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Não tenho uma boa relação com meu gestor. O que fazer?

Não tenho uma boa relação com meu gestor imediato. Não me sinto à vontade para me aproximar e nem tenho confiança para tratar de questões mais delicadas com ele. O que fazer?

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As principais atribuições de um gestor

Ao serem convidados para exercer funções gerenciais, muitos profissionais aceitam motivados pelo incremento salarial, porém com pouca clareza sobre o que realmente significa ser gestor e sem analisar as exigências e os desafios da nova função. Quando isso acontece, não é raro ver os novos gestores se queixarem das atividades e explicitarem que lidar com pessoas é um problema.

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O papel do gestor nas marcas fortes

Uma má experiência come no café da manhã qualquer humanização de marca.” Paulo Peres, publicitário

Não há dúvidas de que comunicar-se bem é essencial para uma boa gestão da marca. Con tudo, uma comunicação só será efetiva se, na base organizacional, tiver o completo respaldo da equipe. Será um grande desperdício de recursos posicionar-se no mercado, por exemplo, com uma imagem de inovação e cuidado com o cliente (mérito da comunicação) se, na hora do atendimento, os vendedores passarem a ideia oposta (demérito dos gestores).

Sendo assim, os gestores estratégicos e os responsáveis pela gestão da marca devem tomar o cuidado de posicionar a empresa de forma alinhada com o que ela realmente é. Passar uma imagem para o mercado que não tem como pilares os valores e a essência organizacional pode ser uma armadilha muito custosa.

Para isso, é fundamental cuidar das equipes e garantir que sejam representantes dos valores e princípios organizacionais, reforçando aquilo que uma comunicação consistente passará. É essencial que as equipes comprem a ideia da marca e atuem como suas guardiãs. Seja ela uma equipe de vendas, que tem contato direto com o cliente, ou uma que se restrinja a trabalhos internos, ambas representantes da empresa, ainda que uma com maior impacto e a outra com impacto menos visível.

Os gestores, nesse contexto, devem atuar como agentes tão estratégicos quanto os profissionais de marketing, já que são essenciais para garantir que os esforços de comunicação se respaldarão numa base empresarial sólida. Para que a marca seja repassada com integridade à equipe, o gestor deve:

1. Ter clareza da identidade institucional da empresa, estando completamente sintonizado com os valores organizacionais, diferenciais de atuação e demais características que a tornam única.

2. Ser um exemplo de representante da marca para a equipe. A equipe se espelhará nele para agir e só estará alinhada à marca se o gestor também estiver.

3. Recrutar e treinar a equipe para garantir que todos estejam alinhados com a essência da empresa. Passar para os empregados os fundamentos da marca (valores, atitudes desejadas, diferenciais de atuação) reforça a identificação deles com a empresa e, sobretudo, ajuda a fazer com que entendam qual a conduta desejada.

Em resumo, o gestor deve trabalhar para deixar um “saldo positivo” para a marca institucional. Ou seja, todos os gestores devem, continuamente, contribuir para a construção de uma marca forte. Devem, portanto, entregar não somente resultados financeiros e operacionais satisfatórios mas, também, um saldo que reforce a imagem que a empresa terá perante clientes, empregados, fornecedores e demais agentes.

Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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O Papel do Gestor no Enfrentamento da Crise

por Fábio Menezes, sócio da TGI Consultoria em Gestão

Neste momento de turbulência, faz-se necessário que o gestor tenha capacidade de conduzir sua equipe da melhor forma possível.

Todos já sabemos que o ano de 2016 será bastante exigente; a crise político-econômica que o País enfrenta ainda não deu sinais de recuperação. Pelo contrário, tudo indica que teremos mais um ano de recessão. Em virtude dessa conjuntura, boa parte das organizações enfrenta um cenário de dificuldades que demanda uma série de ajustes e de investimentos adequados, entre estes os que ajudam a administrar os problemas de agora e, ao mesmo tempo, apontam para o futuro, como a aposta na capacitação da equipe gerencial para enfrentar a crise da melhor forma possível.

Desde o início dessa crise, a TGI tem recomendado às organizações concentrar o foco em quatro principais providências: cuidar do caixa, cuidar das pessoas, comunicar com transparência e investir em inovação. É evidente que a figura do gestor está diretamente implicada nessa missão. Afinal, é o gestor que está no centro do desenvolvimento de todas as ações, na medida em que tem a responsabilidade de coordenar e mobilizar as equipes para a realização dos ajustes necessários e, sobretudo, para a busca da inovação, seja relacionada a algum aspecto interno ou a uma novidade de mercado.

No que diz respeito a cuidar do caixa, o gestor precisa envolver as equipes na busca de alternativas de redução de custos e na aplicação efetiva do que ficar combinado. Muitas vezes, as medidas de contenção de despesas implicam em mudanças na rotina das pessoas, o que pode mobilizar resistências que precisarão ser administradas para perseguir a redução dos custos sem perda do padrão de qualidade do serviço ou produto. Com relação à segunda providência, o gestor é o responsável direto pelo cuidado com as pessoas. As equipes são o diferencial crítico para a capacidade de competir de uma organização, especialmente nas situações de adversidade, e é papel do gestor evitar que o clima interno seja fortemente abalado pelo contexto de crise. Para isso, é fundamental estar atento à terceira providência — comunicar com transparência. Mesmo quando as informações não são as melhores, a opção por não se comunicar com a equipe é sempre mais perigosa, haja vista que as pessoas podem imaginar situações muito piores do que a realidade.

A quarta providência merece um destaque especial. Sem diminuir em nada a importância das três primeiras, afinal a adequada execução dessas ações permitirá manter o negócio em funcionamento em plena crise, é o investimento em inovação que pode contribuir mais decisivamente para a empresa “sair da crise”. Mais uma vez, o gestor está no centro do processo. Principalmente num cenário de dificuldades, não se deve esperar por “ideias salvadoras” ou as chamadas “balas de prata”. Aliás, é sempre bom lembrar que essas “soluções” podem ser perigosas. Algumas empresas entram numa trajetória de difícil recuperação após apostar “tudo” num produto ou serviço salvador que deveria “tirar a empresa daquela situação”. A experiência tem demonstrado que o mais efetivo é estimular um ambiente que favoreça o surgimento de novas ideias, seja com relação aos processos internos ou ao desenvolvimento de novos produtos ou até à identificação de novos mercados a serem explorados. A busca pela inovação não depende apenas de cabeças criativas, mas deve ser incorporada pelo gestor aos processos de gestão de forma intencional, como um atleta que treina diariamente em busca de melhores resultados.

Por fim, podemos entender que a qualificação dos gestores é um aspecto que pode ser determinante para o sucesso das organizações no enfrentamento das crises. Nos momentos mais exigentes para os negócios, a responsabilidade das lideranças se amplifica, ganhando uma dimensão inestimável, mas que é, sobretudo, muito instigante.

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Como está sua atuação como gestor?

Com a chegada do final do ano e as organizações fechando seus planejamentos e orçamentos para o próximo ciclo, nada melhor do que aproveitar o momento para fazer uma autoavaliação.

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