Francisco Cunha comanda workshop sobre a cidade ideal para o pedestre

Defensor da mobilidade a pé, o consultor e sócio da TGI, Francisco Cunha, coordenou, em julho, o 1º Workshop “A cidade dos 5km por hora”, focado no desenho e na preparação da cidade ideal para o pedestre. O encontro foi realizado na sede da TGI, no Espinheiro, e contou ainda com uma caminhada guiada pelo bairro, que abordou a história e a urbanização de uma das regiões mais peculiares do Recife.

Durante o workshop, foram discutidos temas como o andar em pé e a pé, a cidade na história, a chegada dos automóveis, o planejador urbano do século XX, a disrupção urbana que está em curso no mundo por conta da mobilidade e, por fim, a cidade do século XXI, aquela em que o pedestre é o personagem principal. “A cidade de hoje, que tem o trânsito com velocidade urbana máxima de 60km por hora, é a cidade do carro. É a que desconsidera calçadas e árvores. A dos 5km por hora é a que coloca o pedestre em primeiro plano”, avaliou Francisco Cunha.

Segundo o consultor, muito embora os automóveis tenham surgido há apenas 100 anos, eles acabaram por determinar o traçado urbano. “Não é descabido dizer que as cidades estão desenhadas pelo e para os carros. Em cerca de seis mil anos de história, se pudermos fazer uma analogia com o relógio de parede, os automóveis apareceram no último minuto antes das 12h da história das cidades, e mesmo assim dominam o traçado da forma que dominam”, afirmou.

Para Cunha, na cidade dos 5km por hora, todos somos pedestres antes de qualquer outro título ou condição. “A cidade sendo boa para o pedestre e, mais do que isso, sendo boas para as crianças, idosos e para pessoas com dificuldades de locomoção, será boa para todos. Mas para isso, precisamos de boas calçadas, controle rígido da velocidade dos veículos, fachadas ativas e sombras generosas, para que possamos caminhar bem, pondo em prática essa nossa condição de sermos todos pedestres”, finalizou o consultor.

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