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O fim da crise ainda requer muita atenção ao caixa

“Lucro é opinião. Caixa é fato.” Máxima do mundo financeiro corporativo.

Ainda que a crise econômica comece a dar evidências de que está chegando ao fim, permanecemos em período de turbulência acentuada no mercado, o que torna as empresas mais vulneráveis, especialmente as pequenas e médias. Essa época, além de promover quedas de demanda, que podem ser expressivas, também oferece oportunidades para novos players entrarem no mercado, aumentando muito a concorrência e a perda de clientes.

Para reforçar a competitividade e melhor enfrentar essas situações, é essencial continuar cuidando com atenção do fluxo de caixa empresarial. E, para isto, algumas recomendações são bem-vindas:

1. Os custos fixos devem ser gerenciados e minimizados. Deve-se ter atenção a tudo o que for despesa supérflua e detalhes aparentemente insignificantes que podem ser otimizados. Um bom encaminhamento para isto é envolver a equipe e pedir a opinião de quem mais está relacionado com o problema.

2. Um ponto comumente esquecido mas que, se não for tratado, pode gerar graves problemas para a empresa são as provisões. Despesas datadas como décimo-terceiro, férias e rescisões devem ter reservas previamente alocadas para evitar surpresas, problemas legais e pressão pontual sobre o caixa. Também é importante fazer uma reserva para investimentos relativos à manutenção da competitividade empresarial. Uma alternativa é definir um percentual mensal dos lucros ou do faturamento a ser provisionado.

3. Quase todos os negócios têm épocas mais e menos favoráveis. Para lidar com isso, é importante fazer uma provisão para enfrentar as épocas mais difíceis.

4. É fundamental que sejam elaborados cenários (otimista, livre de surpresas e pessimista) e simulações para as projeções de vendas e, consequentemente, de receitas. Também é importante considerar as deduções sobre a receita, os custos diretos de produção, as despesas de custeio, as despesas financeiras, incluindo o custo do capital, e as provisões para custeio e investimentos. Esta iniciativa pode ser complementada com o mapeamento e a análise de fontes alternativas de recursos e de crédito.

5. Finalmente, também devem ser considerados os fluxos de recebimentos e pagamentos, já que um descasamento temporal pode gerar pressão por uma linha de crédito emergencial, que pode sacrificar o resultado do negócio ou, mesmo, em situações extremas, levar ao seu fim.

Esses cuidados, embora muito importantes, não são suficientes, infelizmente, para assegurar que o negócio não quebre. Afinal, toda situação de mercado traz consigo um grau mais ou menos alto de incerteza. Todavia, prestando atenção ao destacado, diminuem as chances de se assumirem negociações ou de se tomarem decisões que possam gerar surpresas negativas para a empresa, transformando o dia a dia da gestão num inferno que poderia ter sido evitado com mais atenção ao fato inelutável do caixa.

Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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Gestão de cidades em tempos de crise


Ou você tem uma estratégia própria ou, então, você é parte da estratégia de alguém“. Alvin Toffler (1928-2015), futurista norte-americano

O Brasil é considerado um dos países mais urbanizados do mundo. As estatísticas apontam que cerca de 85% da população brasileira vive nas cidades e isso implica em pressões diversas e intensas sobre os gestores públicos municipais.

Em meio a uma crise fiscal de grosso calibre que atinge em cheio as finanças do setor público e dos municípios brasileiros em particular, os gestores que tomaram posse agora em janeiro para o quadriênio 2017-2020 se deparam com o desafio redobrado de manter o foco simultaneamente em dois horizontes: fazendo o que precisa ser feito no curto prazo e construindo as condições para um futuro urbano melhor no médio e longo prazos, apesar e para além da crise.

Para que isso seja possível, um requerimento fundamental é que a cidade tenha sua estratégia própria e não fique apenas a reboque das estratégias individuais e particulares dos inúmeros atores que interagem diariamente no seu território. Ou seja, é preciso que se cuide de elaborar ao longo da gestão, sem pressa mas também sem descanso, um plano estratégico de longo prazo que dê conta das dimensões econômica, social, ambiental e espacial da cidade pelo menos com o horizonte de mais duas gestões à frente (dez anos).

Já no que diz respeito às ações imediatas de curto prazo, valem algumas sugestões para os gestores que vão tocar o barco municipal a partir de agora:

1. Manter uma equipe de secretários enxuta, competente e de confiança (“tripulação da tormenta”).

2. Realizar com ela um planejamento para o horizonte da gestão (quatro anos) que deve ser iluminado o mais possível por um planejamento de longo prazo (dez anos à frente pelo menos).

3. Fazer um ajuste fiscal rigoroso o suficiente para salvar o presente porém estratégico o necessário para não matar o futuro.

4. Promover o monitoramento sistemático e periódico (de preferência semanal) do que foi planejado com a equipe de secretários.

5. Conclamar os cidadãos para, com eles, enfrentar o tempo de incertezas pela frente tendo sempre presente o indispensável componente da esperança em dias melhores.

A cidade é uma das organizações mais complexas de todos os tempos e sua gestão requer uma atenção especial que deve ser pautada por um planejamento eficaz. Sem isso, as chances de sucesso ficam muito reduzidas, em especial em épocas de crise intensa como a que, infelizmente, vivemos atualmente.

Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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Empreender não é para qualquer um

Diante do cenário de crise econômica que o país atravessa, oportunidades escassas e desemprego em alta, muitos estão vendo o empreendedorismo como a alternativa mais viável para sair do vermelho ou até mesmo para ser seu próprio chefe e não correr mais o risco de ser demitido. São muitos os exemplos de pessoas que em momentos de crise empreenderam e tiveram sucesso, por isso explica porque muitos podem achar que abrir um negócio é a solução para a falta de emprego. Mas a realidade não é bem assim!

Continue lendo: http://blogconexaoprofissional.com.br/blog/2017/01/17/empreender-nao-e-para-qualquer-um/

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Pernambuco depois da crise

Acontece que, junto com essa queda projetada, veio o coice da crise nacional que terminou por afetar o Estado de maneira muito forte”.

A julgar pelos indicadores que vão sendo publicados pela imprensa nacional, a crise está começando a ficar para trás embora muito ainda precisará ser feito para que se dê a retomada do crescimento econômico. O governo federal tem diante de si a tarefa gigante de promover o ajuste fiscal indispensável à retomada da confiança dos agentes econômicos para que se disponham a voltar a investir e a consumir, fazendo com que a roda da economia volte a girar novamente.

Acredito que mais cedo ou mais tarde esse ajuste fiscal se fará e o ciclo virtuoso do crescimento será retomado. A análise da série histórica dos índices de desempenho do PIB no País, desde 1900 quando as medições começaram a ser feitas, evidencia isso: após cada recessão há uma retomada do crescimento que atinge os patamares de antes da crise (no caso recente, de 2,5 a 3% de crescimento ao ano).

No que diz respeito a Pernambuco, após o ciclo de investimentos estruturadores do início do Século 21, a desaceleração já estava de certa forma contratada. Acontece que, junto com essa queda projetada, veio o coice da crise nacional que terminou por afetar o Estado de maneira muito forte. Tão forte que nós da TGI entendemos ser necessário retomar a Pesquisa Empresas & Empresários realizada desde 1990 com inúmeros levantamentos, seminários, relatórios e três livros básicos publicados: Pernambuco Afortunado (passado), Pernambuco Competitivo (presente) e Pernambuco Desafiado (futuro).

Acontece que depois da dupla crise (do final dos investimentos estruturadores e da recessão da economia nacional) o futuro de Pernambuco mudou e precisa ser revisitado. Daí, a necessidade de dar prosseguimento ao estudo dos setores dinâmicos da economia pernambucana pesquisados e publicados no livro Pernambuco Competitivo: (1) Sucroalcooleiro; (2) Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC); (3) Turismo e Cultura; (4) Metalmecânico; (5) Varejo Moderno; (6) Moda e Confecção; (7) Logística; (8) Construção Civil; (9) Fruticultura e Vitivinicultura; e (10) Serviços Modernos. Além do Automotivo e do Petroquímico que vieram depois. Ao caso atual de Pernambuco aplica-se com propriedade a frase do poeta francês Paul Valéry: “O problema do nosso tempo é que o futuro não é mais o que costumava ser”.

*Artigo publicado na edição 126 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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Algomais para além da crise


“A revista reportou o novo momento de desenvolvimento. Agora, a rebordosa é grande, mas começou a reversão”.

Participo do projeto da Revista Algomais desde a sua pré-história. Desde quando não era mais do que uma mera ideia daquelas que correm o sério risco de não passar de um simples sonho de uma noite de verão, até hoje, mais de 10 anos depois, quando da decisão de Sérgio Moury Fernandes e Luciano Moura que resolveram concluir suas participações no projeto para cuidar integralmente da Engenho de Mídia, a empresa deles.

Já disse aqui nesta Última Página, na condição de colunista mais antigo, que tenho um enorme orgulho de ter contribuído muito de perto desta construção que envolveu muita dedicação, trabalho e seriedade de todos os envolvidos sobretudo de Sérgio e Luciano que tocaram executivamente a publicação ao longo da década passada.

Com a saída deles, nós da TGI assumimos a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho realizado e de seguir mantendo a publicação com o mesmo nível de qualidade alcançado. Não será tarefa fácil, sabemos disso, mas estamos decididos a fazê-lo. E como dizia o empresário paraibano, radicado em Campina Grande, Dão Silveira: “quem tem a vontade já tem a metade”.

Fazemos isso num momento especial: uma crise econômica devastadora, que assolou o País e atingiu duramente Pernambuco. A Algomais começou reportando o novo momento de desenvolvimento do Estado que levaria a economia local a crescer mais do que a do Brasil por muitos anos seguidos. Agora, a rebordosa é grande, mas começou o período de reversão. A comparando é como se o trem da economia (o PIB do País) tivesse parado, começado a andar para trás e parado de novo. Agora, temos todo esse percurso de marcha ré a recuperar para chegar de novo no ponto de onde paramos de avançar e, daí, continuar em frente no terreno positivo.

Em Pernambuco isso também vai acontecer. Será, portanto, neste cenário de recuperação, que se dará a nova fase da Algomais – a Revista de Pernambuco. No cenário para além da crise. Continuamos contamos para isso com o apoio e o prestígio que sempre tivemos dos leitores e anunciantes. Vamos lá!

*Artigo publicado na edição 125 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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