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Número 398 - 30 de setembro de 2002

Em meio à turbulência,
uma semana decisiva para o país

Na reta final da campanha eleitoral, o país se defronta com uma semana decisiva para o seu futuro de curto e médio prazos, recomendando a todos cuidados redobrados com as finanças

 

Esta semana promete, tanto do ponto de vista político quanto econômico, ser a mais tensa e movimentada dos últimos tempos. É a última da corrida eleitoral para o primeiro turno e se dá em meio a uma forte turbulência econômica que já deixou, na semana passada, surpreendentemente, o real mais desvalorizado que o peso argentino.

Com o candidato Lula, segundo a última pesquisa Datafolha de 29.09.2002, a um ponto percentual de vencer a disputa no primeiro turno, tudo em tese ainda pode acontecer. Desde a renúncia de Ciro, cogitada e estimulada por figuras de proa de sua campanha como Mangabeira Unger e Leonel Brizola, passando pela ultrapassagem de Garotinho na reta final, até o esperado segundo turno Lula x Serra.

As maiores probabilidades são, hoje, pela ordem: (1) Lula no primeiro turno; (2) Lula x Serra no segundo turno; (3) Lula x Garotinho no segundo turno. O que quer que ocorra, todavia, deve se dar por uma margem apertada de votos, o que aumenta a emoção, eleva a importância dos atos finais da campanha (inclusive o debate programado para a quinta-feira dia 03.09 na Rede Globo) e reforça a volatilidade do mercado financeiro, projetando a incerteza para mais além.

“Ou haverá segundo turno e, por extensão novas rodadas de nervosismo, ou Lula estará eleito e serão três meses de eletricidade intensa entre a vitória e a posse.”

Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 29.09.2002

No presente, a “eletricidade” do mercado financeiro está sendo potencializada, além da incerteza política e da escassez de crédito externo, pela especulação de grandes investidores internos sobre o resgate de títulos cambiais da dívida pública e os vencimentos do mercado futuro do dólar que são liquidados com base na cotação da moeda estrangeira no último dia do mês.

Portanto, além da emoção política, é de se esperar que a semana continue a nos reservar, também, emoções econômicas fortes com a provável repercussão sobre a cotação do dólar. Não está fora de cogitação o rompimento da barreira psicológica dos R$ 4,00.

Dez entre dez analistas econômicos afirmam com convicção que essa cotação é completamente despropositada e a taxa de equilíbrio do dólar deve estar situada abaixo dos R$ 3,00. Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, chegou inclusive a afirmar em entrevista no Jornal da Dez da Globonews dia 29.09, que o patamar “correto” do risco Brasil é 700 pontos, admitindo-se uma “banda” até 1.000 pontos. Acima de 2.000 pontos, como tem estado nos últimos dias, é uma anormalidade total que tende a corrigir-se com o tempo.

O problema todo é que essa volatilidade, apesar de não se constituir em si numa surpresa, dada a “natural” instabilidade pré e pós-eleitoral, está se dando, todavia, sobre um patamar já bastante alavancado. Mal comparando, é como se um esperado vento forte coincidisse, mais forte do que o inicialmente previsto, com uma maré muito alta. O resultado são ondas gigantes e uma ressaca violenta.

É razoável esperar que, com o passar do tempo, a normalidade se restabeleça e os estragos possam ser reparados. Pelo sim e pelo não, todavia, é bom atentar para as palavras do economista norte-americano Jeffrey Sachs:

“Como advertiu o economista britânico John Maynard Keynes 75 anos atrás, ‘os mercados podem se manter irracionais por mais tempo do que você consegue se manter solvente’. Em outras palavras, mesmo que você saiba que o dólar um dia cairá, pode falir antes que prove que está certo. Basta que as pessoas continuem a acreditar que o dólar subirá.”

Jeffrey Sachs, Folha de S. Paulo, 30.06.2002

Número 397 - 23 de setembro de 2002

Como preparar-se
para futuros alternativos?

Já que é preciso estar preparado para qualquer futuro, deve-se pensar bem na pior hipótese, sem fechar as portas para a melhor

 

Ao contrário da relativa calma que aparentava no início da semana passada, o ambiente econômico voltou a tornar-se turbulento com a subida da cotação do dólar para patamares próximos ao máximo já alcançado na era do real.

Na opinião da maioria dos analistas, trata-se de uma espécie de “estresse” pré-eleitoral, aguçado pelo sobe e desce das pesquisas. O entendimento do próprio presidente do Banco Central corrobora essa percepção.

“Vivemos um claro exagero cambial quando se tem em mente um horizonte de médio prazo.”

Armínio Fraga, Folha de S. Paulo, 21.09.2002

Enquanto, todavia, o médio prazo não chega, permanecemos às voltas com as incertezas sobre o futuro. No número anterior foram esboçados três cenários econômicos (alternativas de futuros possíveis) para o país em 2003, acompanhados da idéia de que, sendo impossível prever o que vai acontecer com exatidão, deve-se, portanto, estar preparado para qualquer futuro.

A pergunta que pode e deve ser feita, em decorrência dessa constatação, é: como, então, preparar-se para enfrentar futuros alternativos?

De um modo geral, pode-se dizer que há três medidas básicas a adotar. Em primeiro lugar, é absolutamente fundamental que se pense exaustivamente na pior alternativa e seja feita, até, uma preparação, a mais aprofundada possível, para o caso de sua ocorrência. Em segundo lugar, deve-se cuidar da preparação para a hipótese mais provável. E, em terceiro, deve-se deixar aberta pelo menos uma “janela” para a possibilidade de ocorrência da melhor hipótese.

Sobre a preparação para o pior cenário, vale a pena dar uma olhada no GH/188 que trata justamente da necessidade de preparar-se para a pior hipótese. Se ela vier a acontecer, não seremos pegos de surpresa, desprevenidos. Se não acontecer, melhor. A esse respeito, é conveniente recordar a frase do cirurgião-chefe da pediatria do Hospital John Hopkins, Baltimore, EUA, um dos maiores cirurgiões de cérebro do mundo:

“Sempre antecipo o pior das hipóteses. Qual é a pior coisa que poderia acontecer? O que posso fazer para garantir que não aconteça? O que farei caso aconteça?”

Benjamin Carson, revista Exame, 11.03.1998
Só depois de preparados para a pior possibilidade é que deveríamos, em tese, partir para o mais óbvio e, comparativamente, mais fácil de ser feito: prepararmo-nos para o mais provável. E, ao fazer isso, tomar o cuidado de não inviabilizar os caminhos para o aproveitamento das oportunidades ensejadas pelo cenário mais otimista.

Desta forma, antecipado para o pior, naturalmente sintonizado com o cenário mais provável e com a “janela” aberta para a hipótese mais otimista, está-se preparado, de forma mais estruturada, para o futuro.

Nessa preparação, todavia, deve-se ter o cuidado para não esquecer que, apesar de se poder e, mesmo, ser necessário especular sobre ele, o futuro é rigorosamente impossível de prever, como lembra Arie P. de Geus, ex-responsável pelo planejamento estratégico da Shell:

“Não é possível saber, e não importa, qual será o futuro. A única pergunta relevante é: o que faremos se tal coisa acontecer.”

Arie P. de Geus, revista Exame, 28.01.1998

Do ponto de vista empresarial, esse processo de preparação com base em cenários alternativos é feito pelo planejamento estratégico. Para isso, deve-se realizar a avaliação estratégica (Matriz SWOT) para cada um dos cenários estabelecidos com antecedência. Mais detalhes num próximo Gestão Hoje.

Número 396 - 16 de setembro de 2002

Três cenários econômicos
para o Brasil no próximo ano

A análise de alternativas de futuro da economia do país no próximo ano ajuda a raciocinar, sem a ilusão de precisão científica, sobre o que fazer na ocorrência de um dos cenários possíveis

 

No momento em que a disputa pela Presidência da República corre solta para a decisão do primeiro turno em 06.10.2002, a crise econômica arrefece e a turbulência diminui, pelo menos por enquanto. Não chega a ser um consolo, mas houve uma melhora do quadro como destaca Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central.

“O clima melhorou. Há um mês vivíamos o pânico. Hoje, vivemos só as incertezas.”

Gustavo Loyola, Folha de S. Paulo, 14.09.2002

Independente de quem vier a ganhar a disputa e tornar-se o próximo presidente, a pergunta que todos nos obrigamos a fazer é: o que vai acontecer com a economia em 2003? Não há uma resposta precisa possível mas as empresas já começam a trabalhar com três alternativas de cenário: uma pessimista (caminhar para uma situação semelhante à da Argentina), uma “neutra” (acontecer uma espécie de continuação do governo FHC) e uma otimista (suceder algo semelhante ao que ocorreu com a Coréia, em 1998, que saiu bem da crise após acordo com o FMI).

1. “Argentinização
Nesse cenário, a situação se deterioraria a ponto de trilharmos um caminho semelhante ao da nação vizinha. Crescimento do PIB nulo ou negativo, câmbio próximo de R$ 4,00, inflação acima de 10% e juros na casa dos 18%. As dificuldades de financiamento da dívida pública seriam crescentes e o crédito externo permaneceria estrangulado.

2. “Fernandenriquização
Nesse cenário, o quadro apresentaria uma recuperação gradativa mas lenta. Crescimento do PIB na casa dos 2%, câmbio próximo de R$ 3,00, inflação abaixo dos 10% e juros lentamente declinantes. A dívida pública seria financiada sem maiores problemas e o crédito externo voltaria, aos poucos, ao seu nível de normalidade.

3. “Coreização
Nesse cenário, iniciar-se-ia uma recuperação vigorosa. Crescimento do PIB na casa dos 4%, câmbio abaixo de R$ 3,00, inflação abaixo dos 10% e juros rapidamente declinantes. Desapareceriam os problemas de financiamneto da dívida pública e o crédito externo retomaria os níveis altos verificados no período 99/2000.

A caracterização do cenário 3 (”Coreização”) justifica-se pela similaridade da situação atual do Brasil com a ocorrida em 1997 na Coréia. Naquele ano, o país enfrentava uma campanha eleitoral que coincidia com o auge da crise asiática, com reflexos muito severos sobre a economia. Antes da eleição, foi fechado um acordo de R$ 30 bilhões, capitaneado pelo FMI, que o novo governo, assumido em 1998, honrou. Cinco anos depois, resultado de um bem sucedido esforço nacional, a Coréia está recuperada, com um crescimento econômico superior ao dos seus vizinhos.

Um alerta apenas: como não há nenhuma forma científica capaz de estabelecer, com qualquer grau de precisão, a probabilidade real de ocorrência desses ou de qualquer outro cenário (a não ser com base em pesquisa de opinião, ou seja, no palpite das pessoas, o que, também, não garante muita coisa), o importante é tratá-los como referências que ajudem a raciocinar sobre o futuro. A esse respeito, vale lembrar a boa frase do físico e consultor Clemente Nóbrega:

“Já que é impossível prever com exatidão, a idéia deve ser: esteja preparado para qualquer futuro.”

Clemente Nóbrega, Exame, 25.03.1998

 

Correção

Por um lapso, no número anterior, o nome do presidente João Goulart saiu inadequadamente grafado “Goulard”. João Belchior Marques Goulart , Jango como era popularmente conhecido, nasceu na cidade gaúcha de São Borja em 1918. Assumiu a Presidência em 1961, aos 43 anos, por conta da renúncia de Jânio Quadros, de quem era vice. Foi deposto pela revolução de 64 e morreu no exílio, em 1976, na cidade de Mercedes-Corrientes, Argentina.

Número 395 - 09 de setembro de 2002

Apesar de não parecer,
é grande o nosso avanço político

A qualidade da campanha para a Presidência da República, apesar da natural disputa pelo segundo turno, é uma evidência de que o país amadureceu bastante em termos políticos

 

No meio da reta final da corrida pelo primeiro turno fica difícil visualizar mas a qualidade do processo político está num nível bastante razoável, apesar da inevitável tensão pela disputa do segundo lugar.

A história política do Brasil é uma história de crises institucionais. Só para ficar da redemocratização de 1945 (ela mesma, uma senhora escaramuça) para cá, não houve período em que as ameaças e as realizações de crises, golpes e contragolpes não fossem a regra dominante. Nas sucessões presidenciais de Getúlio Vargas a Itamar Franco, não houve uma sequer que não tenha se dado em meio a uma crise braba. Suicídio de Getúlio; golpe preventivo para a posse de JK; ameaça de pugilato entre o presidente que sai e o que entra na posse de Jânio Quadros; grande confusão, inclusive com mudança do regime de governo, na posse de João Goulard; golpes dentro do golpe em cada sucessão dos governos militares; comoção nacional de grandes proporções na posse de José Sarney; forte tensão na posse de Fernando Collor; crise para democracia nenhuma botar defeito na posse de Itamar Franco. Exceção: 1ª e 2ª posse de Fernando Henrique Cardoso.

Não por acaso. Do ponto de vista político, FHC demonstrou, na prática, ser um hábil negociador, um dos mais efetivos de nossa história recente. Como disse dele, outro dia, o colunista Elio Gaspari: nunca, em quase oito anos de governo, a crise saiu do palácio maior do que entrou. É um grande mérito num país viciado em futricas.

Esse terá sido, sem nenhuma sombra de dúvidas, ao final do governo, um dos principais legados de Fernando Henrique Cardoso. Talvez não pareça muito, mas é. Quando a regra é botar lenha na fogueira, não fazê-lo é um mérito.

Uma parte do mérito, portanto, da “salubridade” do atual processo é do próprio presidente. A outra pode ser atribuída, sem receios, à evolução política do país.

Nunca, em nenhuma sucessão presidencial anterior, se teve a maturidade que se está tendo até agora. Nunca se teve, com um número relativamente alto de candidatos competitivos (quatro), uma convergência tão grande em relação ao diagnóstico dos principais problemas a serem enfrentados e, mesmo, das soluções a serem dadas. Todos sabem e dizem isso em seus programas que a estabilidade terá que ser mantida, que a vulnerabilidade das contas externas terá que ser enfrentada (inclusive, com o aumento significativo do esforço exportador), que o desemprego terá que ser reduzido, que a miséria e a pobreza terão que ser vigorosamente combatidas, que a questão da segurança terá que ser enfrentada com destemor.

Claro que há diferenças, dependendo das preferências pessoais, inconciliáveis entre os candidatos, o que é da própria essência do jogo democrático. Essas diferenças reais ou emocionais não deveriam, todavia, embotar a visão do avanço, da sensível melhoria da qualidade do processo político brasileiro.

Não deixa de ser reconfortante poder perceber isso, independente da escolha que vier a ser feita e das conseqüências que ela terá para o próprio processo político daí para a frente. É legítimo supor que, dado ao avanço já realizado, mesmo se vier a ser feita uma escolha que se mostre inadequada, o país “agüenta” sem grandes traumas.

Talvez seja difícil perceber isso no momento atual, em meio à turbulência econômica e, mesmo, política decorrente do acirramento das posições em disputa pelo segundo turno. Mas vale a pena fazer o esforço de tentar. Com isso, com certeza, a escolha a ser feita ficará menos pesada.

Temos uma cultura de menosprezar os avanços, emocionalizar em excesso as disputas e, não raro, exagerar nos ufanismos tolos. Nesse caso, pelo menos deveríamos, mudar um pouco a conduta tradicional e nos orgulharmos dessa conquista, pouco evidente mas tão importante para o nosso projeto de nação democrática e desenvolvida.

Número 394 - 02 de setembro de 2002

Não caia na armadilha
do “preciso de motivação”

Motivação pode ser estimulada e, até, desafiada, mas não pode ser "terceirizada" pois é algo "interno", que não pode ser dado a ninguém como se fosse um complemento "vitamínico"

 

Enquanto a crise econômica dá um “refresco” e se abranda um pouco, vale a pena aproveitar a trégua para discutir um tema muito comum nas organizações, sobretudo em épocas de instabilidade: o famoso problema da “motivação”.

Toneladas de papel e rios de tinta já foram gastos tratando desse assunto tão polêmico quanto recorrente nos dias atuais. Se fosse possível sintetizar uma fórmula e produzir um “tônico” que, após ingerido, enchesse uma pessoa de “motivação”, teríamos, sem dúvida, a receita comercialmente mais bem sucedida de todos os tempos. Infelizmente, essa fórmula mágica não só não existe como nunca será inventada, apesar dos depoimentos em contrário, por uma razão muito simples: motivação não é algo que venha de “fora” para “dentro”.

“Toda a atividade humana está motivada pelo desejo e pelo impulso.”

Bertrand Russel, 1872-1970, filósofo britânico

Motivação é uma “força” interior que, a rigor, não pode ser transmitida por ninguém. Portanto, não se deve cair na tentação de prover “motivação” para outro nem, muito menos, ficar refém de demandas do tipo “não estou produzindo como deveria porque estou desmotivado”. E mais, não se deve ter contemplação com esse tipo de atitude.

“Uma pessoa desmotivada numa posição-chave pode lhe custar milhões de dólares.”

Daniel P. Weadlock, ex-presidente da ITT Europa

O que se pode e deve fazer, sempre, é propiciar as melhores condições possíveis para que possa “florescer” a motivação. Como quem prepara um terreno para torná-lo propício ao cultivo, aquele que é responsável pela gestão de pessoas com objetivos produtivos, tem a obrigação de zelar por um “campo” preparado e “adubado” para que a “semente” da motivação possa “germinar”.

Não existe, também, uma receita definida para isso. Uma coisa, todavia, é importante não esquecer: tanto o “campo” deve estar adequadamente preparado quanto a “semente” deve ter “latência” suficiente. Semente boa não se desenvolve bem em campo ruim nem campo bom proporciona bom desenvolvimento de semente fraca.

Para catalisar essa ação preparatória, é fundamental cuidar da transmissão de um desafio, de algo mobilizador, que leve as pessoas a se sentirem estimuladas à superação. Em suma,é fundamental exercer a liderança mobilizadora.

“Se pudesse resumir toda a complexidade que envolve liderança a uma idéia seria a de que liderar é transmitir um sonho. É preciso inspirar as pessoas a chegar a um lugar em que elas ainda não estão.”

Henrique Meirelles, ex-presidente do BankBoston

Se o estímulo adequado for dado, as motivações potenciais serão “disparadas” e exercerão suas possibilidades. Às vezes, porém, necessário se faz uma ação mais incisiva. Um exemplo de sala de aula ajuda.

“Eu fui professor e os alunos chegavam de manhã, bem cedo, cheios de sono e corriam o risco de adormecer. Aprendi a importância da concentração, da motivação e dos desafios. Aprendi a contar cronologicamente uma história (…) É isso que mantém as pessoas interessadas, atentas. É necessário ter em conta as motivações humanas por trás da história.”

Stephen E. Ambrose, historiador inglês

Contar uma história que seja mobilizadora, transmitir um sonho que seja estimulante são mecanismos facilitadores mas, é bom não esquecer, não são substitutos da motivação em si. Portanto, cuidado. Não aceite o argumento de que a motivação precisa ser “dada”. É uma armadilha das grandes.

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