Evento da Rede Gestão e do Conselho Estratégico Pernambuco Desafiado recebe ex-governador Paulo Hartung

A convite da Rede Gestão e do Conselho Estratégico Pernambuco Desafiado, o economista e ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, participou, no dia 14 de março, de evento no Mar Hotel, onde conversou com um público de mais de 150 pessoas composto por empresários, políticos, gestores públicos e formadores de opinião. O êxito da sua gestão à frente do governo capixaba foi o principal assunto da palestra. Os grandes problemas e desafios a serem enfrentados pelo Governo Federal e pelos estados para enfrentar o déficit fiscal e retomar o crescimento do Brasil também foram abordados ao longo do evento.

Disposição para fazer e liderança foram os principais elementos ressaltados pelo ex-governador para explicar o fato de o Espírito Santo ser, hoje, o estado brasileiro mais bem estruturado financeiramente. “Não tem caminho fácil, há o caminho certo, que é o do ajuste nas contas”, frisou Hartung, relembrando que deixou mais de R$ 700 milhões em caixa para o seu sucessor. O ex-gestor lembrou ainda que, além da crise do País, seu governo também enfrentou os efeitos de uma forte crise hídrica e da paralisação das atividades da Samarco, à qual teve impacto na economia estadual.

Além do componente fiscal, o Espírito Santo também tem dados positivos em outras áreas, como Educação e Segurança. Em 2018, por exemplo, o estado registrou a maior queda do número de homicídios dos últimos 29 anos. Paulo Hartung fez questão de enfatizar que a experiência exitosa do governo capixaba não é única no Brasil e revelou que veio buscar no Ginásio Pernambucano a inspiração para reformular o Ensino Médio do estado durante a sua gestão. Já do Ceará, veio o modelo para reestruturar a Educação Infantil.

Sobre o Brasil, Paulo Hartung afirmou que a crise pela qual o País passa não sofreu nenhuma influência externa. “Nós convivemos com uma crise que tem nome e endereço certo: a crise fiscal. E a razão dela é o alto custo da máquina pública em nosso país”, frisou o gestor, salientando que o trabalho não é fácil de ser feito, mas com liderança pode ser realizado. Hartung defendeu a urgência das reformas no Brasil e enfatizou ser preciso derrubar, no âmbito nacional, o discurso de que ajuste fiscal é sinônimo de falta de investimento público na área social.

“No Espírito Santo, mostramos que essa teoria não é verdade, quebramos a espinha dorsal desse discurso. Fizemos um ajuste fiscal duro e produzimos ações sociais relevantes no estado”, enfatizou o ex-governador, afirmando que, nos dias atuais, não há mais espaço para o gestor público fazer estripulias e querer jogar no colo do seu sucessor. Sobre a corrupção, o ex-governador afirmou que só há um caminho para enfrentá-la: o da transparência.

Rede Gestão – Criada em 1997, a Rede Gestão é formada por um conjunto de empresas e instituições especializadas que oferecem um amplo e diversificado leque de produtos para atender às variadas necessidades de assessoria, consultoria, capacitação e pesquisa de seus clientes — empresas privadas, públicas e organizações do Terceiro Setor.

Atualmente, fazem parte do quadro da Rede Gestão as empresas TGI, ACTBEL, AFM Arquitetos, ÁgilisRH, Basel Seguros, BuzzLab, Cartello, Carvalho & Lopes, Costa & Pinto, CPPL, Escobar e Mota Advogados, Guimarães Ferreira, HSBS, INTG, Jairo Aquino, LMS/TGI, Luiz Vieira Arquitetura de Paisagem, Mello Pimentel Advocacia, Milênio, Procenge, SaúdeCorp, Tabelionato Figueiredo, Trajeto Consultoria, Valore Contadores Associados e Voz Comunicação.

0

Ponto Cidadão realiza feira cultural para conscientização sobre uso de drogas

Os alunos do projeto Ponto Cidadão realizaram, no dia 22 de março, uma feira cultural com o objetivo de conscientizar para os perigos do uso de drogas. O evento contou com o tema central “Drogas: não preciso de você!”.

Apresentações de teatro e dança, oficinas, curiosidades e exibição de documentários foram algumas das atividades desenvolvidas pelos alunos para a feira, que foi aberta ao público. O evento também contou com uma homenagem ao projeto Alcoólicos Anônimos (AA), com a participação de alguns integrantes da associação.

Além das atividades, os estudantes também montaram, na feira, estandes para venda de lanches. Todo o valor arrecadado na ação será destinado para a formatura dos jovens no projeto social.

Ponto Cidadão – O Ponto Cidadão funciona desde 2004 e oferece capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho para jovens carentes com idades entre 16 e 24 anos moradores de Igarassu e região. O projeto é uma iniciativa da Itamaracá Transportes e é mantido por uma rede de empresas voluntárias e gerenciado com o apoio da TGI Consultoria em Gestão, Instituto da Gestão (INTG) e ÁgilisRH.

0

FRASE DA SEMANA TGI

0

Uma rota urbana inclusiva

“Das mais de 100 pessoas que foram nessa caminhada, acredito que a grande maioria nunca tenha estado por aquelas bandas.”

Recentemente tive a satisfação de guiar uma Caminhada Domingueira Olhe Pelo Recife, coisa que faço há já mais de uma década, por uma rota inusitada: da Praça Fleming, na Jaqueira, até a Avenida 17 de Agosto, em Casa Forte, passando pelos Altos da Bela Vista e Santa Terezinha.

Foram, no total, quase 12 km percorrendo, na planície, a Estrada Velha de Água Fria e a Avenida Beberibe até Porto da Madeira. De lá, subimos até o Alto da Bela Vista, passando pelo projeto Mais Vida nos Morros da Rua Vitoriana. Em seguida fomos, por cima, até o Alto Santa Terezinha, cerca de 1 km depois, e visitamos o primeiro Compaz (Centro Comunitário da Paz) do Recife, em torno do qual os índices de violência caíram 25,5% desde a sua inauguração (ver reportagem de capa desta edição da Algomais). A partir do Compaz iniciamos a descida, passando pela Bomba do Hemetério até a Avenida Norte, novamente na planície. Da Avenida Norte, seguimos pela Rua da Harmonia até Casa Forte.

Das mais de 100 pessoas que foram nessa caminhada, acredito que a grande maioria nunca tenha estado por aquelas bandas nem, muito menos, feito uma travessia do tipo, muito embora a ocupação urbana daqueles altos date da primeira metade do século 20, quando a cidade passou por uma explosão populacional, e seja a mais antiga ocupação dos morros da Zona Norte do Recife.

Fiquei com a firme impressão de que a rota percorrida fez bem, tanto para quem “passou por dentro” dos altos, quanto para os moradores da localidade que viram a “outra cidade” passar por dentro da sua. Afinal, embora socialmente separadas uma da outra, a cidade é uma só. Uma parte conhecer e integrar-se fisicamente com a outra é condição de desenvolvimento da cidadania urbana!

Achei tão importante essa integração que até me comprometi a estudar e desenvolver, por meio da pesquisa feita com os caminhantes, uma proposta de rota adequadamente sinalizada que, partindo da Avenida Beberibe, mais precisamente da Praça Camilo Simões em Porto da Madeira, seguisse por uma boa parte do roteiro percorrido e terminasse no mirante do Morro da Conceição que já é, por si só, um ponto de atração turística. Com isso, poderíamos ter um roteiro turístico inclusivo e democrático ligando as “duas cidades”, hoje separadas. Vamos nos empenhar para que seja possível. A cidadania agradecerá, com certeza!

*Artigo publicado na edição 156 da revista Algomais (www.algomais.com)

Francisco Cunha guia caminhada em comemoração ao aniversário do Recife

O sócio e consultor da TGI, Francisco Cunha, guiou, no dia 10 de março, uma edição especial da Caminhada Domingueira Olhe Pelo Recife, em comemoração aos 482 anos da capital pernambucana. O passeio teve como tema central “Percurso pelo Corredor da Cidade, da Porta da Terra ao Engenho Mais Próximo”.

Cerca de 100 pessoas fizeram o trajeto de cerca de 6 km percorrido pelos habitantes nos séculos passados, partindo da Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, onde nos seus primórdios a cidade se resumia a um pequeno porto com um vilarejo à beira da água.

Guiados por Francisco Cunha, os caminhantes passaram pela Rua do Bom Jesus, Rua Marquês de Olinda, Ponte Mauricio de Nassau, Praça da Independência, Rua Nova, Ponte da Boa Vista, Rua da Imperatriz, Praça Maciel Pinheiro, Avenida Manoel Borba, Praça Chora Menino, Rua Paissandu, Rua Benfica e Praça João Alfredo, no bairro da Madalena.

O ponto final do passeio foi o sobrado grande da Madalena, atual Museu da Abolição, onde morou o Conselheiro João Alfredo. Segundo Francisco, entre os engenhos que se instalaram no entorno do atual museu, alguns viraram nomes de bairros, como o do Cordeiro, da Torre e o do Engenho do Meio. Durante a caminhada, Cunha ressaltou ainda que o Recife é a capital mais antiga do Brasil, sendo apenas dois anos mais nova que sua irmã, Olinda, que foi capital durante o período colonial.

0