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O LEGADO DA SELEÇÃO ALEMÃ NA COPA

A derrota do Brasil pela Alemanha na Copa do Mundo abalou o País, mas é preciso reconhecer a competência dessa seleção e aprender com seus acertos.

No campo da gestão, o principal legado que a Alemanha deixa para os executivos é: planejamento, perseverança e dedicação. Esse time vitorioso analisava cada adversário e se preparava distintamente para enfrentar cada um.

Qualidades brasileiras, como o improviso e o nosso famoso “jeitinho”, já não são suficientes para construir equipes bem-sucedidas. É preciso enfrentar os desafios com mais seriedade e profissionalismo. Apenas mudar de técnico ou gestor pode não ser a solução.

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O QUE A COPA NOS ENSINOU SOBRE EQUIPES?

A Copa no Brasil ganhou repercussão mundial e alguns fatos marcantes ocorridos durante a competição e foram apresentados na mídia sob diversas abordagens. Com o término do campeonato, podemos tirar destes acontecimentos algumas lições sobre o desenvolvimento de equipes, que servem para qualquer organização:

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A sórdida pelada shakesperiana sem Capitão

Veja a primeira parte da análise aqui: Toda derrota é anterior a si mesma

“Em futebol, é pior cego é o que só vê a bola. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana. Às vezes, num córner mal ou bem batido, há um toque evidentíssimo do sobrenatural.” (Nelson Rodrigues, 1912-1980, cronista e dramaturgo pernambucano).

Desde a postagem anterior que eu deveria estar calado sobre futebol, afinal tinha feito uma promessa de não tratar do tema. Como se não bastasse, todo mundo na copa e, em especial, depois da goleada humilhante tomada da Alemanha, está falando e escrevendo sobre o assunto. E como se isso não fosse suficiente, eu deveria prestar atenção na advertência de Nelson Rodrigues: “a mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana”. Mas não, a imprudência me impele e seguir adiante e, agora, falar sobre os fatores “internos” da derrota.

Posso argumentar a favor da minha quebra de promessa que, afinal, não foi uma derrota qualquer. Segundo o correspondente da Veja em Paris, Antonio Ribeiro: essa foi “a mais elástica goleada sofrida pela Seleção Brasileira no espaço de um século. A maior derrota em uma semifinal na história das 20 copas. O resultado mais vexatório apresentado por um país anfitrião. E o improvável mesmo nas peladas de várzea: tomar 5 gols em menos de meia hora.” Perdão, Nelson, mas não me contenho mais uma vez e vou me aventurar a opinar sobre as razões “de dentro” da derrota humilhante.

Como faz muito tempo que não acompanho futebol (além de jogar, acompanhei tudo sobre o assunto, mais ou menos dos 10 aos 25 anos e até treino do Sport frequentava, imaginem…), não sabia dos detalhes, mas achava alguma coisa estranha naquele time do Brasil que começou a copa ganhando mas sem convencer, pelo menos a mim.

Primeiro achei estranho o time, além do goleiro e do centroavante, ser de jogadores muito jovens. Perguntei aos entendidos: por que Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e outros jogadores com mais experiência (afinal, isso é uma copa do mundo onde experiência vale muito) não foram convocados? Os entendidos não sabiam… Depois achei estranho que o time jogasse sem meio de campo, as bolas saiam da defesa para o ataque através de chutões para a frente. Perguntei aos entendidos o porquê e eles também não sabiam. E o time empatando e vencendo e não convencendo… Até que vem a disputa dos pênaltis e todo mundo começa a chorar… Até o capitão sentado na bola, desolado, rezando para não cobrar pênalti. O capitão! Sem falar no goleiro, também chorão… Bom, passamos, apesar do choro. Mas ficou a impressão de um bando de meninos misturadamente mascarados (o caso flagrante de Neyma que, apesar de talentosíssimo, não podia levar um empurrão que voava em câmara lenta para a “loucuuuuura” de certos narradores televisivos) e amedrontados, no ultrapassadíssimo esquema dos garotos do tiozão (ou dos tiozões já que o chatíssimo do Parreira também estava na jogada). E pra mim, o pior, depois da flagrante manifestação de fraqueza de Thiago Silva, sem capitão.

Mas, aí, chega a Alemanha que aprendeu a lição da derrota em seu próprio país e fez o dever de casa direitinho. Não deu outra: o castelo de cartas desabou de forma desastrosa… Só foi de sete porque, tenho certeza, por que o técnico alemão no intervalo mandou maneirar e, até, deixar o Brasil fazer o gol de honra. Não fora isso, o placar passava de dez!

Um modelo paternalista caduco (no dias de hoje, “família Scolari”, me poupe), um time de jovens sem experiência copa do mundo, emocionalmente desequilibrado, um técnico teimoso e paralisado diante da hecatombe de cinco gols em 30 minutos, uma equipe sem capitão. Receita de tragédia diante de um adversário forte. Se fosse uma empresa, já teria falido.

O que mais me chamou a atenção na saraivada de gols foi a ausência de um capitão que dissesse algo assim: “somos um time penta campeão ou um prato de papa?“. Saudades de Dunga que é um técnico muito ruim, mas foi um excelente capitão.

Leia as demais análises acerca da seleção sob a ótica da Gestão em: Gestão na Copa

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Toda derrota é anterior a si mesma

Tinha prometido a mim mesmo não falar de futebol nesta Copa. Afinal, estou tentando bravamente entender cada vez menos deste cada vez mais frequentemente frustrante “violento esporte bretão”. Todavia, depois da inacreditável derrota de hoje, vejo-me irresistivelmente compelido a quebrar minha promessa.

No tempo em que eu pensava, como a maioria dos brasileiros, que entendia alguma coisa de futebol, cheguei a escrever uma artigo em louvor de Felipão como grande responsável pelo penta campeonato. Para isso, me vali do grande cronista e dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues (1912-1980) que, dentre centenas de frases geniais, perpetrou essa: “toda grande vitória é anterior a si mesma”.
Naquela época, Filipão e seu estilo deram conta do desafio. Hoje, não mais.

Lembro de Nelson agora, com um ajuste por antítese de sua frase: “toda grande derrota é anterior a si mesma“.

Sim, essa derrota vem de longe. Vem do inacreditável amadorismo a que foi relegado o futebol no Brasil desde então, enquanto os adversários (em especial os europeus) avançaram (e muito!). Vem da ideia hoje maluca que improvisação, “inventividade”, malandragem, paternalismo, por si sós, conseguem superar o trabalho duro, o treinamento, a estratégia, a preparação, a experiência.

Tomara que essa derrota humilhante sirva para abrir os olhos de algumas pessoas para o fato de que ou mudamos no futebol (e em muitas outras coisas também) ou vamos ser ultrapassados já, já na titulação inédita que conquistamos, em tempos heróicos, pelos países adversários que já entenderam, há muito tempo, que futebol é coisa importante demais para ser deixado exclusivamente por conta da cartolagem (e, no nosso caso, que cartolagem!).

Na Europa, que salvo uma zebra deve levar essa Copa, futebol é um assunto empresarial, muito bem e profissionalmente administrado (vide o Barcelona!). O resto, como dizia Millôr Fernandes sobre a imprensa submissa, é “armazém de secos e molhados“. Torçamos pelas boas lições da derrota.

Valei-nos, Nelson!

Leia as demais análises acerca da seleção sob a ótica da Gestão em: Gestão na Copa

Comportamento dos Profissionais na Copa do Mundo

Começou a Copa do Mundo de futebol e muitas empresas se organizaram para que a equipe se reúna e assista aos jogos dentro do ambiente de trabalho. Mas, muito embora seja um momento de descontração, vários cuidados devem ser tomados para torcer sem prejudicar a imagem profissional.

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