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Lição de cidadania

Embora a responsabilidade social esteja muito presente no discurso empresarial, poucas organizações dão atenção à cidadania. Infelizmente, o “jeitinho brasileiro” se repete no ambiente de trabalho. São atitudes como furar fila, estacionar em mais de uma vaga ou falar alto no telefone.

Algumas empresas permitem que esse tipo de comportamento ocorra livremente quando poderiam instruir seus profissionais com regras básicas de conduta e mostrar que o estilo de querer levar vantagem não condiz com a vida em sociedade.

As organizações precisam fazer sua parte, a começar pelos profissionais. É necessário estabelecer certos limites em prol de uma boa convivência. Essa simples ação pode fazer as pessoas internalizarem uma consciência cidadã e praticá-la no cotidiano.

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Brasileiros precisam investir em capacitação

Os europeus têm o hábito de investir em capacitação e continuam fazendo isso mesmo vivendo uma crise econômica. Os brasileiros, ao contrário, embora vivendo um bom momento, ainda resistem a investir no currículo com recursos próprios.

Com a economia aquecida, as organizações brasileiras estão atrás de mão de obra qualificada. A crise europeia já fez muita gente vir para cá, e tudo indica que virá mais. Por isso, não podemos esperar a empresa oferecer qualificação. Se ela oferecer, ótimo. Se não, o profissional deve tomar a iniciativa.

Para aproveitar as oportunidades, sigamos o modelo dos europeus. Precisamos nos capacitar, nos atualizar e não deixar passar este bom momento.

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A importância da escrita

Muitas empresas têm percebido que seus profissionais têm dificuldade com o português na hora de redigir um texto. Por isso, algumas vêm investindo em capacitações em língua portuguesa. Mas muitos profissionais convidados a participar desse tipo de curso se sentem ofendidos.

Falta a percepção da importância de uma boa comunicação escrita. Alguns textos mal redigidos não chegam a comunicar o que querem e chamam mais a atenção para os erros do que para o próprio conteúdo. Claro que existem deslizes perdoáveis. Mas erros grosseiros demonstram o descuido com a língua e prejudicam a imagem da empresa.

Não há motivo para melindres. Quem tem a oportunidade de aprimorar seu português deve aproveitá-la bem.

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Em busca da civilidade perdida

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por Georgina Santos, sócia da TGI Consultoria em Gestão

As pessoas nunca investiram tanto em qualificação, recheando seus currículos com MBAs e especializações, para se tornarem profissionais cada vez mais competentes. A preocupação com a boa formação começa ainda na infância, com pais ansiosos por escolher a melhor escola para seus filhos, capaz de estimular todo o potencial e desenvolver as habilidades dos pequenos.

Um aspecto, entretanto, chama a atenção, revelando certa contradição nas relações sociais nesses nossos tempos. Se por um lado nos preocupamos cada vez mais com a educação formal, por outro parece que estamos vivendo uma verdadeira crise de civilidade. A impressão é que desaprendemos as noções mais básicas de educação doméstica e convívio social, em uma falta de civilidade generalizada, que se expressa nas filas, nas ruas, nos locais públicos. Se como profissionais estamos cada vez mais competentes, como cidadãos nunca fomos tão mal educados.

No trânsito, onde esse fenômeno é claramente percebido, a lei do cada um por si virou regra. É impressionante o número de motoristas que parecem incapazes de um gesto de cortesia, como dar passagem para outro carro, respeitar o pedestre ou o ciclista. As vagas especiais para idosos e portadores de deficiências nem sempre são respeitadas, mesmo com a lei que prevê multa para quem ocupá-las indevidamente. Muitos não pensam duas vezes antes de parar seus carros nas calçadas, impedindo a passagem de pedestres. Os exemplos são inúmeros e cada vez mais frequentes.

Será que a pressa e a correria do dia a dia estão nos tornando insensíveis aos princípios da vida em comunidade? As pessoas parecem não perceber que estão cada vez mais impacientes, intolerantes e mal educadas. Que essa incapacidade de enxergar, pensar no outro e no coletivo, mesmo nas pequenas coisas, torna ainda pior a qualidade de vida nas grandes cidades. Afinal, ser cordial, dar a vez, respeitar a fila, obedecer as regras de trânsito, demonstrar solidariedade e ajudar o outro quando necessário são atitudes essenciais para se viver bem coletivamente.

É curioso que as pessoas entendam essa dinâmica mais facilmente nas empresas e organizações. No trabalho, compreende-se com mais clareza que é necessário seguir regras, tratar todos com cordialidade, cuidar do coletivo. Os profissionais percebem que para alcançar um bom resultado é preciso pensar no objetivo comum e haver colaboração entre todos.

Vale a pena refletir sobre que mundo estamos construindo. Elevamos nossos padrões competitivos, profissionalizamos a gestão de carreiras e empresas. Mas temos dificuldade em demonstrar solidariedade nas relações sociais — com o vizinho, o pedestre que atravessa a rua, o ciclista que divide a faixa, o motorista que pede passagem. Boa educação e gentileza não se aprendem na universidade, mas são requisitos indispensáveis à vida em sociedade.

A febre dos fones de ouvido

Pare para pensar: quantas pessoas você viu hoje usando fones de ouvido? Nas ruas ou no trabalho, esses aparelhos viraram uma febre. São tão comuns que chegam a passar despercebidos nas empresas. Mas os prejuízos advindos desse hábito são muitos.

Quando não são ferramentas de trabalho, os fones de ouvido atrapalham o desempenho da atividade, o relacionamento com os colegas e a cooperação com a equipe. Não podemos esquecer que a empresa é um espaço onde as pessoas se relacionam, trocam ideias e conhecimentos e produzem coletivamente. Isolar-se em um ambiente assim é, no mínimo, uma atitude antipática.

Portanto, em vez de ouvir sua música no local de trabalho, esteja disponível para ouvir o que os outros têm a lhe dizer!

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