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Número 672 - 31 de dezembro de 2007

Um poema de Mário Quintana
sobre a Esperança para um bom 2008

Mais do que o otimismo, é a esperança que, alimentando-se de pequenas coisas, nos dá motivação para ir além da mera realidade e enfrentar o ano novo com determinação

Mário Quintana foi um poeta extraordinário. Gaúcho de Alegrete, estudou em Porto Alegre e radicou-se na capital riograndense. É autor de uma obra notável pela simplicidade (sem ser simplório, muito pelo contrário, tem momentos de grande e consistente beleza poética) e pela recusa de uma visão amarga do mundo. Fez da esperança uma pedra de toque. Chamado de “poeta da esperança”, sobre ela chegou a dizer em entrevista: 

“O ditado diz que, enquanto há vida, há esperança. Eu digo que enquanto há esperança há vida. Porque nunca foi encontrado em nenhuma parte do mundo, num bolso de um suicida, um bilhete de loteria que fosse correr no dia seguinte.”

Mário Quintana, 1906-1994, poeta gaúcho

O seu tratamento poético da esperança não é ingênuo nem se confunde com o otimismo tolo. A propósito da diferença entre esperança e otimismo, vale a pena observar o que disse o escritor e psicanalista mineiro, radicado em Campinas, Rubem Alves:

“Esperança é o oposto de otimismo. Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora,continuam as fontes a borbulhar dentro do coração. (…) A esperança se alimenta de pequenas coisas. Basta-lhe um morango à beira do abismo.”

Rubem Alves, .escritor e psicanalista mineiro

O poeta inglês Samuel Johnson (ver a propósito da esperança como elemento essencial para o engajamento das pessoas o GH/380) observou que os saltos do ser humano não são, como se poderia esperar, de prazer em prazer mas de esperança em esperança. Por conta disso, talvez não seja exagero dizer que o homem é o único animal que tem esperança e que, por isso, é o único para o qual o futuro, e nele o ano novo, faz sentido.

“ESPERANÇA

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas,
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
—ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá:
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
—O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Mário Quintana

Com esse belo poema de Mário Quintana, o Gestão Hoje e os que fazem a TGI Consultoria em Gestão desejam aos seus leitores, clientes e amigos, um 2008 cheio de saúde, esperança e paz porque, de posse disso, o resto se faz. Que em 2008 o mundo continue crescendo, sem crises dramáticas. Que as guerras e os conflitos armados arrefeçam. Que o Brasil cresça de forma saudável, com menos miséria e menos violência. Essa é a nossa esperança e, no que nos couber, o nosso compromisso também. Viva 2008!

Número 671 - 24 de dezembro de 2007

Perspectivas 2008 para o Brasil:
crescimento, crise nos EUA e inflação

A partir de um consumo recorde e de uma grande migração para a classe C, o bom cenário para 2008 confronta-se com o risco externo da crise norte-americana e o interno da inflação em alta

Em meio a um final de ano que está se configurando como, do ponto de vista do consumo, o melhor da década, o país se prepara para um ano novo que se anuncia bastante promissor do ponto de vista do crescimento do PIB.

“Pode não ser o Natal mais animado de todos os tempos, mas tanto frenesi comprador não se via havia anos e anos.”

Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 23.12.07

Não só os consumidores estão com essa sensação como, também, os executivos de empresas. Em pesquisa publicada pela última revista CartaCapital que ouviu cem executivos de empresas de setores diversos da economia, as expectativas estão bem mais otimistas do que as do ano passado.

“Em relação a 2006, os executivos estão mais otimistas. A pesquisa de 2007 indica que o número de executivos que espera um cenário de crescimento no próximo ano saltou de 64% para 91%.”

Carta Capital, 26.12.07

Esse otimismo por certo ancora-se na expressiva migração de 20 milhões de brasileiros que saíram da classe D/E para a classe C em virtude dos programas previdenciários e sociais de complementação de renda e da aceleração da economia verificada nos últimos cinco anos, conforme deixa clara a série de pesquisas Datafolha realizadas entre outubro de 2002 e novembro de 2007.

“Nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% do total da população para 26%. Já a C cresceu de 32% para 49%, reunindo hoje quase a metade do eleitorado do país — 125 milhões de pessoas com mais de 16 anos. A classe A/B manteve-se praticamente estável. Seu total oscilou de 20% para 23% da população.”

Fernando Canzian, Folha de S. Paulo, 16.12.07

O cenário otimista decorrente dessas boas expectativas está condicionado por dois fatores principais, um externo e outro interno: (1) o risco de desaceleração da economia norte-americana; e (2) o aumento da inflação no Brasil. O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, em excelente entrevista ao jornal Valor, deixa bem claras as conseqüências do primeiro fator.

“Se o problema for realmente um problema de economia real, mais de solvência e não de liquidez, não será possível evitar uma desaceleração da economia americana. (…) Se houver uma crise maior lá fora, o crescimento seria mais baixo aqui. (…) Em vez de crescer 5%, cresceria uns 3%.”

Armínio Fraga, Jornal Valor, 18.12.07

No front interno, o aquecimento da demanda deverá pressionar a oferta e, com isso, a inflação, apesar da ampliação do investimento (ver a respeito o GH/670). Para combater isso o Banco Central deve não só interromper a queda dos juros, como passar a aumentá-los em 2008, conforme já começam a recomendar alguns economistas.

“Existe uma forma simples de enfrentar o desafio da inflação: um aumento de três a quatro pontos percentuais na taxa Selic, ao longo de 2008, para desacelerar a economia via canal de crédito e moderação da demanda privada.”

Luiz Carlos Mendonça de Barros, economista

Número 670 - 17 de dezembro de 2007

O crescimento-surpresa do PIB e
a rejeição da CPMF pelo Senado Federal

Com um crescimento recorde do PIB e a ampliação dos investimentos, o país se vê privado de uma receita de R$ 40 bilhões em 2008 ao ter rejeitada a emenda que prorrogaria a CPMF

Sob a influência de uma conjuntura internacional que a crise imobiliária dos EUA torna incerta (ver, a propósito, o GH/669), a semana passada trouxe à luz dois importantes fatos que terão impacto sobre a conjuntura econômica do Brasil em 2008: (1) a notícia do crescimento recorde do PIB (5,7% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2006); e (2) a rejeição pelo Senado da emenda que prorrogaria a CPMF, promovendo na prática a sua extinção. Sob a influência de uma conjuntura internacional que a crise imobiliária dos EUA torna incerta (ver, a propósito, o GH/669), a semana passada trouxe à luz dois importantes fatos que terão impacto sobre a conjuntura econômica do Brasil em 2008: (1) a notícia do crescimento recorde do PIB (5,7% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2006); e (2) a rejeição pelo Senado da emenda que prorrogaria a CPMF, promovendo na prática a sua extinção.

“Com o forte crescimento do PIB no terceiro trimestre, consolidaram-se de vez as apostas numa expansão de pelo menos 5% para a economia brasileira em 2007.”

Sergio Lamucci, Jornal Valor, 13.12.07

Trata-se do maior crescimento na comparação trimestral dos últimos três anos e o 23º trimestre de alta consecutiva, com uma diferença importante em comparação com 2004 (época em que houve crescimento parecido). O foco do crescimento passou do mercado externo para o mercado interno, com aumento dos investimentos.

“Em 2004 tínhamos uma economia baseada bastante nas exportações, principalmente de bens e serviços, o que afetava positivamente o PIB. Agora nós temos um cenário bem diferente, onde o crescimento depende bem mais da demanda interna, com crescimento no nível de investimentos e no consumo das famílias.”

Rebeca Palis, economista do IBGE

Muita gente comemorou os índices, especialmente no que diz respeito ao crescimento dos investimentos (a chamada FBCF — Formação Bruta de Capital Fixo) que deu um salto de 14,4%, a maior alta registrada desde que o IBGE começou a calcular o indicador em 1996. É a realização de investimentos que podem permitir a manutenção do crescimento sem que a inflação fique pressionada pelo estrangulamento da oferta. Mas, em meio às comemorações, depois de uma longa negociação que passou até pela troca da presidência da casa, o Senado Federal rejeitou a prorrogação da CPMF, configurando uma importante derrota política do governo.

“Foi a maior derrota política do governo Lula em seis anos — e dói no bolso. Contra a parede, o governo dá tratos à bola para anunciar nesta semana um presente de Natal às avessas. Novos impostos e cortes de gastos? Porque o fundamental agora, para todos, é recompor os recursos da saúde, literalmente vital.”

Fernando Canzian, Folha de S. Paulo, 16.12.07

A rejeição da emenda de prorrogação da CPMF provocou uma perda de R$ 40 bilhões na arrecadação projetada da União, cerca de 7% da receita fiscal para 2008, 40% dos quais destinados ao Ministério da Saúde. Na prática, a derrota parece ter servido para baixar um pouco a bola do governo federal e pode ser benéfico para forçar uma atuação mais conseqüente do ponto de vista fiscal, já que o bom desempenho macroeconômico e o excesso de arrecadação de impostos (cerca de R$ 60 bilhões em 2007) vinham incentivando uma certa frouxidão nas despesas correntes do setor público federal.

“A perda da CPMF é até uma boa oportunidade para que o governo passe a operar uma política fiscal de forma menos tosca, com potenciais benefícios — imediatos e de longo prazo — para o país.”

Luiz Carlos Mendonça de Barros, economista

Número 669 - 10 de dezembro de 2007

Perspectivas para o mundo em 2008:
economia do EUA, preço do petróleo e BRIC

Após o estouro da bolha imobiliária nos EUA, não se sabe ainda quais serão as repercussões para a economia global que se confronta com a nova e positiva realidade dos países emergentes

Todas as análises sobre a conjuntura internacional dão conta de que o estouro da bolha imobiliária dos EUA (ver a respeito os números 652, 653 e 655) afetará de alguma forma a economia mundial ao arrefecer o crescimento dos EUA em 2008. Na verdade, trata-se da primeira crise mundial genuinamente norte-americana.

“Pela primeira vez a crise vem de dentro dos EUA. Depois de espalhada, ninguém sabe onde vai dar.”

Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos EUA

Ninguém sabe onde vai dar por conta da propagação dos efeitos das hipotecas imobiliárias de segunda linha (subprimes) transformadas em derivativos (contratos firmados sobre os valores futuros de ativos de crédito) e constantes das carteiras dos bancos e instituições financeiras. Vários executivos de algumas dessas instituições já perderam os cargos e os estragos ainda não chegaram aos balanços mas vão chegar em breve. Além disso, ainda há o aumento dos preços do petróleo que teimam em rondar a casa dos US$ 100 o barril. Os dois fatores juntos podem provocar uma crise sem par.

“Lidamos com o potencial de uma colisão entre crise financeira do século XXI e um choque do petróleo ao estilo ocorrido na década de 70. Seria como se uma tempestade perfeita atingisse o mundo.”

Simon Johnson, economista-chefe do FMI

“Tempestade perfeita” é uma metáfora meteorológica para designar uma conjugação de fatores que pode levar a uma tormenta sem precedentes, onde tudo acontece em sua potência máxima. Claro que uma coisa desse tipo configura um cenário extremo mas que não pode ser desconsiderado, mesmo diante de um aspecto bastante positivo que caracteriza a atual realidade da economia mundial. Trata-se do surgimento de um novo bloco de países chamados de emergentes, cujos principais integrantes atendem pela sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Esse bloco já se contrapõe à economia norte-americana e é superior a ela (pouco mais de 30% contra pouco menos de 30% da economia mundial).

“Os fundamentos das economias emergentes melhoraram muito. O próprio comércio mundial está se redesenhando em arranjos regionais, reduzindo progressivamente a dependência da economia norte-americana.”

Eduardo Guardia, ex-secretário da Fazenda SP

Os BRIC juntos, além de representarem um terço da economia mundial, representam 29% da superfície do globo e 41% da população do planeta. Devem crescer em 2007 o dobro do crescimento médio do PIB mundial. Essas dimensões os situam como a força mais dinâmica da economia global em contraponto às economias norte-americana, européia e japonesa. O futuro, com certeza, passa por eles.

“Esses quatro países são hoje, inquestionavelmente, a força mais dinâmica da economia global. Graças à emergência deles, o crescimento potencial do planeta é bem superior ao de duas décadas atrás..”

Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI

Incertezas quanto ao comportamento da economia norte-americana e subida do patamar do preço do petróleo de um lado, e, do outro, o fortalecimento das economias emergentes (que, inclusive, como é o caso do Brasil, se comportaram do ponto de vista econômico de forma bem mais consistente do que nas crises anteriores). Devem ser esses os principais fatos portadores de futuro capazes de impactar a economia mundial em 2008. Vamos ficar atentos para conferir.

Número 668 - 03 de dezembro de 2007

Planejamento estratégico bom
é o planejamento estratégico simples

Ferramenta indispensável para a formulação das orientações estratégicas básicas de uma organização, o planejamento estratégico só funciona se não for uma coisa complicada de fazer

No mês de dezembro, as empresas preocupam-se, compreensivelmente, com os objetivos a serem atingidos no próximo ano. A ferramenta mais utilizada para definir o que deve ser buscado no ano que vai começar é o planejamento estratégico que, como toda ferramenta, tem as suas limitações. Não existe planejamento estratégico infalível nem, muito menos, bom por si só, por mais “bem feito” que seja, como bem destaca o especialista norte-americano James Collins que, junto com o colega Jerry Porras, escreveu o livro que marcou época “Feitas para Durar”.

“Planejamento estratégico brilhante é um mito. As melhores jogadas decorrem de experiências, aproveitamento de oportunidades, tentativas e erros.”

James Collins

Por isso mesmo, não compensa despender esforço excessivo no planejamento estratégico. Para que ele possa funcionar como organizador das idéias e ajude a produzir as orientações estratégicas básicas que deverão guiar a organização no futuro, é preciso que seja reduzido aos seus elementos essenciais e, sobretudo, seja simples, sem ser simplório.

“A idéia central é a de que o planejamento estratégico reflita, sintética e completamente, o raciocínio estratégico da organização.”

Administração Estratégica, R&A Editores

“Tempestade perfeita” é uma metáfora meteorológica para designar uma conjugação de fatores que pode levar a uma tormenta sem precedentes, onde tudo acontece em sua potência máxima. Claro que uma coisa desse tipo configura um cenário extremo mas que não pode ser desconsiderado, mesmo diante de um aspecto bastante positivo que caracteriza a atual realidade da economia mundial. Trata-se do surgimento de um novo bloco de países chamados de emergentes, cujos principais integrantes atendem pela sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Esse bloco já se contrapõe à economia norte-americana e é superior a ela (pouco mais de 30% contra pouco menos de 30% da economia mundial).

“Os fundamentos das economias emergentes melhoraram muito. O próprio comércio mundial está se redesenhando em arranjos regionais, reduzindo progressivamente a dependência da economia norte-americana.”

Eduardo Guardia, ex-secretário da Fazenda SP

Os BRIC juntos, além de representarem um terço da economia mundial, representam 29% da superfície do globo e 41% da população do planeta. Devem crescer em 2007 o dobro do crescimento médio do PIB mundial. Essas dimensões os situam como a força mais dinâmica da economia global em contraponto às economias norte-americana, européia e japonesa. O futuro, com certeza, passa por eles.

“Esses quatro países são hoje, inquestionavelmente, a força mais dinâmica da economia global. Graças à emergência deles, o crescimento potencial do planeta é bem superior ao de duas décadas atrás..”

Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI

Os elementos essenciais que o processo de planejamento deve produzir são: (1) Visão; (2) Matriz SWOT; (3) Desafio; (4) Prioridades; e (5) Metas.

1. Visão

Antes de qualquer coisa, é preciso definir aonde a organização que planeja quer chegar, dentro de um determinado horizonte de tempo. É preciso definir com clareza a Visão cinco a dez anos à frente. Exemplo clássico de Visão é a estabelecida pela Nasa, após a provocação do presidente John Kennedy: “colocar o homem na Lua até o final da década de 1960”.

2. Matriz

SWOT Depois de definida ou revista a Visão, é importante realizar a análise SWOT. O nome SWOT é uma sigla formada pelas iniciais das palavras inglesas Strenght (força), Weakness (fraqueza), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Trata-se de uma invenção da década de 1960 que perdura pela sua simplicidade e pela percepção sintética que permite da organização e do seu ambiente, no que diz respeito aos aspectos facilitadores e dificultadores para a materialização da Visão.

3. Desafio

Após a realização da análise SWOT e com a percepção da avaliação estratégica que ela propicia, é preciso definir qual o “degrau” que a organização deverá subir no ano em direção à Visão definida. É preciso definir o Desafio anual da organização.

4. Prioridades

Definido o Desafio, é necessário estabelecer as Prioridades (aquilo que não pode deixar de ser feito) para materializar o Desafio do ano. Não devem ser muitas pois é sempre bom não esquecer: quem tem muitas prioridades não tem prioridade nenhuma.

5. Metas

Para cada prioridade definida é preciso estabelecer as Metas, de preferência quantitativas, que devem ser atingidas no ano. Com esses elementos produzidos, é possível montar a agenda estratégica que deve ser objeto de acompanhamento pois sem um bom acompanhamento todo o esforço de planejamento feito, rapidamente perde o efeito. Mas isso já é tema para um outro Gestão Hoje.

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