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Número 520 - 31 de janeiro de 2005

Atuação de Lula nos Fóruns Mundiais
reafirma importância internacional do Brasil






As dúvidas sobre o futuro do país são muitas mas a participação simultânea do presidente Lula nos dois fóruns mundiais, na condição de único chefe de estado a fazê-lo, é uma boa sinalização

 

 

 

O Gestão Hoje anterior (número 519) tratou, em essência, da dúvida sobre o futuro do país. Promissor para uns, seriamente ameaçado, por conta das dificuldades do presente, para outros.

Só para dar uma idéia de como essa dúvida encontra-se disseminada, a seguir comentário de um leitor do GH anterior:

“Desde criança vivo sob o signo de Stefan Zweig de que o Brasil é ‘o País do Futuro’. Passados 60 anos da famosa declaração de Zweig, a CIA e o Goldman Sachs fazem as mesmas previsões. Particularmente, continuo cético e descrente. O Brasil está entrando numa nova onda de ilusões. Seremos o país do presente em 2020, só que a dívida interna continua crescente, os juros altíssimos e o estado tão voraz quanto ineficiente.”

Comentário de um leitor do Gestão Hoje 519

(Stefan Zweig foi um escritor austríaco de origem judaica, contemporâneo, amigo e admirador de Sigmund Freud, que aportou no Brasil fugido do nazismo e, em 1941, encantado com o que encontrou aqui, escreveu o livro “Brasil, País do Futuro”. No ano seguinte, de certa forma renegando o que escreveu, suicidou-se em Petrópolis, onde havia fixado residência).

Outro leitor, discordando da interpretação de agravamento dos indicadores da economia, fez o seguinte comentário:

“Temos que interpretar os dados divulgados de forma relativa, ou seja, a dívida pública caiu em 2004 de 57% para 51% do PIB e a carga tributária deste ano, em termos percentuais, foi menor do que a do ano de 2002. Quanto aos juros, já tivemos patamares bem mais elevados. Além disso, houve recorde na balança comercial. Conclusão: o cenário econômico melhorou bastante em 2004.”

Comentário de outro leitor do Gestão Hoje 519

O mais desconcertante é que os dois têm razão. Tanto o futuro fica ameaçado pelas dificuldades do presente, quanto o presente dá mostras, mesmo tímidas, de que tem evoluído em direção ao futuro projetado como promissor.

Se é assim, então, a pergunta que fica é: o que vai acontecer, mesmo? Uma pergunta, aliás, impossível de responder com qualquer grau de precisão, a não ser aquela que a intuição ou a crença são capazes de forjar no íntimo de cada um.

O Gestão Hoje tem manifestado, de diversas maneiras, sua crença na tese do avanço lento mas positivo em direção ao cenário mais otimista (ver, por exemplo, o número 516).

Evidência disto foi o recente périplo do presidente Lula pelos Fóruns Mundiais acontecidos, simultaneamente, na semana passada (ele foi, aliás, o único chefe de estado a participar dos dois fóruns). Em Davos, Suíça, o Econômico, em Porto Alegre, seu contraponto, o Social. Em Porto Alegre, entre vaias e aplausos simultâneos, cumpriu o papel do líder histórico de esquerda que, no poder, faz o que é possível sem abrir mão dos ideais. Em Davos, no dia seguinte, diante de uma platéia atenta, cumpriu o papel do líder progressista que chama o mundo à responsabilidade pelo combate conseqüente à miséria e à fome.

Claro que a biografia pessoal do presidente é determinante no bom desempenho desses papéis. Todavia, se o Brasil já não ocupasse uma posição de peso no cenário internacional, a repercussão dessa atuação importante seria mínima para não dizer nula.

Uma conclusão possível é que avançamos, lentamente, “aos trancos e barrancos”, como disse Darcy Ribeiro, mas avançamos.

Número 519 - 24 de janeiro de 2005

Juros, dívida e tributos muito altos
comprometem previsões de longo prazo






Os juros reais mais altos do mundo, uma dívida pública que não para de crescer e uma carga tributária voraz comprometem um futuro que observadores externos vêem com otimismo

 

 

 

 A semana que passou foi pródiga em notícias cuja interpretação ajuda a situar o raciocínio sobre as tendências do desenvolvimento e a conjuntura econômica do país.

Primeiro foi a divulgação do relatório “Mapeando o Futuro Global” elaborado pelo Conselho de Inteligência Nacional dos Estados Unidos que reúne as 15 agências de inteligência do país (tem a sigla NIC em inglês) e é coordenado pela famosa Agência Central de Inteligência, a CIA. Em resumo, o estudo aponta que dentro de 15 anos o Brasil, junto com a China, a ?ndia e Indonésia serão atores globais de peso capazes de provocar transformações significativas na geopolítica mundial.

“China, ?ndia, Brasil e Indonésia têm o potencial de tornar obsoletas as antigas categorias de Leste e Oeste, Norte e Sul, alinhados e não-alinhados, desenvolvidos e em desenvolvimento.”

Mapping The Global Future, NIC, 2005.

Sobre o Brasil especificamente, o documento faz algumas considerações, dentre as quais merece destaque a seguinte:

“Um país com vibrante democracia, economia diversificada e população empreendedora, um grande patrimônio nacional e sólidas instituições econômicas.”

Mapping The Global Future, NIC, 2005.

Esse tipo de análise segue a mesma linha do estudo realizado pelo banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs que prevê a ascensão mundial neste século do bloco BRIC (Brasil, Rússia, ?ndia e China) (ver GH número 499).

Todavia se, no médio e longo prazos, vai ficando evidente a percepção da emergência do país como ator relevante no cenário mundial, no curto prazo as dúvidas se acentuam.

Especialmente na quarta-feira passada, com a divulgação de três grandes números que ilustram bem a natureza essencial dessas dúvidas, elas ficaram bem assinaladas.

Em primeiro lugar foi anunciado o crescimento de 11% em 2004 da dívida pública que atingiu, em dezembro passado, o valor de R$ 812 bilhões, R$ 80,5 bilhões a mais do que um ano antes. Esse crescimento deveu-se aos altos juros que o governo tem que pagar pela remuneração dos seus títulos.

Em segundo lugar foi divulgado o crescimento de 10,47% em 2004 da arrecadação federal de impostos que bateu novo recorde ao amealhar o nada desprezível montante de R$ 333,6 bilhões, boa parte do qual destinado, justamente, ao pagamento de juros aos detentores dos títulos da dívida pública.

Por último, foi divulgada a notícia da elevação pelo Copom da taxa básica de juros para 18,25%, a quinta consecutiva desde setembro de 2004. Essa elevação provocou o isolamento do Brasil no topo do triste ranking dos juros reais mais altos do planeta (mais de 12%).

Juros altos, dívida alta, tributação alta, numa ciranda perigosa e emperradora do desenvolvimento, como denuncia o economista da PUC de São Paulo:

“Estamos num círculo vicioso, coletando impostos para pagar dívidas que sobem com a elevação dos juros. Isso não leva a lugar nenhum.”

Antônio Correia de Lacerda, Dinheiro, 26.01.2004.

O dilema do país é, justamente, esse: boas perspectivas de médio e longo prazos, reconhecidas por observadores internacionais de peso, mas muitas dúvidas no curto prazo sobre a capacidade de superar os entraves do desenvolvimento sustentado. Tudo indica que 2005 será um ano decisivo para a definição dos cenários futuros. Se conseguirmos sustentar o crescimento, terá sido dado um passo importante.

Número 518 - 17 de janeiro de 2005

Considerações metafísicas sobre
a primeira catástrofe natural globalizada






Algumas considerações finais sobre a importância do maremoto da ?sia para uma reflexão de cunho mais filosófico que material acerca da frágil condição humana sobre a face do planeta

 

Fernando Pessoa, o grande poeta português, escreveu num dos seus mais famosos poemas:

“… a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.”

Fernando Pessoa, “A Tabacaria”, 1928.

Mal disposto ou sob o impacto de um grande mal-estar. Mal-estar do tipo deste provocado pelo maremoto da ?sia. Uma catástrofe amplamente divulgada, a primeira catástrofe natural, de fato, globalizada. Tão divulgada e com tantos detalhes que passou a fazer parte das preocupações e conversas de todos os que viram as imagens repetidas à exaustão. Com isso, pela magnitude arrasadora do fenômeno, é quase inevitável que sobrevenham as reflexões metafísicas e filosóficas.

O grande terremoto de Lisboa de 1755, o mais famoso desde a Idade Média, seguido de um maremoto que devastou as partes baixas da cidade, provocando estimadas 60 mil mortes (1/4 da população de 235 mil pessoas), deu margem a um debate que ficou famoso na literatura pelo caráter metafísico de suas considerações. O debate deu-se entre Voltaire e Rousseau, dois gigantes do pensamento da época e tratava, no fundo, do humano espanto diante da sua insignificância face à força da natureza rebelada.

O embaixador Rubens Ricupero, em recente artigo, sobre o maremoto da ?sia, manifestou opinião acerca do tema:

“…a indiferença da geologia pela sorte das insignificantes formigas humanas cuja presença efêmera pode ser apagada, sem vestígio, por uma leve oscilação do eixo da Terra.”

Rubens Ricúpero, Folha de S. Paulo, 02.01.2005.

Se há uma única coisa que o maremoto asiático provocou de positivo foi, justamente, essa (re)tomada de consciência metafísica. Funcionou como uma espécie de golpe na soberba ancestral da nossa condição (sobre)humana de senhores da natureza, alavancada pela tecnologia e pelo extraordinário desenvolvimento da ciência. Apesar dessa pretensa superioridade, nos vemos completamente indefesos diante de forças muito maiores do que qualquer capacidade de detê-las ou subjugá-las.

Conforme diz Viadiadhar Surajprasad Naipaul, escritor inglês nascido em Trinidad e Tobago, prêmio Nobel de Literatura de 2001:

“Acostumamo-nos a nos sentir no topo de mundo. A contemplar a vida de lá e a sentirmo-nos capazes de dominar tudo aquilo que nos circunda. Mas quando um evento natural do gênero se desencadeia, ficamos impotentes para fazer qualquer coisa.”

V.S. Naipaul, FSP Especial Tsunami, 09.01.2004.

A soberba e a impotência, duas faces da mesma moeda da frágil condição humana se mostram por inteiras no episódio do oceano ?ndico. O espanto e a desolação diante de tudo o que foi destruído não evitaram que já uma semana depois do ocorrido fossem observados turistas tomando banho de sol em algumas das praias assoladas. Nem evitarão a reconstrução das edificações nos mesmos lugares devastados pelas ondas. Teimosia, outra forma de expressão da soberba.

“…o homem vive e sobrevive não por ser uma animal racional, mas por ser um animal teimoso.”

Carlos Heitor Cony, FSP, 04.01.2005.

Que o episódio pelo menos ajude a uma postura mais humilde e reflexiva. Metafísica, afinal.

“Os ciclos de destruição e reconstrução terminam por acostumar a alma humana à incerteza, à precariedade. Mas também a viver com maior serenidade e a valorizar o momento presente.”

V.S. Naipaul, FSP Especial Tsunami, 09.01.2004.

Número 517 - 10 de janeiro de 2005

Tsunami no ?ndico lembra que
somos todos iguais perante a natureza






A catástrofe que devastou vastas regiões do oceano ?ndico lembra a todos os que vivemos no planeta terra que a natureza não distingue ninguém quando mostra a força de sua ação devastadora

 

Não há quem, por mais desligado ou insensível que seja, não tenha ficado impactado pelas imagens impressionantes do maremoto que devastou extensas planícies costeiras de 14 países do oceano ?ndico na manhã do dia 26.12.2004 e que começaram a ser mostradas ao mundo já na noite daquele mesmo domingo.

“Na sociedade da informação globalizada, tudo está perto: a onda da Indonésia entra na nossa casa pela televisão.”

José Sarney, Folha de S. Paulo, 07.01.2005.

Nunca um fenômeno deste tipo tinha sido tão fartamente documentado na forma de imagens em movimento, o que se explica pela grande quantidade de pessoas com câmaras portáteis filmando atividades de lazer em frente ao mar tranqüilo de paraísos turísticos orientais na pacata manhã do domingo seguinte ao dia de Natal. Não tinham nem a mais remota desconfiança de que estavam prestes a registrar imagens inéditas do maior cataclismo da idade moderna que atingiu 5 milhões de pessoas, desabrigou 2 milhões, feriu 500 mil e matou mais de 160 mil.

Depois que as ondas gigantes passaram, mesmo os mais experimentados observadores declararam seu espanto como foi o caso do secretário de Estado norte-americano Colin Powell que afirmou já ter visto muita coisa ruim como guerras, terremotos e furacões mas nada da magnitude do que testemunhou na região.

“A enormidade da destruição é mais do que tudo o que já vi, é capaz de causar uma impressão fortíssima que te silencia.”

Robert Holland, especialista britânico em socorro.

Essa sensação de espanto e impotência diante da inusitada dimensão da catástrofe é, na realidade, da mesma natureza daquela que devíamos ter diante da própria fragilidade humana face à magnitude das forças naturais e do caráter efêmero da nossa passagem individual e coletiva pelo planeta Terra.

“O trauma foi terrível e atingiu a todos nós, que mais uma vez ficamos conscientes da fragilidade do nosso mundo e de nossas vidas.”

Carlos Heitor Cony, escritor, FSP, 04.01.2005.

Todos os que vivem em regiões costeiras (metade da população do planeta) estão sujeitos à ação devastadora de um tsunami (do japonês tsu, onda, e nami, porto) de origem tectônica (choque das placas da crosta terrestre), a mesma do que atingiu o oceano ?ndico. Mesmo no Brasil, onde a probabilidade é baixa mas não é nula como dizem os programas de TV. É verdade que o país está situado numa região geologicamente estável, no meio de uma placa continental, distante de suas bordas (onde se dá a ocorrência do fenômeno) mas pode ser impactado, por exemplo, pela explosão violenta do vulcão Cumbre Vieja nas Ilhas Canárias, do outro lado do Atlântico. Projeções recentes dão conta de que a ocorrência desse fato possível geraria ondas que atingiriam a costa norte do Brasil com altura de 45 metros.

Afinal, como disse Viadiadhar Surajprasad Naipaul, escritor inglês nascido em Trinidad e Tobago, prêmio Nobel de Literatura de 2001:

“O tsunami afetou a todos nós. Ocidentais ou orientais, turistas ou locais, ricos ou pobres. Fez com que recordássemos que somos todos iguais diante da natureza.”

V.S. Naipaul, FSP Especial Tsunami, 09.01.2004.

 

Agradecimento

Os que fazem o Gestão Hoje e a TGI Consultoria em Gestão agradecem aos leitores pelas mensagens recebidas de bom 2005. Que o ano novo recém iniciado traga notícias bem melhores do que as que fecharam o ano passado.

Número 516 - 03 de janeiro de 2005

No Brasil os avanços são muito lentos
mas não podemos desistir de persegui-los






Mesmo num ano de crescimento expressivo é muito grande a dúvida sobre a capacidade do país em avançar e isso torna difícil ver as mudanças que se processam devagar ao longo do tempo

No primeiro GH do ano, vale o registro que 2004 terminou, no mundo, sob o impacto do terrível maremoto que devastou extensas regiões costeiras de 12 países banhados pelo oceano ?ndico. No Brasil, fora a genuína consternação pela catástrofe, a constatação de um ano excepcionalmente bom para a economia e uma grande dúvida sobre se esse crescimento se sustenta ou se não passa de mais um “vôo de galinha”, como tantos outros testemunhados nos últimos anos.

A dúvida conjuntural e disseminada sobre a sustentação do crescimento inscreve-se, com certeza, no rol das dúvidas estruturais sobre a própria viabilidade do país como nação desenvolvida. Esse sentimento, embora não tão explícito quanto o outro, é tão disseminado que um jornalista experimentado como Clóvis Rossi é capaz de dizer o seguinte:

“Às vezes bate uma vontade enorme de desistir. De que adianta ficar criticando o governo, qualquer que seja o governo, se as coisas não mudam ou mudam tão pouco que, à essa altura da vida, já dá para perceber que não terão alteração significativa até o fim dos tempos (os meus tempos, claro)?”

Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 23.12.2004.

Por certo não se trata de um sentimento despropositado. A história do Brasil, sobretudo a recente, é pródiga na crônica das oportunidades perdidas de colocar o país na trilha do desenvolvimento social e econômico sustentado. O país do futuro e do crescimento acelerado da segunda metade do século 20 terminou se transformando no país das oportunidades desperdiçadas e do crescimento medíocre dos últimos 25 anos. O país da desigualdade social, da violência, da falta de segurança.

É verdade. Os desencantados têm razões para o pessimismo. Se há uma coisa que as marchas e contramarchas da história recente parecem evidenciar é que, por razões ainda desconhecidas, as mudanças e os avanços são muito lentos para serem percebidos com facilidade. Enervantemente lentos. Tão lentos que parecem imobilismo ou retrocesso. Felizmente não são todos pessimistas. Há os que já parecem ter percebido o ritmo arrastado das mudanças e a necessidade de cuidado para fazê-las, como é o caso do presidente Lula:

“O Brasil não é um fusquinha, que pode dar um cavalo-de-pau, é um transatlântico. Se a virada não for feita aos poucos, pode afundar. E nós não temos vocação para Titanic.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Só para dar alguns exemplos de avanços pouco perceptíveis mas efetivos: Código de Defesa do Consumidor; Código Nacional de Trânsito; Lei de Responsabilidade Fiscal; Reforma do Judiciário. Hoje, um consumidor recebe o seu dinheiro de volta se for enganado; os carros não estacionam nas faixas de pedestres; um governante pode parar na cadeia se vier a se mostrar um irresponsável fiscal; e a súmula vinculante vai tornar menos injusta a Justiça brasileira. Etc. Etc. Etc. É pouco? É. Poderia ser mais rápido? Poderia. Deveria? Deveria. Mas não é por causa disso que vamos desistir. Só para lembrar, neste início de ano, que não devemos nem podemos desistir, uma frase de Darcy Ribeiro:

“No dia em que todo brasileiro comer todo dia, quando cada criança tiver um primeiro grau completo, quando cada homem e cada mulher encontrar um emprego estável em que possa progredir, se edificará aqui a civilização mais bela desse mundo. É tão fácil; estendendo os braços no tempo, sinto na ponta dos dedos esse utopiazinha nossa se realizando.”

Darcy Ribeiro, “Aos Trancos e Barrancos”.

O Gestão Hoje e a TGI desejam aos leitores, clientes e amigos um 2005 excelente e cheio de vontade de realizar essa “utopiazinha”. Sem excesso de pessimismo ou, ao contrário, sem a ilusão de que se consegue fácil. É difícil mas é possível.

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