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O papel dos executivos na formação dos sucessores

Este texto faz parte da série Empresa Familiar Competitiva, produzida pela TGI Consultoria com conteúdos que focam a realidade das empresas familiares pernambucanas. Para receber os próximos conteúdos em primeira mão, cadastre-se em www.tgi.com.br/empresafamiliar.

Quando as famílias empresárias decidem pela entrada dos herdeiros na empresa, precisam planejar como será o processo de capacitação. Imaginar que os potenciais sucessores vão aprender apenas observando como os outros fazem sem nenhuma orientação a mais é um risco. Não há dúvida que o melhor caminho é que esses jovens sejam orientados e acompanhados por tutores que sejam executivos da empresa e que não façam parte da família. Mas porque esse acompanhamento é tão importante?

O papel dos tutores é ensinar, orientar, acompanhar, avaliar esses jovens no exercício de suas responsabilidades e em seus dilemas profissionais. Também faz parte do papel de um tutor estabelecer limites para os potenciais sucessores, fazer enquadramentos e estimular o desenvolvimento das competências necessárias para que, no futuro, eles possam conduzir a empresa da família. Mas para que esse relacionamento entre potencial sucessor e tutor dê certo e traga os frutos desejados, é preciso ter atenção em alguns pontos.

Uma questão básica ao processo de tutoria é a definição do papel e das responsabilidades dos tutores e da família na capacitação dos potenciais sucessores. As famílias empresárias precisam deixar claro como os tutores devem agir em relação aos potenciais sucessores, principalmente no que diz respeito às consequências por quebra de acordos ou baixo desempenho. Apenas “entregar” seus filhos a um profissional que consideram estratégico, habilidosos e de boa reputação e “atropelar” o processo quando não concordam com a posição do tutor são atitudes que levam ao fracasso do processo, com prejuízos maiores para o jovem profissional.

Quando as regras de um programa de tutoria não são estabelecidas nem respeitadas pelos familiares, os tutores ficam numa posição desconfortável, seja por medo de retaliações dos familiares, que podem pressionar sua chefia imediata ou, até mesmo, de ressentimento por parte do potencial sucessor que está sendo treinado e que, um dia, poderá estar em uma posição hierárquica maior que a dele. Algumas famílias empresárias, por conta desses problemas, preferem que seus potenciais sucessores sejam formados no mercado de trabalho e cheguem “prontos” na empresa que administrarão no futuro.

Essa escolha, porém, não é certeza de sucesso e não elimina a necessidade de um processo de capacitação e orientação, seja no negócio, na cultura ou no modo de funcionamento da empresa. Ninguém, por melhor que seja, vem “pronto” do mercado para trabalhar numa nova organização.

Como se pode ver, não há como eliminar os programas de formação de potenciais sucessores. E não vale a pena fazer isso, pois se sabe que quando o processo acontece da forma correta, todos os envolvidos – executivos, familiares e potenciais sucessores – entendem e valorizam a importância dessa fase e a tendência é que, no futuro, os jovens aprendizes se tornem gratos e valorizem ainda mais o seu tutor pelo aprendizado essencial que encontrou durante sua formação e que marcou positivamente a sua carreira.

Georgina Santos
Sócia da TGI Consultoria em Gestão

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AGENDA 2018: MUNDO, BRASIL E PERNAMBUCO ALÉM DA CRISE

Após o período em que a economia sofreu bastante com a crise, o Brasil volta a caminhar em direção à estabilidade. Mas quais serão os desafios dos empresários para a retomada da economia? Esse é o momento de refletir sobre o futuro e o que fazer daqui pra frente no Brasil, como também em Pernambuco e no Recife.

Como se desenha esse futuro foi o que o consultor Francisco Cunha, diretor da TGI Consultoria em Gestão, apresentou na sua palestra realizada no dia 27 de novembro, no evento Agenda 2018, promovido pela TGI Consultoria e Revista Algomais, realizado no Teatro RioMar, Pina

Assista o resumo do evento Agenda 2018

 Confira os pontos principais da palestra de Francisco Cunha:

Mundo
A Era Donald Trump não decolou e, até o momento, os Estados Unidos mostram-se com um Governo inoperante e com um presidente caricato que parece brincar de governar.

Já a Europa afunda-se em contradições e crises sociais e políticas. Independência da Catalunha e separação da Espanha; imigração constante; e uma Rússia que “posa” com desempenho de esfinge.

A China, por sua vez, se prepara a passos largos para assumir a dianteira econômica e – por que não? – militar mundial, transformando Xi Jinping na sua maior liderança da história recente depois de Mao Tsé Tung. O país se firma cada vez mais como potência mundial. Só com o projeto da nova Rota da Seda, a China já atraiu mais de 50 países parceiros interessados em participar.

Assista sobre o Cenário Mundial: EUA, União Europeia e China

Assista sobre a Disrupção Digital


 Brasil

O País, depois de enfrentar a maior recessão da história documentada, agora se depara com o descolamento das crises econômica e política.  Na economia, já se verifica um crescimento positivo em 2017 e uma retomada de números mais positivos em 2018, inclusive com ares mais robustos devido ao ano eleitoral.

A economia começa a recuperação após o ciclo recessivo de dois anos.

Assista sobre o Cenário Econômico do Brasil


Mas, mesmo com um cenário mais positivo, há uma clara necessidade de ajuste fiscal no Governo Temer e, sobretudo, no próximo, o que, por si só, é um importante freio a um crescimento mais acentuado.

No ponto de vista político, 77% avaliam como ruim ou péssima a gestão (setembro/2017) do presidente Temer. A política afeta a recuperação econômica, mas não a interrompe. Enfim, do ponto de vista político, a incerteza perdurará no Brasil até a eleição, com o governo Temer aprofundando na sua “sarneyzação”.

Assista sobre o Cenário Político do Brasil


E então, o que esperar para o Brasil em 2018? Segundo o consultor Francisco Cunha, ainda não há respostas certas porque “a política complica-se de modo expressivo e aumentam-se as incertezas”.

“Mas, haverá uma retomada e as empresas devem estar preparadas. Deve-se manter, primeiramente, a cautela redobrada. Outro ponto é preparar os colaboradores para o novo ciclo de crescimento dos negócios. E, ainda, reforçar a escuta dos clientes”, reforça Francisco Cunha.

Ainda segundo o consultor, sem dúvidas, já no presente e, mais ainda, no futuro próximo a grande mudança está na chamada 4ª revolução: a disrupção digital. “Não tem mais como fugir, há uma digitalização da vida cotidiana e dos negócios”, afirma.

Assista sobre as Perspectivas para o Brasil em 2018


O evento contou ainda com a apresentação dos cases do Grupo Duca e da In Loco Media.
Assista o Case da In Loco Media

Assista o Case do Grupo Duca

Pernambuco
Depois de sofrer muito com a crise, Pernambuco deve retomar uma trajetória de recuperação, igual ou um pouco acima do País. Para o Estado, segundo Francisco Cunha, é fundamental, agora, olhar para frente e procurar se posicionar além da crise.

Assista sobre o Cenário Econômico de Pernambuco

Durante o evento, também foi lançada a pesquisa Empresas & Empresários 2018 – Pernambuco Além da Crise, realizada pela TGI e pelo INTG, e que visa mapear o modo como as empresas estão superando a crise, construindo condições para chegar ao futuro e contribuindo para o desenvolvimento do Estado.

Assista o lançamento da Pesquisa Empresas&Empresários 2018

Recife
Para Francisco Cunha, há no Recife uma necessidade real de engajamento do cidadão na construção de melhor qualidade de vida urbana no presente e na preparação para o futuro. Alguns exemplos desses engajamentos é o Movimento Olhe pelo Recife Cidadania a Pé, com destaque para as reuniões e para as caminhadas domingueiras mais recentes (1817, De Baobá a Baobá, Jardins de Burle Marx e Matas de Brennand); e o Grupo Casa Forte Mais Seguro com as caminhadas e o Bairro Legal. Além do Parque Capibaribe com seus avanços e destaque internacional. O projeto que foca na revitalização do Rio Capibaribe já foi “imitado” por grandes metrópoles como Nova York e Paris.

Assista sobre o projeto do Parque Capibaribe

Assista sobre o Recife Colaborativo

ACESSE A APRESENTAÇÃO EM SLIDES

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ACESSE A GALERIA DE FOTOS

ASSISTA A PALESTRA COMPLETA

Cuidado com os conflitos interpessoais no ambiente de trabalho

No ambiente de trabalho, existem situações em que teremos que lidar com pessoas que não gostamos, seja por falta de identificação ou por algum conflito existente. Entretanto, não ter maturidade para lidar com problemas interpessoais pode comprometer o desempenho das atividades e prejudicar a sua imagem enquanto profissional.

Continue lendo: http://blogconexaoprofissional.com.br/blog/2017/07/18/cuidado-com-os-conflitos-interpessoais-no-ambiente-de-trabalho/

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Empresas familiares têm donos ou sócios?


Este texto faz parte da série Empresa Familiar Competitiva, produzida pela TGI Consultoria com conteúdos que focam a realidade das empresas familiares pernambucanas. Para receber os próximos conteúdos em primeira mão, cadastre-se em www.tgi.com.br/empresafamiliar.

 

Dados recentes da Harvard Business School e do SEBRAE mostram, respectivamente, que 2/3 de todas as empresas do mundo e 90% das organizações brasileiras são de origem familiar, confirmando sua importância para a economia mundial e do país. No que tange à longevidade, porém, as estatísticas não são tão animadoras: apenas 9% das empresas familiares chegam à terceira geração (segundo o Portal Estadão/IBGE, 2015). E basta observar a história de algumas para entender que a principal ameaça à sobrevivência dessas empresas são os conflitos familiares não administrados e acumulados. E muitos poderiam ser evitados se os seus proprietários agissem como sócios e não como donos.

Mas qual a diferença entre ser dono e ser sócio? Não seria a mesma coisa? Não só não é a mesma coisa, como a diferença é enorme.

Os que se vem como donos das empresas familiares agem como se tivessem voz única, comandam a organização sem compartilhar ideias com os demais proprietários, desmancham com tranquilidade a decisão do outro, usam os recursos da empresa como se fossem seus ou nem sequer combinam quando vão sair de férias. E ainda se vangloriam do sucesso da organização como se tivessem feito tudo sozinhos. Atitudes como essas são terras férteis para acirrar as rivalidades entre os familiares, gerar mágoas e ressentimentos e o desejo de romper.

Já os que se percebem como sócios respeitam a hierarquia e as regras da organização, têm retiradas com critérios determinados e prestam contas de suas responsabilidades. E quando trabalham na empresa, independente do cargo que ocupam, não ficam limitados à sua área de atuação e investem em conhecer as variáveis críticas do negócio, mostram interesse pelos problemas de outras áreas e participam ativamente de momentos importantes, como comemorações ou confraternizações promovidas pelos empregados ou pela empresa.

Ser sócio de uma empresa familiar não significa poder fazer o que quer ou gosta, e sim o que é preciso para o sucesso dos negócios. Sair do estágio de uma empresa familiar de donos para uma de sócios exige disposição para conversar sobre os comportamentos e as atitudes dos proprietários que geram incômodos e insatisfações e trazem prejuízos à sociedade. Em outras palavras, requer tratar os conflitos enquanto parecem pequenos e insignificantes para o tamanho do negócio e sejam recentes. Desconsiderar e negar sua existência ou deixar acumular pode tornar sua administração mais difícil e, até mesmo, chegar a limites irreversíveis.

Quem tem experiência com administração de conflitos sabe o quanto é difícil no começo, pois a tensão é grande. Mas depois, o processo vai se tornando mais natural, as pessoas aprendem a se expressar e lidar melhor com as emoções. Em nome da longevidade das empresas familiares, enfrentar os conflitos vale a pena!

Georgina Santos
Sócia da TGI Consultoria em Gestão
*Artigo publicado no caderno Opinião do Diario de Pernambuco

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Vantagens e desvantagens da empresa familiar: como administrá-las?


Este texto faz parte da série Empresa Familiar Competitiva, produzida pela TGI Consultoria com conteúdos que focam a realidade das empresas familiares pernambucanas. Para receber os próximos conteúdos em primeira mão, cadastre-se em www.tgi.com.br/empresafamiliar.


Família e negócios. Essa fórmula — às vezes explosiva, às vezes harmônica — é uma das molas mestras da economia de grande parte dos países, incluindo o Brasil (as estatísticas dão conta de que mais de 90% das empresas não estatais brasileiras têm origem familiar, assim como 65% a 80% das  empresas em todo o mundo). Mas nem sempre essa combinação dá certo. Uma contagem muito citada indica que de cada 100 empresas familiares bem-sucedidas sob a gestão dos fundadores, apenas 30 continuam sob o controle da segunda geração e, destas, apenas 9 sobrevivem nas mãos da terceira geração.

Mas por que, então, é tão difícil para os herdeiros manter a história de sucesso da empresa familiar? Boa parte dos conflitos reside no fato de nenhum deles ter escolhido o negócio ou os sócios (parentes), todos herdados. Também é bastante comum que haja uma mistura entre as dimensões da família (as relações afetivas e os papéis familiares), da gestão do negócio (a divisão de responsabilidades executivas e decisórias) e da propriedade (a divisão e a distribuição dos bens). Lidar adequadamente com essas três dimensões é o que tem diferenciado aquelas que conseguem fazer a passagem da geração no comando, prosperam e são bem-sucedidas.

Claro que nem tudo são problemas. A empresa familiar também tem uma série de vantagens sobre seus concorrentes não familiares. O patrimônio comum, a motivação de ter um negócio próprio e a possibilidade de dividir a responsabilidade da gestão com parentes são fatores que podem contribuir para a construção de uma estratégia eficaz, desde que esses diferenciais sejam potencializados e os riscos, administrados com cuidado.

Em síntese, ao contrário do que vem consagrando o senso comum, a empresa familiar não é nenhuma aberração que precisa ser “combatida” ou “tratada”, como se seu caráter “familiar” fosse uma espécie de defeito genético. A empresa familiar pode, sim, ser bem sucedida e competitiva desde que haja preocupação com a profissionalização da gestão, investimento na capacitação dos gestores e cuidados específicos com o processo sucessório.

Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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