grande corredor de integração capaz de recosturar o território recifense e articular todas as áreas verdes urbanas num grande parque da cidade (vale a pena dar uma olhada na apresentação feita que está no site: parquecapibaribe.nuvebs.com). Com um bônus adicional: fazendo isso e avançando a área de abrangência do parque,que é 500 metros de cada lado do rio, para 2.000 metros, é possível até 2037, quando o Recife completa 500 anos, fazer uma cidade parque.

Sim, isso mesmo, o Recife ainda tem jeito e esse jeito depende do Capibaribe, capaz de regenerar-se e, neste movimento, criar um grande parque da cidade que pode transformar o Recife numa cidade parque em 20 anos. Não podemos perder essa oportunidade que é, literalmente, a última. Vamos lá, o Recife e o rio merecem o esforço!

*Artigo publicado na edição 98 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br).

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