Termômetro ÁgilisRH mostra efeitos da tecnologia no ambiente das empresas

O modo de funcionamento das empresas, as formas de relacionamento e o comportamento das equipes têm sido impactados fortemente pelos avanços tecnológicos. Visando mapear a percepção das empresas de como as novas tecnologias têm permeado o ambiente e a dinâmica das organizações e como elas estão se posicionando diante deste cenário, a 13ª edição da pesquisa Termômetro ÁgilisRH ouviu as opiniões de executivos, gestores e profissionais de recursos humanos sobre o tema.

“Tem-se falado muito sobre a disrupção digital e sobre os impactos que o mundo da internet está gerando na sociedade. Mas identificamos que a maioria dos estudos avalia os impactos desse fenômeno apenas na vida das pessoas. Percebemos que seria importante começar a pensar também como isso está afetando as organizações”, afirma a consultora Carolina Holanda, sócia da ÁgilisRH. Como resultado, o estudo, feito com 126 entrevistados, apontou que em 98% das empresas pernambucanas participantes da pesquisa o modo de funcionamento das organizações foi impactado fortemente pelos avanços tecnológicos.

Quando perguntados sobre as principais mudanças trazidas pela tecnologia nos processos de trabalho, os entrevistados, em sua maioria, responderam que houve um aumento na comunicação via mensagens (celular e redes sociais), no acesso remoto às informações e no uso de ferramentas online (reuniões, capacitações, entre outros). Os aspectos positivos destacados pelos entrevistados no comportamento dos profissionais foram principalmente a troca de informações (95,2%), a melhoria na qualidade da produção (91,6%) e a organização do trabalho (87,3%).

De acordo com Carla Miranda, também sócia da ÁgilisRH, as respostas da enquete apontaram mais melhorias do que problemas. “Os efeitos mais positivos foram sentidos na qualidade dos trabalhos. Os gestores entrevistados relacionam essa qualificação na produção com a quantidade de informações que está disponível para a pesquisa dos profissionais”, relata. Entretanto, a pesquisa revelou que, na visão dos entrevistados, a concentração dos profissionais nas atividades piorou. “Esse aspecto tem relação com outra preocupação das empresas que é a administração do tempo. Muitas pessoas têm dificuldades de discernir como usar as redes sociais no expediente”, afirma Carolina.

Sobre essa questão, as consultoras afirmam que muitas organizações não conseguem lidar de forma assertiva com situação, mas avalia que decisões radicais, como a proibição total do uso dessas redes no ambiente de trabalho, não são eficazes. “Sugerimos que as empresas construam acordos de trabalho e conscientizem os profissionais sobre como usar esses novos meios de comunicação em perder em produtividade”, completa Carolina. Desta forma, todos saem ganhando.

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