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Crescendo na carreira técnica

Muitas pessoas pensam que, para crescer em uma organização, só existe um caminho: seguir carreira gerencial. Mas as empresas têm buscado alternativas para quem não tem o perfil de gerenciar e liderar equipes.

Seguindo a carreira técnica, esses profissionais também têm boas chances de ascender. Assumindo cargos de assessoria, de especialistas, os técnicos são consultados, convidados para discutir projetos e recebem remuneração diferenciada, mas não lideram um grupo. Organizações atentas têm apostado nisso para crescer. Assim, não perdem bons técnicos nem ganham maus gerentes.

Nem todos os bons profissionais serão bons gerentes. Por isso, em seu próprio benefício, as empresas devem perceber as inclinações de cada um para que todos tenham bom rendimento.

Benefícios Atrativos

Mais uma pesquisa comprova: salário não é tudo. De acordo com a consultoria Hays e o Instituto de Ensino e Pesquisa, em análise recém-publicada na Folha de S.Paulo, os benefícios não financeiros são cada vez mais importantes para atrair e reter talentos.

Das cerca de 700 empresas analisadas, 91,8% consideram benefícios como plano de saúde, celular, carro e parcerias com prestadoras de serviços como fatores atrativos. Muitas utilizam esse recurso quando identificam um bom candidato cuja expectativa salarial está acima do oferecido pela organização.

Nesse cenário de competição pelos melhores profissionais, saem na frente as empresas que oferecem mais do que salário fixo. Além dos benefícios, oportunidade de crescimento e bônus atrelados ao desempenho têm feito a diferença.

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O que há de novo nas melhores

Já imaginou trabalhar em um lugar com ótima infraestrutura, flexibilidade e possibilidade de crescer? Isso acontece n’As 130 Melhores Empresas para Trabalhar. A pesquisa da revista Época mostra algumas novidades.

Muitas organizações têm se preocupado com a qualidade de vida dos profissionais, dispondo de horários mais flexíveis, ótimos refeitórios, salas de descanso com acesso à internet, salão de beleza e ambulatório. Elas também investem em capacitação, mas são os próprios funcionários que indicam os cursos e as áreas em que desejam atuar, contando ainda com uma assessoria no planejamento da carreira.

Além de inovar em suas práticas, essas empresas têm mostrado que sabem valorizar o novo: novas ideias e profissionais novos.

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Em Busca do Melhor Salário

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por Georgina Santos, sócia da TGI Consultoria em Gestão

O aquecimento da economia pernambucana, após algumas décadas de estagnação, vem provocando um fenômeno impensável há alguns anos. Diante da falta de força de trabalho qualificada em algumas áreas — o já conhecido apagão de mão de obra —, muitos profissionais passaram a ser disputados pelas empresas, tendo a possibilidade de escolher, entre várias opções, aquela mais vantajosa. Ou, diante do aumento da oferta e encorajados pelo cenário favorável, estão deixando seus empregos atuais em busca de uma melhor remuneração. Em ambos os casos, um fator costuma ter um peso determinante na decisão do profissional: o salário. Mas é preciso estar atento ao fato de que remuneração mais alta, isoladamente, não significa vantagem. É preciso analisar com cuidado outros aspectos que afetam diretamente a qualidade de vida do profissional e as possibilidades de desenvolvimento de sua carreira.

Sem dúvida, uma boa remuneração, resultante de um salário atrativo e um bom pacote de benefícios, tem um peso grande na decisão. Porém, alguns fatores podem alterar a lógica dessa fórmula. Primeiro, é preciso saber que nem sempre tudo o que é prometido no processo seletivo é concretizado durante a contratação. É preciso atenção para diferenciar as promessas futuras ou a remuneração atrelada a produtividade e resultados do valor real do salário oferecido pelas empresas.

Uma remuneração alta também pode esconder, algumas vezes, um ambiente de trabalho ruim. Ainda existem empresas que, ao optarem por pagar um salário um pouco mais alto do que a média do mercado, acreditam que está automaticamente incluída no pacote a submissão do profissional a regras e modelos de trabalho muitas vezes injustos. Vale a pena trabalhar em uma empresa, por exemplo, que não respeita os seus empregados ou os trata de forma inadequada? É algo importante a se pesar na balança.

Outro aspecto a ser analisado é se a organização oferece possibilidade de crescimento e desenvolvimento profissional, como um bom plano de carreira. A falta de perspectivas dentro da empresa costuma ser um aspecto desmotivador a médio prazo, mesmo para aqueles profissionais que ganham um bom salário.

A dica, portanto, é que o profissional amplie o seu foco e avalie outros aspectos no momento de fazer a sua escolha. É importante, por exemplo, conhecer a empresa, seus valores, seu estilo de trabalho e suas práticas de gestão. Uma proposta de trabalho com um salário menor pode vir a representar um ganho pela melhor qualidade de vida ou por condições de trabalho e perspectivas de crescimento na empresa. Se o profissional não está satisfeito com o salário que recebe no emprego atual, muitas vezes vale mais a pena investir em uma conversa franca com o seu gestor, revelando sua insatisfação e tentando negociar melhores condições, do que sair em busca de uma recolocação.

Não há dúvida de que os profissionais pernambucanos estão diante de um bom momento, com possibilidades concretas de aumentar sua remuneração. Mas é preciso estar atento para não ser iludido pelo canto das sereias e para transformar esse cenário positivo em perspectivas reais de melhoria e crescimento profissional.

Aprendendo com as melhores

A última edição da pesquisa As 130 Melhores Empresas para Trabalhar, realizada pela revista Época, aponta algumas práticas recorrentes nas empresas premiadas que podem servir de lição.

A maioria possui políticas para estimular o diálogo e a troca. A criação de ouvidorias, de canais para sugestões e a promoção de ações mais informais, como cafés da manhã com o presidente e almoços periódicos com o chefe, são iniciativas que têm dado certo. A gestão participativa e a circulação do presidente dentro da empresa também têm sido diferenciais.

Mais uma vez, fica claro que práticas simples como incentivar uma comunicação aberta e eficiente e dar retorno aos profissionais são fundamentais para alcançar bons resultados.