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TGI lança terceira pesquisa sobre Governança Corporativa nas Empresas Familiares Pernambucanas

Dando continuidade ao projeto Governança Corporativa nas Empresas Familiares Pernambucanas, a TGI lança sua terceira pesquisa com empresários, herdeiros, sucessores e executivos de empresas familiares. A edição 2018 tem como objetivo conhecer como as famílias empresárias pernambucanas vêm administrando as interfaces entre a família e a empresa e como as mulheres da família estão inseridas nos negócios.

Segundo Georgina Santos, sócia da TGI, a pesquisa é uma importante ferramenta para produzir conhecimento sobre o tema, principalmente, por exigir soluções muito próprias de cada família empresária. Por tanto, quanto maior o número de respostas, mais completa será a visão da realidade das empresas familiares pernambucanas. “É através da prática e do exemplo que temos o panorama mais real dessas organizações”, completa a consultora, que é uma das coordenadoras da pesquisa.

No evento “Empresa Familiar Competitiva 2018”, marcado para o segundo semestre deste ano, serão apresentados os resultados da sondagem e casos reais de empresas familiares pernambucanas que estão investindo na governança corporativa. Após o evento, todo o material será disponibilizado no Canal Família (www.tgi.com.br), que tem como objetivo promover e divulgar conhecimentos sobre questões essenciais à competitividade das empresas familiares e, consequentemente, de Pernambuco.

Para participar da III pesquisa sobre Governança Corporativa nas Empresas Familiares Pernambucanas, basta acessar o link https://goo.gl/forms/UoL00cgbuiKyXTK43 e se cadastrar para responder o questionário.

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Governança corporativa sob medida

Governança corporativa não é um fim em si mesmo, mas uma rota, um caminho que é traçado estrategicamente considerando onde a organização se vê no futuro.” André Camargo, advogado paulista, coordenador do mestrado em Direito do Insper

Geralmente quando se fala em governança corporativa, a imagem que logo vem à cabeça da maioria das pessoas é coisa para grandes corporações, empresas com capital aberto e ações negociadas em bolsa. Na verdade, pode-se dizer, ao contrário e sem medo de errar, que toda empresa que já passou da “fase heroica”, em que o(s) fundador(es) empreende(m) e gerencia(m) diretamente o negócio, precisa de governança corporativa.

Imagine-se, por exemplo, um fundador que não tem herdeiro interessado em participar da gestão da empresa, mas não quer abrir mão da sua propriedade. Ou o caso de um negócio original que se desenvolve e passa para outra escala, exigindo que o empresário saia do dia a dia e se concentre nas questões estratégicas. Em ambas as situações, instala-se inevitavelmente a separação entre propriedade e gestão. São contratados profissionais para gerir o negócio com vistas a assegurar seu crescimento, bom desempenho e perpetuidade. Dessa separação entre proprietários do capital e gestores emerge um potencial de conflitos, os chamados “conflitos de agência” (quando os interesses dos proprietários e dos gestores se desalinham). Casos marcantes de conflitos de agência são os dos executivos que, durante a crise de 2008, viram quebrar importantes instituições financeiras dos EUA mas não deixaram de embolsar bônus milionários…

Para enfrentar esses conflitos da própria natureza da separação entre a gestão e a governança, a governança corporativa e seus preceitos consagrados é uma ferramenta essencial, possível e necessária para toda empresa que se profissionaliza. Governança deriva do termo governo e, de forma simplificada, pode-se dizer que governança corporativa é o conjunto de regras e processos que definem a maneira como a empresa será macrodirigida (governada), com vistas a procurar garantir que o comportamento dos executivos esteja sempre alinhado aos interesses dos proprietários e à sustentabilidade financeira, social e ambiental da empresa. E é, justamente, nos conselhos estratégicos (também chamados de conselho de administração ou correlatos) que essas regras e processos são pactuados e são monitorados seu cumprimento e o desempenho (operacional e financeiro) da empresa.

Mas, é preciso atenção redobrada para um ponto: governança corporativa não é uma solução mágica de modelo único para aplicação automática segundo um figurino preexistente para qualquer caso. Não é uma questão de moda ou status. Pelo contrário, faz-se necessário um intenso trabalho de adaptação, caso a caso, em especial no que diz respeito às empresas que não são grandes corporações. Sem isso, o risco de fracasso é alto e certo o aumento da resistência. Pelo bem da governança corporativa nas empresas médias que estão no caminho da profissionalização, é preciso ir além das soluções-padrão e customizar a abordagem com pés no chão. Comparando com a moda: é mais o caso de alta costura (feito sob medida) do que de prêt-à-porter (pronto para vestir).

O Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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Governança e gestão são conceitos diferentes

O conceito de governança corporativa, antes restrito a grandes corporações (por isso, não por acaso, se chama “corporativa”), evoluiu e começa a se aproximar das empresas de médio porte. Daí, a importância de diferenciá-lo bem da gestão para evitar os mal entendidos decorrentes.

Grosso modo, pode-se afirmar que a governança diz respeito ao ambiente empresarial do presidente (ou executivo principal) “para cima” e a gestão diz respeito ao ambiente empresarial dele “para baixo”. Embora tenham teoricamente o objetivo comum do êxito empresarial, existe um conflito considerado “natural” que tecnicamente é chamado de “conflito de agência”. Ou seja, o conflito entre os interesses dos proprietários ou representantes do capital empresarial (sócios, acionistas, conselheiros), objeto da governança, e os interesses dos executivos (presidentes, CEOs, diretores, superintendentes) responsáveis pela gestão da empresa, os “agentes”
delegados dos sócios/acionistas para gerir a empresa.

Exemplos muito eloquentes desse conflito de interesses mal resolvido são os casos de empresas que entram em falência (acarretando perdas irreparáveis para os acionistas) com executivos (não acionistas) que saem enriquecidos pelos bônus auferidos por “bom desempenho” nos exercícios anteriores à quebra da empresa (casos clássicos da Eron e do Banco Lehman Brothers nos EUA e de outras empresas no Brasil). Essas e outras evidências reforçam o entendimento de que quem cuida da governança
não deve cuidar da gestão e vice-versa já que os agentes são diferentes e os interesses são conflitantes embora, em princípio, com o mesmo objetivo formal (o bem da empresa). Uma boa abordagem do tema depende de uma adequada concepção e de uma boa preparação, evitando modismos.

Quando, porém, numa empresa de menor porte, os sócios também respondem pela gestão, tratar da governança vai significar um investimento em criar, preventivamente, condições para crescer já em conformidade com os parâmetros de sustentabilidade de grandes empresas, particularmente em relação aos mecanismos e ferramentas de controle e de prestação de contas. Com cuidado redobrado, em especial em época de crise.

Dicas
1. Se a sua não é uma grande corporação e se ainda não tratou do tema da governança corporativa, comece a fazê-lo com calma e com segurança para não se deparar com mais problemas do que soluções.
2. Desconfie de quem propõe abordar o tema com soluções padronizadas, da “moda” ou importadas, tratando gestão e governança como se fossem uma coisa só ou, no mínimo, muito parecidas, objeto de uma mesma expertise. Nada mais perigoso.
3. Evite misturar os assuntos e as pessoas nos âmbitos da gestão e da governança, procurando traçar o plano de abordagem bem traçado para, então aí, começar a colocar em prática o que é necessário e possível em termos de aperfeiçoamento do planejamento e do controle da empresa.

O Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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A hora da governança corporativa

A configuração dos cenários mundial, nacional e estadual tem colocado a Governança Corporativa como um fator de competitividade fundamental para as empresas pernambucanas. Numa época em que três dos principais motores do crescimento mundial – EUA, Europa e Japão – estão, em estágios diferentes, lutando contra crises e enfrentando dificuldades para crescer, os investidores internacionais tendem a procurar outras regiões para aplicar seu capital. Nesse grupo, o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) tem sido uma alternativa de destino para os investidores estrangeiros, com destaque para o Brasil, um dos países que melhor vem escapando da crise mundial. E Pernambuco, que cresce a taxas quase chinesas, mais do que nunca está no foco das atenções.

Com frequência cada vez maior, investidores de outros lugares do Brasil e de outros países querem saber mais sobre o novo ciclo de crescimento de Pernambuco e as oportunidades de investimento. Só na semana passada, a TGI recebeu três instituições internacionais querendo conhecer mais sobre a cultura de negócios em Pernambuco e o dinamismo de alguns setores da economia local.

Esse movimento requer das empresas locais a adoção de mecanismos que permitam sua inserção competitiva nesse cenário global. Para aproveitar as oportunidades que já estão surgindo, é preciso profissionalizar radicalmente a gestão, adequando a empresa aos padrões internacionais. A universalização desses padrões, como já ocorreu, por exemplo, com os modelos contábeis, é, mais do que uma tendência, uma exigência para as organizações que desejam se manter competitivas nesse novo Pernambuco, cada vez mais aberto e integrado ao jogo global.

A Governança Corporativa surge como uma ferramenta essencial nesse processo. O sistema orienta e regula as relações das partes envolvidas no negócio, levando a uma maior segurança dos acionistas e investidores, na medida em que permite um acompanhamento mais cuidadoso dos negócios e garante que o direcionamento dado pelos controladores seja de fato executado. Os valores básicos da governança são a transparência das informações; a ética nos posicionamentos; a prestação de contas acessível, tempestiva e auditável e conformidade com os padrões exigidos. A adoção desse conjunto de práticas faz com que as organizações de controle descentralizado possam se desenvolver de forma sustentada, promovendo o aumento de sua competitividade.

Num ambiente que caminha para a hipercompetição, é essencial desenvolver um sistema de Governança Corporativa que permita, inclusive, o acesso a fontes de recursos e de financiamento mais atrativas e uma estrutura que favoreça a formação de alianças com outros atores. Apenas as empresas que compreenderem e se adaptarem a essa nova realidade do mercado local, ampliado para uma dimensão global, serão capazes de construir o futuro e participar em boas condições competitivas do novo Pernambuco.

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