Game Station sedia 8ª edição da Taça Pernambuco de Boliche

Entre os dias 16 e 18 de agosto, o Game Station, cliente TGI, sediou a 8ª edição do torneio Taça Pernambuco de Boliche. Disputando o Ranking Brasileiro em etapas individuais e em duplas, nas modalidades feminina e masculina, 68 atletas vindos de várias regiões do Brasil e da liga americana marcaram presença na competição, realizada no Boliche Game Station do Shopping RioMar Recife.

Entre os destaques estava a atleta Stephanie Martins, jogadora da PWBA – Professional Women’s Bowling Association, que representou recentemente o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima. A atleta foi uma das finalistas no Ranking Nacional do torneio, na modalidade individual feminina. Além dela, competiram atletas da Bahia, Distrito Federal, Belo Horizonte, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo.

O Boliche Game Station do Shopping RioMar Recife conta com um sistema de pistas moderno e tecnológico, assim como as melhores casas da Europa e dos Estados Unidos. O espaço traz pistas profissionais do fabricante Brunswick, líder mundial em boliche, agregadas a uma ambientação diferenciada, com espaço para festas de aniversário e eventos, sinuca e restaurante.

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Construtora Carrilho inaugura duas lojas

A Construtora Carrilho, cliente TGI, inaugurou duas novas lojas, uma no Shopping RioMar, no Recife, e outra no bairro do Janga, no município de Paulista. As unidades foram pensadas para proporcionar mais comodidade, segurança e horários flexíveis para os clientes da construtora, que podem, nos dois espaços, tirar dúvidas e até sair com seu imóvel comprado.

“Sentimos a necessidade de abrir o atendimento ao cliente para locais além da nossa sede, podendo dar mais facilidade no horário de atendimento, com a mesma segurança e deixando o cliente à vontade para poder resolver não só demandas do apartamento, mas também onde ele pudesse se divertir, fazer compras ou um exame, por exemplo, no caso do shopping. Proporcionar essa praticidade é essencial para fidelizá-lo”, explica Mariana Carrilho, coordenadora de marketing da construtora.

Já no Janga, a inauguração da loja teve como principal objetivo atender a grande demanda do município de Paulista. “A necessidade um ponto de vendas no bairro era grande, então, inauguramos a loja bem próxima do nosso empreendimento Quinta das Brisas”, completa.

Segundo a coordenadora, nos dois espaços, funcionários treinados e corretores de plantão estão à disposição dos clientes para tirar dúvidas, emitir documentações, fazer simulações de financiamento e até fechar negócio. “O cliente terá a oportunidade de fazer um tour virtual nos nossos empreendimentos, escolher aquele que melhor atender às suas necessidades e sair com o contrato em mãos”, afirma Mariana Carrilho.

A empresa – A Construtora Carrilho iniciou suas atividades em 1969, executando obras públicas para o governo, na cidade do Recife e no interior de Pernambuco, tendo à sua frente o Engenheiro Antônio Manoel Carrilho do Rego Barros. Posteriormente, consolidou-se no mercado imobiliário, concentrando seus serviços em incorporações de edifícios de médio padrão. Em seguida, passou a investir em edifícios de alto padrão e em populares, estes últimos contando com os subsídios do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

No decorrer dos anos, para dar mais flexibilidade às transações comerciais, foi criada a CCA Empreendimentos Imobiliários Ltda., com os mesmos sócios da Construtora Carrilho Ltda., formando, assim, o Grupo Carrilho. Ao longo de 50 anos, comemorados em 2019, o Grupo Carrilho já entregou mais de onze mil apartamentos dos mais diferentes padrões. Hoje, atua nas regiões do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e do Paulista.

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A cidade tropical dos 5 km por hora

“Cidade boa para os mais vulneráveis, entre os quais se inclui o pedestre, exige também trânsito acalmado e velocidades reduzidas como está sendo seguido à risca nas cidades mais desenvolvidas do mundo como Londres, Paris, Nova York.”

Convidado pela antropóloga Fátima Quintas para fazer a palestra do mês de julho de 2019 do Seminário de Tropicologia, na Fundação Joaquim Nabuco, falei sobre a cidade tropical dos 5 km por hora, aquela em que o pedestre deve ser a principal prioridade, já que, como diz o comercial, “na cidade todos somos pedestres”.

Comecei fazendo a distinção entre a cidade dos 5 km/h (orientada para o pedestre) e a cidade dos 60 km/h (orientada para o carro). Comentei que, infelizmente, a nossa cidade (o Recife), assim como a grande maioria das cidades ao redor do planeta, terminou, ao longo do Século 20, sendo desenhada pelo e para os veículos individuais motorizados (os automóveis), a despeito do fato desses veículos só terem começado a fazer parte da história das cidades no último minuto de um hipotético relógio (12 horas) de sua existência (100 anos do automóvel x 6.000 anos de história das cidades).

Para comprovar isto basta tentar caminhar pelas calçadas das nossas cidades ou, no caso do Recife, tentar atravessar uma rua usando a faixa de pedestre, mesmo com o sinal aberto para si. Vai verificar que praticamente nenhum motorista que estiver virando à direita ou à esquerda na rua perpendicular respeita a preferência legal e absoluta do caminhante. Não raro, acelerando o veículo para dissuadi-lo da travessia antes da passagem do carro, o que constitui falta gravíssima (pela ameaça à vida do pedestre), punível, além da multa, com a suspensão do direito de dirigir…

Em se tratando das cidades tropicais, como é o caso do Recife (na verdade, quase equatorial, com o sol a pino), é indispensável também a sombra para o caminhante diurno. E sombra diurna significa arborização farta e frondosa, nunca ojeriza a árvores.

Citei também uma frase do prefeito de Bogotá (Colombia), Enrique Peñalosa que, depois de lida, parece absolutamente óbvia: “Devemos pensar em cidades para os mais vulneráveis, para as crianças, os idosos, os que se movimentam em cadeiras de rodas, para os mais pobres; se a cidade for boa para eles, será também para os demais.”

Cidade boa para os mais vulneráveis, entre os quais se inclui o pedestre, exige também trânsito acalmado e velocidades reduzidas como está sendo seguido à risca nas
cidades mais desenvolvidas do mundo como Londres, Paris, Nova York. O Recife, cidade tropical, precisa aprender com as cidades temperadas civilizadas!

*Artigo publicado na edição 161 da revista Algomais (www.algomais.com)

A grande mudança da mobilidade urbana

“Em 1898, quando foi realizada a primeira conferência internacional de planejamento urbano na cidade de Nova York, o principal problema apontado em relação às grandes cidades foi, nada mais nada menos, do que as fezes dos cavalos puxadores de carroças.”

Outro dia, após um comentário que fiz na coluna CBN Mobilidade, um amigo ouvinte me apontou o que, segundo ele, seria uma “grande contradição”. Eu disse que a mobilidade está, no mundo todo, no início de uma enorme mudança que, à semelhança daquela acontecida na primeira metade do Século 20, responsável pela introdução do automóvel em todas as cidades do planeta, vai promover a completa revolução na nossa locomoção cotidiana.

As tendências de peso dessa mudança sãoas seguintes: (1) os aplicativos de geolocaliza ção e navegação de trânsito tipo Waze, Google Maps e Apple Maps; (2) os aplicativos de locomoção compartilhada tipo Uber, 99, Easy, Cabify; (3) a micromobilidade da “última milha”, aquela feita com bicicletas e patinetes, elétricos ou não; (4) o carro elétrico; (5) o carro autônomo (sem motorista); e (6) o carro “voador” que está sendo desenvolvido pela Uber em parceria com a Embraer.

Foi essa minha argumentação que o amigo ouvinte citou como contradição fazendo a seguinte pergunta: como esta mudança pode estar em curso de forma tão intensa se os engarrafamentos e congestionamentos de trânsito estão aumentando no mundo todo?

Respondi dizendo que em 1898, quando foi realizada a primeira conferência internacional de planejamento urbano na cidade de Nova York, o principal problema apontado em relação às grandes cidades foi, nada mais nada menos, do que as fezes dos cavalos puxadores de carroças que em Londres atingiam a casa dos 50 mil e em Nova York chegaram a 100 mil. Se cada cavalo era responsável por 10 kg de fezes por dia, Nova York estava tendo de lidar com o destino de 1.000 toneladas de esterco cada dia,
sem falar da urina e dos cavalos mortos (cada um pesando em média 600 kg). A título de curiosidade, naquela época o Recife tinha três locais de corrida de cavalos (nos atuais bairros do Hipódromo, do Derby e do Prado).

Todavia, já em 1912, o número de carros ultrapassava o número de carroças em Nova York e, a partir daí, tivemos o predomínio absoluto, de mais de um século, dos veículos individuais motorizados em todas as cidades do mundo.
Minha hipótese é a de que algo do gênero está sendo gestado e, quando acontecer a virada, os carros, tal qual os conhecemos hoje, serão como os cavalos do passado. Hoje, o pesadelo dos engarrafamentos; no futuro, peças de museu.

*Artigo publicado na edição 160 da revista Algomais (www.algomais.com)

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Saturnino, o herói do saneamento nacional

“Em mais de 100 anos quase nada foi feito em termos de saneamento no Recife! Só para comparação: hoje Santos é 100% saneada!” 

A primeira vez que ouvi falar no nome de Saturnino de Brito foi por conta de uma rua que leva o seu nome no Bairro do Cabanga no Recife. Depois, estudando sobre a urbanização na cidade, descobri que ele foi o responsável pelo saneamento praticamente completo da nossa capital no início do Século 20. Aí, visitei a cidade de Santos e fiquei impressionado.

Aprofundando a pesquisa, fiquei sabendo que Saturnino dirigiu e/ou orientou projetos de saneamento em cerca de 50 cidades no Brasil e deixou uma detalhada obra escrita que registra em minúncias a teoria e a prática de sua extensa produção de engenharia sanitária. Inclusive, os volume VIII e IX das Obras Completas de Satunino de Brito são inteiramente dedicados ao saneamento do Recife. Na introdução do volume VIII, diz textualmente o autor: “Está concluída e funcionando, desde dezembro de 1915, a extensa rede de esgotos da capital do Estado de Pernambuco, faltando apenas pequenos trechos de coletores no bairro do Recife, cuja construção depende da abertura de ruas, ou da desobstrução de outras, a cargo da Inspetoria de Portos, Rios e Canais (Obras do Porto)”.

Ou seja, em 1915, por conta do trabalho de Saturnino, a cidade do Recife encontrava-se praticamente 100% saneada! E, desde lá até aqui, segundo depreendo do que ouço dos especialistas, os cerca de 30% de rede coletora que a cidade tem hoje, representam praticamente os 100% de 1915! Conclusão que me parece óbvia: em mais de 100 anos quase nada foi feito em termos de saneamento no Recife! Só para comparação: hoje Santos é 100% saneada!

O resultado desta involução podemos ver e sentir a toda hora nos rios, riachos e canais, inclusive e principalmente no Capibaribe, para onde corre todo o esgoto não coletado nem tratado da cidade…

Vamos, nesses 90 anos na morte de Saturnino de Brito, cobrar que a Parceria Público Privada desenvolvida para a Região Metropolitana do Recife venha, um século depois,
resgatar o trabalho feito pelo herói pioneiro na nossa cidade. É o que nos resta!

*Artigo publicado na edição 159 da revista Algomais (www.algomais.com)

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