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Olhe pelo Recife

Olhe Pelo Recife. Este é o convite que está sendo feito à população da cidade, em uma campanha lançada pelo Observatório do Recife (ODR). Criada há três anos, a entidade tem como proposta mobilizar a sociedade para selecionar, propor e monitorar um conjunto de indicadores e metas que se constituam numa agenda de desenvolvimento sustentável para a cidade do Recife. A campanha Olhe pelo Recife chama a atenção para diversos problemas que afetam o dia a dia da população, como mobilidade, buracos nas ruas, trânsito e lixo, tentando estimular a reflexão e o envolvimento das pessoas no debate sobre possíveis soluções.

Segundo Maria Amélia Leite, integrante do Núcleo Executivo do ODR, a campanha visa ampliar a visibilidade do movimento. “O Observatório existe desde 2008 e precisa ser mais apropriado pelo cidadão recifense, para que ele olhe mais pela cidade, tanto no sentido de observar quanto no de cuidar”, explica. A Rede Gestão é uma das entidades associadas à ODR.

Duas agências de publicidade, a Ampla e a Mart Pet, se uniram para criar as peças e a estratégia da campanha, que inclui anúncios para rádio, jornal e TV e explora, também, outras mídias on-line e off-line, com ações de marketing e de internet. De acordo com o sócio e diretor de criação da Mart Pet, Diego Curvêlo, a agência procurou conhecer profundamente o trabalho do Observatório antes de desenvolver as ações. Já para Humberto Montenegro, diretor de arte da Ampla, o bom do trabalho também está na união de profissionais de duas agências em prol de um bem maior, a solidariedade.

Além das peças, a campanha investe em ações práticas. Já foram realizadas duas edições da caminhada Olhe pelo Recife, promovida pelo ODR, uma iniciativa para incentivar os recifenses a conhecerem melhor a cidade em que vivem, por meio de passeios a pé pelos bairros do centro da cidade. As caminhadas foram guiadas pelo consultor Francisco Cunha, sócio da TGI Consultoria em Gestão, empresa integrante da Rede Gestão e apoiadora do ODR. Para Francisco, um dos autores do guia Um Dia no Recife, andar pelas ruas do Recife tem uma dupla importância. Por um lado, permite que o recifense se aproprie de sua cidade, já que a maioria das pessoas passa diariamente pelas ruas, mas não conhece de fato seus monumentos e prédios históricos. Por outro, estimula a mobilidade urbana, um tema atual e absolutamente necessário. O roteiro da última caminhada, realizada no dia 17 de setembro, incluiu a Praça da República, a Ponte Princesa Isabel, a Rua da Aurora, o Parque Treze de Maio, a Rua do Hospício, a Praça Maciel Pinheiro, a Rua da Imperatriz, a Rua Nova, a Avenida Dantas Barreto e ainda uma visita ao Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP).

Para Maria Amélia Leite, a campanha Olhe pelo Recife é mais uma ferramenta para ajudar o ODR a cumprir seu objetivo: mobilizar a sociedade para que ela, de fato, possa atuar como protagonista na construção de uma cidade socialmente justa, ambientalmente preservada e economicamente viável. Para mais informações sobre o Observatório do Recife e a campanha Olhe pelo Recife, acesse o site www.observatoriodorecife.org.br.

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Delegação e aprendizado

Promover a autonomia dos profissionais delegando-lhes atividades desafiadoras é uma das formas mais eficazes de desenvolver a equipe. Mas muitos gestores ainda sentem dificuldade na hora de delegar e parecem não enxergar os ganhos que essa prática costuma gerar.

Além de envolver os profissionais nas decisões e no projeto coletivo, o gestor não pode cair na tentação de trabalhar por eles. Ao contrário: deve fazer com que façam. Em caso de erro, o melhor é orientar para que realizem novamente a mesma atividade. Assim, os profissionais terão a oportunidade de aprender, e o gestor, assim como a equipe, poderá colher bons frutos.

Por isso, vale lembrar: o tempo usado em orientação e aprendizagem não é custo, mas investimento!

Jovens e carreira

Os jovens estão cada vez mais preocupados com a carreira e, especialmente, com sucesso e boa remuneração. Com mais ansiedade que esforço, parecem querer começar pelo fim, e não pelo começo.

Por sua vez, a superproteção dos pais, que costumam tomar atitude pelos próprios filhos, impede que eles descubram, por si mesmos, que sucesso é consequência e vem depois de muito treino e trabalho duro.

Além disso, ressalte-se uma enorme contradição: enquanto sonham com estabilidade e ótimos empregos, os jovens — apesar de investirem em conhecimento técnico e cursos — não leem jornais nem se informam sobre o mercado em que desejam trabalhar. “Terceirizam” isso com os pais e, assim, evitam crescer profissionalmente.

Já está na hora de pais e jovens repensarem esse comportamento.

Pressão demais, ajuda de menos

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e os pais se sentem na obrigação de preparar os filhos para vencer. Nada mais natural. A pressão para que eles sejam os melhores, no entanto, pode ser extremamente prejudicial se passar do limite.

A interferência nas escolhas vai desde a profissão a ser seguida até os locais onde estagiar. Essa superproteção dos pais decorre, muitas vezes, do sentimento de culpa pela ausência no cotidiano do filho ou do desejo de que ele seja o que não foram. Assim, esquecem que a sua função é mostrar as vantagens e desvantagens de cada oportunidade, e não forçar uma decisão do próprio agrado.

O ideal é orientar, incentivando e investindo no livre desenvolvimento profissional dos filhos.

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Educação básica é fundamental no trabalho

A falta de educação básica tem sido a causa de muitos problemas no ambiente de trabalho, chegando, inclusive, a gerar demissões. Muitas vezes, os pais, ao supervalorizarem a formação técnica de seus filhos, acabam deixando de lado orientações fundamentais sobre comportamento e convivência social. Por isso, saber se comportar profissionalmente, além de essencial, tem se mostrado um requisito para uma boa sobrevivência no mercado.

Algumas regras básicas devem sempre ser cumpridas, como cumprimentar os colegas de trabalho, ser cortês com todos, manter uma postura ética e profissional, não descumprir acordos, evitar fofocas, ter cuidado com ofertas indevidas, prezar pelos valores da empresa, cuidar da organização e limpeza do ambiente, principalmente quando dividir uma sala.

Cuidado com o barulho. Escutar música durante uma atividade, mesmo que não atrapalhe seu desempenho, costuma atrapalhar o dos outros. Falar alto ao telefone ou deixá-lo tocando por muito tempo também incomoda e distrai quem está por perto. Por isso, evite deixar seu celular tocando e, quando estiver fora, cultive o hábito de deixá-lo no silencioso. Também não é legal manter conversas paralelas a todo instante, tirando a concentração da equipe. Nenhum local de trabalho precisa ser sério a toda hora. A descontração também ajuda a manter o ambiente saudável, mas é preciso bom-senso para saber em que momentos ela é pertinente.

Procure separar o privado do público. Eles não devem ser confundidos, como muitas vezes acontece na internet. Achando-se seguros, muitos jovens costumam julgar a rede uma “terra de ninguém”, quando, na verdade, ela é globalmente pública. Pense nisso e cuide da sua imagem profissional. Ela é tão importante quanto sua capacidade técnica e intelectual.

Outra dica diz respeito à hierarquia. Ela está presente em todas as empresas e precisa ser respeitada. Uma queixa comum entre empresários e gerentes é de que os jovens profissionais tendem a confundir hierarquia com autoritarismo. Mas eles não caminham necessariamente juntos. Assumindo sua posição, você pode discordar de seu superior, porém nunca de forma desrespeitosa. E, mesmo que sua relação com quem ocupa níveis mais elevados seja boa, tenha sempre em mente que, na empresa, eles são seus superiores e, às vezes, terão que recorrer à autoridade, ditando uma ordem ou dando a última palavra.

Enfim, preste atenção ao seu entorno e procure preservar uma convivência harmônica. Com boas atitudes e gestos de cortesia, você mostra que se preocupa com o coletivo e também sai ganhando.

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