All posts in Mídias Sociais

Gestão Hoje ganha nova aparência e recursos

O Blog Gestão Hoje está de cara nova. Ganhou um layout mais clean e funcional, que facilita a navegação, a consulta e a busca de conteúdos. O blog, agora, também está integrado às redes sociais. Os leitores podem curtir os posts e compartilhá-los no Twitter e no Facebook com a sua rede de contatos. Outra novidade é a retomada da newsletter do Blog, que esteve temporariamente suspensa. Todos as pessoas cadastradas irão receber uma news semanal com os principais posts da semana.

O novo formato é mais uma atualização do Gestão Hoje que, circulando desde 1994, não perdeu sua proposta original. O blog traz conteúdos relevantes, levando aos leitores informações sobre temas atuais ligados à gestão empresarial, carreiras, política, economia, sustentabilidade, abordados de forma objetiva pela equipe da TGI, ÁgilisRh e INTG. Com essa nova versão, se torna ainda mais interativo e próximo de todos os leitores.

Leia, curta, compartilhe, opine. Sua participação é sempre bem-vinda!

0

Jovens profissionais e segurança da informação

Uma pesquisa recente da Cisco, multinacional americana do ramo de comunicações e sistemas em rede, com 1.400 profissionais entre 18 e 24 anos, revelou dados surpreendentes — e, até certo ponto, alarmantes — sobre como a chamada Geração Y se comporta no trabalho quando se trata do acesso à internet.

Essa nova pesquisa constatou que sete em cada dez entrevistados admitiram desobedecer conscientemente às políticas de TI da organização onde trabalham. E mais: três quintos deles acham que não têm responsabilidade sobre a proteção das informações corporativas. Resultados anteriores já mostravam que muitos preferiam empresas onde pudessem usar seu equipamento pessoal para trabalhar, revelando um elevado nível de expectativa em relação ao acesso à internet.

Não é novidade que a maioria absoluta dos jovens desta nova geração tem o hábito de acessar constantemente a web, especialmente as mídias sociais. O problema é quando essa cultura entra em choque com as normas de segurança das empresas, que, por sua vez, devem buscar sempre novas soluções para lidar com o fenômeno.

Em primeiro lugar, da parte da instituição, é preciso que esse desafio seja assumido não só pelo departamento de TI (que geralmente acaba sendo responsabilizado por vazamentos de informações), mas também pelos gestores e suas equipes.

Entretanto, essa não deve ser uma preocupação exclusiva da empresa. As normas de segurança geralmente dependem muito da consciência e da colaboração da equipe, e quem está entrando agora no mercado precisa saber disso.

É fato que as redes sociais são parte da vida de quase todos os jovens, mas eles precisam conhecer e respeitar as políticas vigentes, tendo sempre em mente que essas regras existem por razões de segurança, e não raras vezes servem para a proteção do próprio profissional — não apenas da empresa, como alguns pensam.

Embora muitas organizações abram espaço para se propor mudanças das normas e soluções alternativas, não se pode esquecer que, enquanto estiverem em vigor, as diretrizes em relação ao acesso à internet são tão importantes quanto qualquer outra determinação da empresa e, portanto, devem ser respeitadas.

0

Sua empresa já está nas redes sociais?

Twitter, Facebook, YouTube, Flickr, Orkut, Google+, blogs. Muitos empresários e gestores ainda vêem as redes sociais com certa desconfiança ou, até, desdém. Até percebem a repercussão dessas ferramentas, mas não acham essencial a presença da empresa, institucionalmente, nessas comunidades digitais, e duvidam de seus resultados concretos. Não poderiam estar mais equivocados.

Muito mais que um modismo ou coisa de adolescente, como foram consideradas no início, tudo leva a crer que as redes sociais chegaram para ficar e desempenham, hoje, um papel fundamental na comunicação. Por meio de seus perfis, pessoas comuns ganharam voz e capacidade de influenciar outras pessoas, poder antes restrito aos veículos de comunicação e aos chamados formadores de opinião. E não é pouca gente. O estudo “Um Olhar Mais Atento para a Mídia Social no Brasil”, realizado em março deste ano pela comScore, empresa mundial de pesquisas, mostrou que 99% dos usuários que acessam a internet também entram em sites de redes sociais.

Nessas redes, usuários emitem opiniões, trocam experiências, elogiam, criticam, recomendam, reclamam. Um post ou tweet pode ser replicado dezenas ou centenas vezes por outros usuários, ganhando enorme repercussão. Para a organização, é fundamental entender essa nova lógica, estar presente nesse ambiente e saber utilizar os recursos disponíveis a favor de sua estratégia.

Ao fincar sua bandeira nas comunidades digitais, a empresa abre inúmeras possibilidades. Pode saber o que estão falando dela e dos concorrentes, estabelecer mais um canal de comunicação e atendimento eficaz com seus clientes, divulgar produtos, prestar serviços, veicular informações importantes, entre outros benefícios.

Seja qual for o porte ou área de atuação, todas as empresas e organizações devem ter uma estratégia eficaz para estar presente nas redes sociais, sem preconceitos e entendendo a importância dessa nova e desafiante ferramenta. Voltaremos ao tema nas próximas edições da Gestão Mais.

Vantagens das Redes Sociais

Alcance – Quase todos os 73 milhões de usuários de internet no Brasil (dados do Ibope), acessam as redes sociais.

Eficiência – A empresa pode se comunicar diretamente com seus clientes, prospects e com o público em geral, respondendo a críticas ou fornecendo informações, com rapidez e de forma personalizada.

Imagem – É possível monitorar a imagem da empresa ou dos concorrentes, acompanhando tudo o que está sendo dito a respeito — e se posicionando, quando necessário.

Baixo custo – As redes sociais não cobram taxas de utilização.

Simplicidade – O acesso e a atualização são simples e não requerem conhecimento técnico. Basta ter uma estratégia eficaz.

0

Antes das redes sociais,
há que fortalecer os sites e os blogs

http://gh.relazione.com.br/uploads/gh-819.gif

Para o bem e para o mal, as chamadas redes sociais, cujas maiores expressões na atualidade empresarial são o Twitter e o Facebook, vieram para ficar. Por isso, as empresas não podem mais desconhecer esse fenômeno que, sobre a base da internet, ainda vai provocar enormes mudanças na forma de relacionamento das organizações com o mundo, como ilustra o seguinte diálogo real acontecido recentemente no âmbito da atividade de consultoria:

- Esse negócio de redes sociais não é muita perda de tempo, não?
- É. Mas não tem alternativa.
- Por quê?
- O que teria acontecido se há cinco anos a empresa tivesse tomado a decisão de não ter site porque a internet era perda de tempo?Além do mais, os clientes de hoje estão off-line mas os de amanhã estarão on-line.
- E a gente começa por onde?

Mesmo diante da profusão de artigos e livros já publicados sobre o assunto, além da crescente quantidade de “especialistas” no tema, não é fácil responder a esta pergunta. Todavia, usando uma mistura de lógica com experiência da realidade empresarial, é possível apontar como objeto de primeira preocupação o velho site que deve estar up to date por uma questão simples: ele é o principal endereço eletrônico da empresa, localizável pela “lista telefônica” universal, o principal site de busca contemporâneo que é o Google, um verdadeiro fenômeno da era digital.

“O Google registrou em maio o recorde de 1 bilhão de usuários únicos e se transformou na primeira organização a superar essa marca, segundo dados publicados nesta terça-feira (21/06) pela empresa de estatística ComScore. O número de visitantes do Google aumentou no mês passado em 8,4% em termos anualizados.”

www.veja.abril.com.br

Com o site em ordem, é a vez de dar uma revisitada no blog. Apesar de ter, de certo modo, entrado em declínio após a emergência das chamadas redes sociais (Twitter, Facebook etc.), o “velho” blog foi, no fim das contas, revitalizado por elas, depois de ter migrado dos adolescentes para os formadores de opinião.

“Blogs vão sobreviver, tendo que se adaptar melhor aos interesses dos leitores e mais ligados a uma integração maior dos recursos. A quantidade de blogs vai crescer mais devagar, mas a qualidade tenderá a crescer.”

Marcos Lemos, www.ferramentasblog.com

Os blogs se transformaram, na verdade, em depositários do conteúdo (tão importante no meio digital), coisa que as redes sociais, pela sua própria natureza, têm dificuldade de prover.

“Se você está buscando uma conversa com conteúdo, você procura um blog. Ninguém achará o mesmo no Facebook ou nos 140 caracteres do Twitter.”

Elisa Camahort Page, fundadora do site BlogHer

As redes sociais se utilizam intensamente dos blogs, fazendo deles uma espécie de “prato principal” do qual funcionam frequentemente como “aperitivos” ou “sobremesas”.

“Uma boa metáfora afirma que blogs são o jantar, enquanto o Facebook e Twitter são a sobremesa. Todo mundo adora sobremesa, porque é doce e sexy.”

Cláudia Valls, analista de mídias sociais

Então, antes das redes sociais, ordem no que já há de digital. Pela importância do tema para a gestão contemporânea, o GH voltará ao assunto proximamente.

Surgem primeiras manifestações
públicas puxadas pelas novas mídias no Brasil

http://gh.relazione.com.br/uploads/gh-8181.gif

O que existe em comum nos seguintes eventos: (1) revolta de trabalhadores de obras do PAC em Rondônia, Mato Grosso e Pernambuco (março); (2) movimento contra o preço da gasolina em Natal (abril); (3) protesto de estudantes contra os preços das passagens em Vitória/ES (maio); (4) manifestação contra a recusa da instalação de uma estação de metrô no bairro de Higienópolis em São Paulo (junho); (5) marcha pela liberação da maconha na Avenida Paulista em São Paulo (junho); (6) acampamento de estudantes na Câmera de Vereadores de Natal/RN contra a prefeita Micarla (junho); e (7) greve dos bombeiros no Rio de Janeiro (junho)?

“Em comum, o fato de as manifestações serem organizadas por meios eletrônicos, sem a tutela de partidos, sindicatos ou entidades estudantis e sem uma hierarquia que permita identificar lideranças.”

Revista Carta Capital, 29.06.11

Depois dos eventos que desencadearam as revoltas no mundo árabe (comentados nos GH/812 e 813), os eventos brasileiros são os primeiros em que aparece com toda a clareza a influência das chamadas novas mídias (SMS, Twitter, Facebook). Talvez sejam o início de uma espécie de preenchimento do espaço que a representação política tradicional não está fazendo. Essas manifestações se dão justamente no momento em que a facilidade tecnológica (com a fragmentação das mídias tradicionais) se junta à crise aguda da representação política no mundo todo e, em especial, no Brasil.

“A sociedade de massa estava estruturada num sistema de representações. E era muita gente. Não dava para falar, para manifestar opiniões. Todo mundo era muito parecido e as coisas discrepantes não interessavam.”

Henrique Antoum, UFRJ, Carta Capital

Diferente das tradicionais, as novas mídias, em especial o Twitter e o Facebook, dão voz  global e em rede a qualquer um que seja cadastrado, mudando radicalmente o acesso à audiência e à possibilidade de participação e articulação.

“Houve muita especulação sobre o impacto das redes sociais. Grande parte dela se focou na possibilidade de os sites prejudicarem os relacionamentos interpessoais e de afastarem as pessoas dos acontecimentos ao redor. [Pelo contrário, elas] mantêm relações mais ativas e são mais propensas a se envolver em atividades cívicas e políticas.”

Keith Hampton, Pew Research Center

São relações completamente diferentes das tradicionais que abrem um horizonte desconhecido, que ninguém sabe como vai evoluir. Há mesmo quem diga que as mudanças necessárias que estão emperradas no país se farão por esses novos canais.

“As entidades de classe que representam a sociedade civil estão um pouco superadas. O futuro da mobilização está nas redes sociais. As redes sociais é que vão fazer a transformação do Brasil. É através delas que essa voz vai chegar e vai criar as motivações para os processos de mudança como aconteceu no Egito, na Tunísia etc. Esse é o caminho: usar as redes sociais como instrumento do processo de mudança.”

Roberto Teixeita da Costa, consultor, GloboNews Painel

O fato é que ninguém sabe, de verdade, o que vai acontecer. Quem disser que sabe ou está enganado ou está enganando. O que dá para perceber é que, com certeza, a coisa não mais será como antes e a hegemonia da mídia e do sistema representativo tradicionais será fortissimamente impactada.

0