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Mandamentos da Segurança na Mobilidade

“Uma das formas de enfrentar a insegurança é não se deixar acuar por ela. Ladrões detestam andar em ruas movimentadas”

Por conta de meus comentários na coluna CBN Mobilidade, da CBN Recife, onde converso com Mário Neto, nas manhãs das terças e quintas, sobre temas relacionados à mobilidade urbana, terminei sintetizando o que chamei de Mandamentos da Segurança na Mobilidade que se aplicam ao nosso dia a dia na cidade. Em sintonia com a reportagem de capa deste número da Algomais, publico aqui na esperança de que, de algum modo, possam ajudar o leitor:

1. Não entre em pânico. Conforme disse o poeta pernambucano Alberto da Cunha Melo: “o medo aumenta o perigo e diminui os homens”.
2. Não espalhe o pânico. Se o medo é ruim individualmente, o que dizer dele multiplicado?
3. Procure sempre prevenir do que remediar. Dizem os especialistas que a prevenção representa 90% em segurança. 5% é reação e 5% sorte.
4. Atue colaborativamente em rede. Evite tentar resolver os problemas de segurança sozinho. Prevenção é uma atitude essencialmente colaborativa.
5. Nunca fique dentro de um carro estacionado. Os especialistas são unânimes na afirmação de que carro é alvo, não é abrigo.
6. Sempre ande a pé por locais movimentados. Segurança é diretamente proporcional à frequência. Quanto mais gente circulando a pé, mais segura é uma rua ou localidade.
7. Não ande com objetos de valor. Evite andar com colares, pulseiras, relógios, computadores. Isso chama muito a atenção dos contraventores.
8. Mantenha-se sempre alerta. Procure antecipar-se a qualquer abordagem. A surpresa é um grande componente da segurança, seja contra, seja a favor.
9. Se for abordado não resista. Entregue tudo o que for material. O fundamental é a preservação da vida.
10. Faça o Boletim em Caso de Ocorrência. Se houver ocorrência, não deixe de fazer o BO (Boletim de Ocorrência) que pode ser preenchido pela internet. É por ele que a polícia planeja sua atuação e se isso não for feito, a ocorrência fica “invisível”.

Por fim, como caminhante que sou, não posso deixar de dizer que uma das formas de enfrentar a insegurança é não se deixar acuar por ela. Ladrões detestam em ruas movimentadas.

*Artigo publicado na edição 134 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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Mandamentos do Pedestre

“O propósito do movimento é chamar a atenção sobre a importância da mobilidade a pé para a qualidade de vida urbana”

O encarte Os Mandamentos do Pedestre Recifense que está circulando junto com este número da Revista Algomais é a publicação de lançamento do Movimento Olhe Pelo Recife – Cidadania a Pé que conta, nesta atividade pioneira, com o apoio da Prefeitura do Recife.

O Olhe Pelo Recife – Cidadania a Pé foi constituído no final do ano passado como um movimento, a partir da experiência bem sucedida das Caminhadas Olhe Pelo Recife do Observatório do Recife que tive a satisfação de guiar, desde 2010, em 14 edições percorrendo mais de 100 km e mobilizando centenas de pessoas.

Nessas caminhadas, tivemos a oportunidade de observar, além das peculiaridades históricas, paisagísticas, arquitetônicas que fazem de nossa capital, nas palavras do historiador Leonardo Dantas Silva, “um museu vivo da história de Pernambuco”, as enormes dificuldades impostas aos pedestres, seja por conta das péssimas condições das nossas calçadas, seja devido à falta de respeito por parte dos condutores de veículos, em especial os motorizados.

Justamente para se constituir num portavoz dos pedestres, acompanhando inclusive uma tendência mundial de protagonismo do modo de deslocamento a pé nas cidades, é que o Movimento Olhe Pelo Recife foi formalizado. O propósito do Movimento é: “Chamar a atenção sobre a importância da mobilidade a pé para a qualidade de vida urbana, propor soluções para o seu aperfeiçoamento, mobilizar a opinião pública e realizar parcerias (com o poder público, as empresas privadas e as entidades da sociedade civil) que facilitem a execução de ações capazes de contribuir para a melhoria substancial da caminhabilidade no Recife.”

Em reunião de apresentação do Movimento à Prefeitura do Recife, foram combinados os seguintes encaminhamentos: (1) ação redobrada da prefeitura para retirada dos carros das calçadas da cidade (começando pelos corredores de maior fluxo); (2) estabelecimento de um interlocutor do Poder Executivo Municipal para o tema das calçadas; (3) realização conjunta do 1º Congresso das Calçadas do Recife (para a produção da Carta das Calçadas do Recife). A publicação dos Mandamentos do Pedestre Recifense se insere no âmbito deste movimento de cooperação, afinal como diz o anúncio do rádio: “na cidade todos somos pedestres”. Caminhar é preciso! Melhor ainda com pedestres conscientes!

*Artigo publicado na edição 133 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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11 Anos da Algomais


“A revista analisa a conjuntura e reporta fatos relevantes sem entrar na ciclotimia característica do nosso extremado Estado”.

Onze anos atrás, circulou o número 1 da Revista Algomais, uma associação empresarial da Engenho de Mídia (Sérgio Moury Fernandes e Luciano Moura) com a TGI. Na verdade, o projeto começou meses antes e teve até um número zero que foi lançado como teste no final do ano de 2006. Participo do projeto da revista desde o início e escrevo esta Última Página desde o número zero.

Neste tempo, a Algomais, como o antigo Repórter Esso, foi “testemunha ocular da história” recente de Pernambuco e acompanhou o Estado deixar a zona de “baixo astral”, transformar-se na terra das “oportunidades extraordinárias” e, depois, mergulhar na crise que atingiu todo o País e arrastou a economia estadual ladeira abaixo.

Procuramos sempre fazer uma cobertura equilibrada e o contraponto dos extremos. Nem estávamos nem estamos no fundo do poço nem, muito menos, tínhamos nos transformado, de repente, na terra prometida do desenvolvimento. A revista procurou analisar a conjuntura e reportar os fatos relevantes, sem entrar na ciclotimia característica do nosso sempre tão extremado Estado.

No final do ano passado, com a saída da Engenho de Mídia do projeto, a TGI assumiu integralmente a condução da revista e iniciou uma mudança que no presente número ganha uma nova marca e uma roupagem clean mais contemporânea.

Muita coisa mudou nesse caminho mas uma permaneceu e permanecerá no novo tempo: nosso compromisso inarredável com o desenvolvimento do Estado e do Recife. Além, claro, de nosso compromisso de berço com a seriedade jornalística expresso de forma inequívoca na nossa Missão que nunca é demais repetir: “Prover, com pautas ousadas, inovadoras e imparciais, informações de qualidade para os leitores, sempre priorizando os interesses, fatos e personagens relevantes de Pernambuco, sem louvações descabidas nem afiliações de qualquer natureza, com garantia do contraditório, pontualidade de circulação e identificação inequívoca dos conteúdos editorial e comercial publicados.”

No mais, é agradecer penhoradamente a quem nos acompanhou até aqui: os leitores, os colaboradores, os anunciantes. Em especial, a Sérgio e a Luciano pela parceria e convivência fraternas. Vamos em frente! A crise está se revertendo lentamente e vamos sair dela mais fortalecidos do que quando entramos.

*Artigo publicado na edição 132 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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Recife Competitivo

“Um plano de ação será construído com o intuito de recuperar a posição da capital no Índice de Cidades Empreendedoras”.

Aconvite de Sérgio Cavalcante, presi dente do Cesar e da Amcham Recife (Câmara Americana de Comércio), e de Alessandra Andrade, gerente regional, assumi em 2017 a vice-presidência executiva do Comitê Estratégico de Business Affairs da regional com o objetivo de discutir o tema da Competitividade do Recife.

A escolha do tema foi feita em sintonia com a Amcham Nacional que trabalha há dois anos a Competitividade Brasil e, especialmente, em decorrência da publicação do Índice de Cidades Empreendedoras 2016, pela Endeavor Brasil, apontando uma queda de 14 posições do Recife (de 4ª para 18ª) no ranking das 32 cidades brasileiras pesquisadas.

A partir dessa constatação, convidamos em janeiro o prefeito Geraldo Julio para abrir os trabalhos da regional em 2017 e fizemos a primeira reunião do Comitê Estratégico em fevereiro com palestra do coordenador da Endeavor no Recife, Pedro Almeida, aprofundando as causas de uma tão grande queda da capital pernambucana de um ano para o outro.

De acordo com a Endeavor, embora esse não tenha sido um objetivo da pesquisa, é possível avançar nas seguintes explicações: (1) a crise afetou muito a cidade (só de vagas de formação profissional foram fechadas 25 mil em 2016); (2)  a burocracia aumentou (para abertura de uma empresa leva-se 151 dias no Recife); e (3) a qualidade de vida piorou (aumentou a insegurança e a cidade tem o 4º pior trânsito da pesquisa, só ficando atrás do São Paulo, Rio e Belo Horizonte, por exemplo).

A deliberação da primeira reunião do Comitê em 2017 foi aceitar a proposta do prefeito de construir um plano de ação (sob a coordenação do secretário municipal de Empreendedorismo, Bruno Schwambach), em conjunto com a Câmara, para atacar os problemas apontados e melhorar a competitividade do Recife, melhorando, por conseguinte, os índices de empreendedorismo. A contribuição da Amcham Recife, por intermédio do seu Comitê de Business Affairs e dos demais comitês estratégicos, será trabalhar a melhoria do ambiente de negócios da cidade, em sintonia com seu slogan (“por um melhor ambiente de negócios”).

A revista Algomais estará engajada neste esforço que é uma preocupação de todos aqueles que vivem e trabalham no Recife e lutam por uma cidade melhor e mais competitiva.

*Artigo publicado na edição 131 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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Abaixo o escapamento aberto!


“Trata-se de uma infração de trânsito grave, com cinco pontos na carteira, multa de R$ 195,23 e medida administrativa de retenção do veículo”.

Passei recentemente uma semana trabalhando em casa no bairro do Parnamirim e pude atentar para uma coisa que me incomodava de forma difusa e, pensava eu, episódica em dias anteriores: o barulho ensurdecedor de escapamento de motos e, pude constatar observando mais atentamente, de carros também.

Sim, a qualquer hora do dia e da noite, motos e carros passam pelas ruas próximas fazendo um barulho insuportável e, evidentemente, proibido pela legislação pertinente (Inciso XI, Art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro: “Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante”). Trata-se de uma infração de trânsito grave, com cinco pontos na carteira, multa de R$ 195,23 e medida administrativa de retenção do veículo.

Profundamente incomodado, passei a prestar mais atenção e a perguntar a pessoas diversas se também estavam percebendo a ampliação do fenômeno. Descobri espantado que não só a coisa vem num crescendo preocupante como está espalhada por toda a cidade e vários locais da região metropolitana. Há casos relatados até de caravanas de dezenas de motos promovendo verdadeiro ralis itinerantes da velocidade e do barulho.

Outro dia, já mais atento ao problema, presenciei estupefato, na minha rua outrora pacata, um motorista de um veículo importado Posche branco reduzindo a marcha e entrando numa curva com o escapamento aberto como se estivesse numa pista de Fórmula 1…

E aqui não posso deixar de fazer um apelo veemente às autoridades de trânsito: ajam! Não permitam que esse abuso incivilizado continue em progressão vigorosa. Sim, vigorosa porque a permissividade aumenta o estímulo e cada vez mais e mais incentivados pela impunidade, independente da potência dos seus carros e motos, abrem
os escapes e impõem sua ditadura azucrinante a quem precisa de concentração, de descanso ou simplesmente de paz nos recessos dos seus lares, um direito essencialmente democrático.

Nesses tempos de ajustes fiscais severos, pode-se até prescindir de grandes aparatos fiscalizatórios: basta colocar alguns fiscais bem posicionados em determinados corredores de trânsito para multar os infratores na passagem. Tenho certeza que o valor das multas e os pontos na carteira os fará bem mais silenciosos…

*Artigo publicado na edição 130 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)