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O desafio de conquistar autonomia nas organizações

Como vimos na edição anterior da Conexão Profissional, a palavra autonomia ganha sentidos diferenciados quando se fala do comportamento do profissional em uma empresa. Torna-se um misto de iniciativa e interdependência, onde o profissional sabe se colocar como conhecedor de causa, sem dispensar a ajuda e as opiniões dos outros.

É normal o jovem que está começando a carreira profissional se revelar ansioso por mostrar seu estilo e deixar sua marca na empresa. Entretanto, ele deve entender que conquistar autonomia dentro da organização onde trabalha é um processo que leva tempo. Afinal, suas ações passam a refletir na imagem da instituição, que precisa ser zelada, além da sua imagem profissional.

Como desenvolver autonomia, então? O profissional deve ter em mente a importância do trabalho em equipe. Pedir e oferecer ajuda é fundamental nesse processo. O jovem deve saber dosar a capacidade de ouvir, porém sem ficar à sombra dos outros e sem deixar que essa atitude ofusque sua atuação na empresa. Entender sobre o seu estágio de desenvolvimento é crucial para dar passos seguros e assumir desafios.

Mas destacar-se no âmbito profissional não depende só dele, também é responsabilidade da empresa. O gestor deve saber quando o jovem ainda não está preparado e tomar cuidado para não lhe delegar obrigações que ele não possa cumprir. Assim, a instituição precisa prepará-lo para os desafios e trabalhar com ele até que ambos sintam-se seguros quanto à sua capacidade; ou seja, tal como a confiança, a autonomia não é simplesmente dada pelo gestor nem pedida pelo profissional: é conseguida gradualmente.

Por fim, é essencial destacar que a conquista da autonomia é um processo que leva tempo, no qual não se pode pular etapas, sob pena de prejudicar o aprendizado. É um trabalho que exige esforço de ambas as partes para, finalmente, transformar o jovem num profissional autônomo, o que — repita-se — não implica ser isolado, mas saber trabalhar em equipe e destacar-se na empresa como alguém seguro para assumir responsabilidades.

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Pesquisas de clima

Para alcançar um bom clima interno, é preciso melhorar o relacionamento entre empresa e profissional. As pesquisas de clima apontam o que precisa ser ajustado e podem ajudar nesse sentido, mas suas conclusões nem sempre são bem aproveitadas.

Muitas empresas realizam um esforço para produzir e aplicar pesquisas de clima, mas poucas dão especial atenção aos seus resultados. É importante analisar e publicar esses resultados, desdobrá-los em ações, acompanhar e divulgar essas ações. Sem esse feedback, as pesquisas podem gerar expectativa nos profissionais, que se frustram quando percebem que não há disposição para mudança.

Pesquisas por si só servem apenas como diagnóstico. O mais recomendado é analisar os resultados e tomar as atitudes que, de fato, mudem o clima para melhor.

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Amigos, mas profissionais

As pessoas passam grande parte da vida dentro das empresas. É natural que alguns colegas acabem se tornando amigos. Mas muitos esquecem que isso não pode atrapalhar as atividades profissionais.

Embora as relações de afinidade sejam muitas vezes tão fortes quanto os laços de parentesco e casamento, poucas empresas se preocupam em estabelecer limites para o comportamento entre amigos. Sem supervisão, é comum haver proteção ou privilégios no ambiente de trabalho. A organização precisa valorizar e deixar claro seu projeto coletivo para desestimular essas práticas, lembrando que os interesses da empresa devem vir sempre em primeiro lugar.

Aos profissionais, cabe ter consciência para não confundir as relações e não abusar do espaço concedido à amizade. Ter amigos, sim, mas sem deixar de lado o profissionalismo.

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Um novo desafio para o RH e para os gestores

Como vimos na Conexão Profissional anterior, uma pesquisa da multinacional Cisco apontou que jovens profissionais geralmente exageram ou se descuidam na hora de usar a internet, especialmente as redes sociais, no ambiente de trabalho. Esse fenômeno — ainda pouco estudado, mas já muito perceptível — representa um novo desafio para o setor de Recursos Humanos das empresas. Já se sabe que as relações de trabalho estão em constante mudança e que é preciso desenvolver novas formas de lidar com essa dinâmica sem que haja prejuízos para a organização.

Entretanto, o apagamento dos limites entre o privado e o público para a nova geração (aliado à sua tendência natural de quebrar paradigmas) tem invadido o ambiente corporativo, em alguns casos com efeitos devastadores. Muitas vezes, o jovem não tem noção de que, na internet, um comentário individual, ainda que tenha boas intenções, torna-se imediatamente público e pode causar um impacto muito negativo à imagem dos envolvidos, tomando proporções inesperadas. É preciso ter em mente que, embora a ferramenta seja a mesma, o uso é diferente: as mídias sociais não podem ser usadas na empresa da mesma forma que na vida pessoal. Essa visão crítica (tendo consciência dos riscos envolvidos) do que convém e do que não convém dizer é essencial na hora de usar essas mídias. Além disso, não é raro que profissionais em início de carreira esqueçam que — ao contrário de tempos atrás, quando era necessário infiltrar pessoas ou ter acesso a documentos impressos para conhecer os segredos de um concorrente — hoje as formas de espionagem industrial e comercial são majoritariamente tecnológicas. Ou seja, simplesmente monitorando comentários e posts em redes sociais, o espião pode obter informações dadas voluntariamente por funcionários desavisados.

Nesse contexto, o RH acaba assumindo um papel fundamental de aproximar o setor de Tecnologia da Informação desses novos profissionais, especialmente no momento de integração da equipe, para trazer orientações sobre o assunto e também explicar as políticas da empresa quanto ao acesso à web. Por sua vez, os gestores têm papel indelegável na orientação e no acompanhamento de suas equipes. Caso ainda não existam políticas e normas claras em relação ao uso da internet na empresa, é importante que os jovens abordem a questão e peçam diretrizes de como proceder para fazer uso dessas ferramentas com segurança. Para os jovens, não custa lembrar: palavras faladas ficam no ar, mas o que é escrito quase sempre fica registrado.

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A difícil, mas necessária determinação de limites

Ao assumir um cargo de gerência, muitos profissionais não se dão conta das difíceis atribuições que ele exige. Uma delas é a determinação de limites. Por mais incômoda que possa ser, ela é indispensável.

Grande parte dos gerentes teme chamar a atenção e enquadrar sua equipe com medo de contrariá-la. Alguns até preferem não fazer isso em nome do bom relacionamento. Mas gerentes tolerantes demais, na verdade, costumam ser taxados de omissos e descuidados, o que pode pôr em risco sua autoridade.

Para exercer bem o papel de representante da organização, o gerente precisa colocar limites e saber dizer “não” a pedidos descabidos. Afinal, essa é uma atitude mais do que necessária para a formação e o desenvolvimento de qualquer equipe.

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