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	<title>Gestão hoje - a newsletter da TGI</title>
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	<description>O Gest�o Hoje é uma publicação semanal direcionada para profissionais que se interessam por gestão e pelo mercado empresarial.</description>
	<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 10:18:16 +0000</pubDate>
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		<title>Para evitar apresentações maçantes,  um livro sobre como usar bem o PowerPoint</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 22:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
	<category>Social</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1962" alt="gh-801" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/09/gh-8016.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                                                   <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Num dos últimos números da revista Veja, o articulista Cláudio de Moura Castro dedica o seu artigo às apresentações em PowerPoint, o software desenvolvido pela Microsoft que virou padrão de suporte às palestras corporativas, aulas e outros tipos de exposição. Trata-se, sem dúvida, de um enorme avanço em relação aos meios tradicionais (quadro negro, transparências/retroprojetor, simples falatório etc.) mas que precisa ser usado com cuidado para que o ‘tiro não saia pela culatra”.<br />
</span></p>
<p class="style4">“PowerPoint era o invento que faltava. (&#8230;) Só que, na prática, costuma ser um desastre. (&#8230;) excesso de informações e de slides, sobrecarregados com textos intermináveis. (&#8230;) O texto dos slides deve ser um recurso mnemônico, para fixar os conceitos mencionados e para criar a arquitetura mental das principais idéias. (&#8230;) Visualmente, precisa ser de extrema simplicidade. (&#8230;) Para quem quer encontrar o bom caminho do PowerPoint, o livro Presentation Zen é a redenção.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Claudio Moura Castro</span>,<span class="style6"> Veja, 11.08.10</span></p>
<p class="style3">“Apresentação Zen – Ideias Simples sobre Design de Apresentações e Performances” de Garr Reynolds (Editora Alta Books), é realmente um livro muito interessante e instrutivo para quem pretende produzir apresentações de qualidade e dignas da atenção dos expectadores. O autor, design e consultor, especialista em apresentações, destaca a título de introdução:</p>
<p class="style4">&#8220;Os princípios com os quais eu sou mais cuidadoso em cada passo do processo de apresentação são: cautela, simplicidade e naturalidade. Cautela na preparação. Simplicidade no design. Naturalidade no ato de apresentação.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Garr Reynolds</span>,<span class="style6"> autor de “Apresentação Zen”</span></p>
<p class="style3">Um aspecto muito importante também destacado pelo autor que, para isso, pede o apoio de outro especialista em apresentações, Seth Godin, é a importância da transmissão da emoção quando se prepara e realiza uma apresentação.</p>
<p class="style4">&#8220;Nossos cérebros têm dois lados. O lado direito é emocional, musical e de veneta. O lado esquerdo é centrado em destreza, fatos e dados consistentes. Quando você aparece para fazer uma apresentação, as pessoas querem usar as duas partes dos seus cérebros. (&#8230;) Você pode estragar um processo de comunicação com uma lógica ruim ou fatos sem substância, mas você não pode completá-lo sem emoção. Lógica não é suficiente. Comunicação é transferência da emoção (&#8230;)  Lembre-se de que a apresentação é para fazer uma venda emotiva.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Seth Godin</span>,<span class="style6"> especialista em marketing e apresentador</span></p>
<p class="style3">O autor destaca também que, ao contrário do seu antecessor tecnológico, a transparência projetada pelo retroprojetor, a sequência de slides tem mais a ver com o cinema do que com o texto.</p>
<p class="style4">&#8220;Apresentações modernas com slides e outros tipos de multimídia têm mais em comum com o cinema (imagens e narração) e com quadrinhos (imagem e texto) do que com documentos escritos. As apresentações de hoje cada vez mais compartilham mais coisas em comum com um filme documentário do que com uma transparência projetada.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Garr Reynolds</span>,<span class="style6"> autor de “Apresentação Zen”</span></p>
<p class="style3">O importante é usar esse extraordinário recurso que é o PowerPoint para incrementar as apresentações e tornar mais eficaz a mensagem que se pretende transmitir, considerando que a ferramenta tem exigências que vão muito além do texto projetado. Para mais informações é muito instrutivo ler o livro de Garr Reynolds. Depois dele, com certeza as apresentações podem ser bem melhores do que antes.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Lições da derrota na Copa:o que se deve evitar do “estilo” Dunga</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 12:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Social</category>
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		<description><![CDATA[
                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1950" alt="gh-800.gif" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/07/gh-800.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Depois do fiasco brasileiro na Copa da África do Sul, muito se tem falado sobre as razões da derrota. Assim como praticamente todo mundo tinha uma opinião sobre a escalação adequada da seleção brasileira, agora quase todos têm uma hipótese sobre os motivos do fracasso. Afinal, já se disse à exaustão que somos um país de 190 milhões de técnicos de futebol&#8230; A escuta dessas hipóteses e uma análise comparativa do ocorrido com alguns preceitos da gestão empresarial, apontam o que se poderia chamar de erros de condução do processo que, do ponto de vista geral, podem ser considerados muito danosos para o gerenciamento estratégico. Foram eles:</span></p>
<p><span class="style3">1. <strong>Improvisação  </strong></span></p>
<p>Com Dunga aconteceu uma coisa muito comum no dia a dia da gestão: a promoção de um bom profissional da condição de gerenciado para gestor, sem que ele estivesse minimamente preparado para isso. Dunga tinha deixado a carreira de jogador (avaliado como “empenhado”, “valente”, “determinado”, ainda que, segundo alguns críticos, “limitado” do ponto de vista das habilidades técnicas) quando foi chamado para ser técnico da seleção brasileira. Improvisação pura. Um tiro no escuro, irresponsável. Afinal, segundo disse com muita propriedade Nelson Rodrigues, a seleção é “a pátria em chuteiras” e, como tal, merece todo o respeito, não podendo ser lugar de improvisações de comando.</p>
<p><span class="style3" /></p>
<p><span class="style3">2. <strong>Rigidez</strong></span></p>
<p>Talvez por conta de suas inevitáveis limitações em relação aos conhecimentos requeridos para um técnico da seleção brasileira, Dunga adotou a rigidez dos esquemas táticos que veio, na Copa, se mostrar desastrosa. No momento em que se tornou mais necessária a flexibilidade para mudar o esquema, após o primeiro gol da Holanda no jogo da desclassificação, o time se desarrumou mas não flexibilizou a rigidez: defesa “boa”, meio de campo indefinido e privilégio aos contra-ataques. Quando a defesa “forte” falhou, o esquema todo veio abaixo.</p>
<p><span class="style3" /></p>
<p><span class="style3">3. <strong>Teimosia</strong></span></p>
<p>Dunga sempre demonstrou uma atitude teimosa seja em relação às convocações, à concentração dos jogadores, aos esquemas táticos, à relação com a imprensa etc. Independente da razão, um técnico da seleção brasileira de futebol não pode brigar com a imprensa, em especial com a da televisão que, na Copa, passa a ser o veículo de integração dos corações e das mentes nacionais. Existe uma diferença grande entre perseverança (boa) e teimosia que é o risco que se corre.</p>
<p>4. <strong>“Patotismo”</strong></p>
<p>Uma seleção nacional de futebol, como o nome mesmo diz, deve tratar de abrigar/acolher os melhores jogadores de nacionalidade brasileira, não apenas aqueles que fazem parte da “patota” do treinador como ficou evidente nesta Copa. Dunga privilegiou os seus fiés seguidores em vez de convocar os melhores.</p>
<p>5. <strong>Mau Humor</strong></p>
<p>Segundo Madre Tereza de Calcutá, o mau humor é “o pior dos defeitos”. A coisa mais rara de se ver nesta Copa foi um riso de Dunga&#8230; É claro que este permanente estado de espírito mal humorado, chegando às raias da beligerância, contamina a equipe fazendo com que até jogadores tranqüilos chegassem ao descontrole mal humorado como foi o caso de Kaká e Robinho.</p>
<p>6. <strong>Arrogância</strong></p>
<p>Para culminar e piorar tudo, uma atitude arrogante e antipática de “dono da verdade” terminou colada ao treinador. Ruim para todos porque desperta uma perversa e não desprezível torcida pelo fracasso do arrogante&#8230;</p>
<p><span class="style3" /></p>
<p><span class="style3">A derrota tem o dom de iluminar amargamente os erros e os defeitos. Provavelmente se o Brasil tivesse ido adiante, os defeitos e os consequentes danos à gestão estratégica que eles provocam teriam sido encobertos e talvez até tivesse sido festejado um certo “estilo Dunga” de comando&#8230; Como isso não aconteceu, resta tirar as lições da derrota e refletir sobre o que de prejudicial para a gestão existe no mau desempenho do nosso infeliz treinador, procurando evitar a reprodução dos erros cometidos no dia a dia da nossa gestão organizacional.</span></p>
<p><span class="style3" />
</p>
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		<title>Lição da British Petroleum:onde estão os “poços” que podem vazar?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 13:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Economia</category>
	<category>Social</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="gh-799.gif" id="image1948" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/06/gh-799.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Chega a ser inacreditável o que aconteceu no Golfo do México com o terrível vazamento do poço da British Petroleum, a terceira maior companhia petrolífera do mundo, a segunda privada, atrás apenas da Exxon. As estimativas dão conta de que já foram lançados ao mar mais de 100 milhões de barris de petróleo, naquele que já está sacramentado como o pior desastre ambiental da história dos EUA. É difícil entender como uma empresa que perfurou milhares de poço ao longo de sua história esteja correndo o risco de desaparecer por conta de apenas um deles.<br />
</span></p>
<p class="style4">“A BP, no momento, não luta apenas para conter seu vazamento no Golfo do México e reparar o colossal desastre ecológico que provocou; também luta, simplesmente, pela própria sobrevivência.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">J. R. Guzzo</span>,<span class="style6"> revista Exame, 16.06.10</span></p>
<p class="style3">Desde que o desastre se iniciou, a BP já perdeu 35% do seu valor de mercado pela queda do preço das ações em bolsa. As estimativas são de que a empresa já gastou US$ 1 bilhão de um prejuízo que pode chegar a pelo menos US$ 23 bilhões. Sem que ninguém saiba quando o vazamento vai parar&#8230; Não há empresa no mundo que suporte um desaforo desse tamanho. E como se não bastassem os danos financeiros, as perdas de imagem são de dificílima recuperação.</p>
<p class="style4">&#8220;A BP enfrenta uma das piores situações que uma empresa pode encarar. Há semanas, sua operação no Golfo do México não para de sangrar petróleo. As imagens apocalípticas de praias imundas e animais encharcados de óleo, num momento em que a consciência ambiental nunca foi tão grande, são de fato destrutivas (&#8230;) a própria BP alegou, depois de algum tempo, que não estava preparada para enfrentar um desastre de tamanha proporção. A conseqüência disso é que, dia após dia, sua imagem corporativa é corroída, numa corrente que vai da mídia tradicional a redes sociais.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">João Werner Grando</span>,<span class="style6"> revista Exame 16.06.10</span></p>
<p class="style3">E para piorar a história, a BP foi uma das primeiras companhias de petróleo do mundo a investir na construção de uma imagem que se pretendia correta do ponto de vista ambiental. Nesta linha passou a se identificar como uma empresa de energia e não de petróleo. Adotou o slogan <em>Beyond Petroleum</em> (além do petróleo), tentando dar outra conotação às iniciais BP. A própria logomarca da empresa foi mudada para um girassol amarelo e verde&#8230; Agora, a cobrança vem a galope como expressa a opinião do vice-presidente da consultoria Davis Brand Capital.</p>
<p class="style4">&#8220;A BP está pagando o preço por ter criado uma aura verde que nunca passou de balela. Somente 1% da receita da empresa vem de energia limpa. Não há nada de Beyond Petroleum nisso.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Bryan K. Oekel</span>,<span class="style6"> revista Exame, 16.06.10</span></p>
<p class="style3">Se não quebrar ou for adquirida por outra do setor a “preço de banana”, a BP sobreviverá completamente arranhada e num tamanho bem menor.</p>
<p class="style4">&#8220;Há, também, a possibilidade de que a BP só consiga sobreviver como uma empresa menor, caso se veja obrigada a vender parte de suas operações para fazer caixa.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">J. R. Guzzo</span>,<span class="style6"> revista Exame, 16.06.10</span></p>
<p class="style3">Ou seja, praticamente de um dia para o outro, uma das maiores empresas do mundo, com um faturamento anual na casa dos US$ 250 bilhões, se vê metida numa enrascada que pode lhe custar a vida. O vazamento de um poço se transforma numa catástrofe ambiental, num prejuízo financeiro monumental e num dano de imagem irreparável. Uma lição preciosa para empresas de todos os tipos e tamanhos que devem se fazer a pergunta: onde estão os “poços” que, se vazarem, podem comprometer minha sobrevivência?</p>
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		<title>Arrecadação recorde e o direito de  ter destacado o imposto pago na nota fiscal</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 18:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
	<category>Política</category>
	<category>Economia</category>
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		<description><![CDATA[
                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1947" alt="GH 798" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/06/gh-798.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Na quarta-feira da semana passada (02.06.10) o “impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo ultrapassou a marca de R$ 500.000.000,00 de impostos arrecadados no Brasil em 2010, 22 dias antes do que no ano passado. Isso projeta uma arrecadação de R$ 1,24 trilhão, 13% superior à de 2010 e representando 36% do PIB. Mais um recorde que o presidente Lula logo se apressou a defender.<br />
</span></p>
<p class="style4">“Tem gente que diz: ‘No meu país a carga tributária é de 9%, 10% (do PIB)’. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado. Os países que têm carga tributária baixa não têm condições de fazer absolutamente nada de política social. Está cheio de exemplos aí para a gente ver: os Estados que têm as melhores políticas sociais têm a carga tributária mais elevada. Os Estados Unidos, a Alemanha, a França, a Suécia, a Dinamarca.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Presidente Lula</span><span class="style6" /></p>
<p class="style3">Como não é raro acontecer com os discursos presidenciais, também aqui são necessários reparos. O primeiro é que não existe país sério com carga tributária de 10%. O segundo é que a carga tributária norte-americana está em torno de 28% do PIB. O terceiro e mais importante é que nos demais países com a carga tributária semelhante à brasileira, os serviços próprios do Estado (saúde, educação, segurança) e os investimentos em infraestrutura estatais são infinitamente superiores aos brasileiros. Donde a irônica comparação do economista Delfim Netto.</p>
<p class="style4">&#8220;Por isso, costumo dizer que nós vivemos na Ingana: um país que cobra impostos como a Inglaterra e oferece serviços de Gana.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Antônio Delfim Netto</span><span class="style6" /></p>
<p class="style3">Segundo o economista Paulo Rabello de Castro, a estrutura tributária brasileira é injusta, ineficiente, maliciosa e incompetente, exemplificando que um trabalhador que ganha até dois salários mínimos, entrega à União, aos Estados e aos municípios 40% ou mais de seu ganha-pão, em comparação a pouco mais de 10% de um cidadão no topo da pirâmide de renda.</p>
<p class="style4">&#8220;A ineficiência na arrecadação e a complexidade do sistema são um peso morto que rouba tempo e dinheiro do contribuinte sem levar vantagem para o poder público. Somos o campeão mundial em horas trabalhadas pagando impostos e temos o sistema mais distorcido do mundo. Nossos brilhantes legisladores foram empilhando siglas novas de tributos, de suposta vocação social, além das tradicionais (renda, consumo e propriedade). Há IOF, Cide, Cofins, PIS, ICMS, ISS, e IPI e outras, que poderiam ser aglutinadas num único tributo do tipo IVA (imposto sobre valor agregado), a ser repartido para os três níveis de governo (&#8230;) os impostos são escondidos nos preços do que se compra (&#8230;) A maioria dos cidadãos das classes C, D e E pensa que não paga nada de impostos e ganha bolsas, subsídios e aposentadorias ‘de graça’ dos políticos.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Paulo Rabello de Castro</span>,<span class="style6"> Época, 07.06.10</span></p>
<p class="style3">Um passo muito importante para ampliar a consciência da população sobre os impostos que paga embutidos nos preços dos produtos, é discriminar, destacando em cada nota fiscal, o valor do tributo  separado do preço, como acontece, por exemplo, nos EUA.</p>
<p class="style4">&#8220;Se houvesse algo semelhante no Brasil, o consumidor saberia que paga impostos até sobre itens básicos de alimentação. No arroz e feijão, são 15,3%; na carne bovina, 17,5%; no café, 20%; e na manteiga, 36%.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">José Fucs</span>,<span class="style6"> Época, 07.06.10</span></p>
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		<item>
		<title>Impostos, crescimento e entraves,  uma rápida análise da conjuntura econômica</title>
		<link>http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/?p=1945</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 00:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
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                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1946" alt="GH 797" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/06/gh-797.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Só na sexta-feira da semana passada (dia 28 de maio) foi que o contribuinte brasileiro deixou de trabalhar para pagar impostos. Foram 148 dias trabalhados para o fisco em 2010. Pelo menos é essa conta que faz o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), reforçando que, no mundo, só somos superados pela Suécia (com 185 dias) e a França (com 149 dias).<br />
</span></p>
<p class="style4">“Esse período vem aumentando no Brasil. Na década de 70, a média era de ‘apenas’ 76 dias, praticamente a metade da registrada atualmente. Para realizar os cálculos, o IBPT leva em consideração a tributação incidente sobre os rendimentos (salários, honorários etc.) formada principalmente pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS e previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, há impostos sobre o consumo (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS etc.) e também sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI e ITR). São incluídas ainda as taxas (limpeza pública, coleta de lixo e emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública, por exemplo).&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Luis Artur Nogueira</span>,<span class="style6"> EXAME.com<br />
</span></p>
<p class="style3">Curiosamente, também na semana passada foram divulgadas as projeções de crescimento do Brasil em 2010 e elas apontam para algo próximo a 10%, um ritmo chinês!.</p>
<p class="style4">&#8220;Se mantivesse o ritmo do primeiro trimestre – algo difícil de acontecer –, o país cresceria cerca de 10%, o triplo da média da última década, similar ao ritmo da economia chinesa. Na história recente, o Brasil só teve esse ritmo nos anos 70, durante o regime militar, e ele não se refletia, como hoje, em diminuição de desigualdade – o país crescia, e os pobres continuavam pobres.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Marcos Coronato</span>,<span class="style6"> Época, 31.05.10</span></p>
<p class="style3">Além disso, em abril houve recorde histórico de criação de empregos formais. A taxa de desemprego medida pelo IBGE nas maiores capitais recuou para 7,3%, a menor desde 2002 e uma das menores do mundo (a do Chile é 8%, a dos EUA 10% e a da Espanha 20%). Fora os altos impostos, tudo bem, então, com o crescimento? Infelizmente, não. Além dos tradicionais entraves internos complementares como a grave carência de infraestrutura (o que eleva a inflação), o ambiente econômico externo que parecia estar se recuperando lentamente depois do baque da crise de 2008, está em expectativa crescente depois da crise da Grécia e do nó em que se meteu a Zona do Euro. O alerta é de Nouriel Roubini, o Dr. Apocalipse, que antecipou a crise do subprime.</p>
<p class="style4">&#8220;Todo mundo será afetado. Os preços das commodities está caindo, a aversão ao risco está aumentando, os mercados de ações e de crédito estão passando por correções. Os mercados emergentes não terão recessão, mas sofrerão impacto negativo.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Nouriel Roubini</span>,<span class="style6"> Dinheiro, 02.06.10</span></p>
<p class="style3">Ou seja, o excepcional desempenho de crescimento do país em 2010 não vai se manter nem se repetir tão cedo, tanto por fatores externos quanto internos. Na verdade, estamos crescendo tanto por causa da bem sucedida reação à crise.</p>
<p class="style4">&#8220;O excepcional desempenho da economia brasileira em 2010 é ainda de natureza transitória. Deveu-se ao rápido desentupimento dos canais de crédito e à fulminante redução de impostos e juros, bem como à expansão dos gastos públicos em meio à crise. (&#8230;) o Brasil segue com carga tributária exorbitante, legislação trabalhista obsoleta, encargos sociais proibitivos.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Paulo Guedes</span>,<span class="style6"> Época, 31.05.10</span></p>
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		<item>
		<title>A sociedade já mostrou que pode, agora é “sustentar o fogo” pelo Ficha Limpa</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 13:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Política</category>
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		<description><![CDATA[
                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1942" alt="GH 796" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/05/gh-796.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">De uma forma absolutamente surpreendente, o Senado Federal aprovou no mesmo dia (19.05.10), por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário, o Projeto de Lei denominado de Ficha Limpa. Fez-se isso por acordo de lideranças, passando na frente de toda a extensa pauta legislativa da casa. Por que aconteceu coisa tão inusitada, impensável mesmo?<br />
</span></p>
<p class="style4">“A votação da lei da Ficha Limpa nesta quarta-feira foi uma vitória da ética na política. Ainda maior foi o exemplo de como o poder direto do povo consegue hoje penetrar, pressionar, conduzir os parlamentares. Foram milhões de assinaturas e dezenas de milhões de mensagens que conduziram o Congresso a decidir conforme a população queria e não apenas conforme os desejos e os temores dos parlamentares. Por meses, o Brasil esteve nas ruas e praças virtuais.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Cristovam Buarque</span>,<span class="style6"> senador PDT/DF </span></p>
<p class="style3">Toda essa relevante pressão, todavia, não conseguiu impedir uma emenda “de redação” proposta pelo senador Francisco Dornelles que, na prática, transfere os efeitos da Lei para a eleição de 2012, livrando a cara dos “fichas sujas” na próxima eleição.</p>
<p class="style4">“Se o texto original do projeto tivesse sido aprovado na íntegra pelo Congresso, Maluf e outros tão enrolados quanto ele não poderiam, concorrer em outubro. Na versão de Dornelles, porém, só valerão as condenações futuras proferidas em segunda instância. A alteração ganhou o apelido de ‘emenda Maluf’ (como se fosse possível emendar Maluf).”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Leonardo Coutinho</span>,<span class="style6"> Veja, 26.05.10</span></p>
<p class="style3">Além deste percalço, pelo que tudo indica uma “pegadinha” do senador Dornelles para beneficiar o deputado do seu partido, há ainda uma discussão sobre se a Lei pode ou não retroagir (já que não é para beneficiar). Independente disso, é praticamente unânime o entendimento dos analistas sobre o avanço da nova Lei que subiu à sanção presidencial, como expressa de forma eloqüente e otimista o juiz presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).</p>
<p class="style4">“Essas questões sobre retroatividade e a validade, se é para este ano ou só para daqui a dois anos, vão ser decididas pelo Supremo. Mas só a aprovação já é um avanço, a gente não pode desconhecer. É uma grande vitória da democracia e da sociedade (&#8230;) Os costumes vão mudar. Ninguém vai mais se utilizar do cargo eletivo, de um cargo público conseguido através de um voto popular, para enriquecimento ilícito, para malversação do dinheiro público. As pessoas vão ter mais zelo, mais cuidado no exercício dessa atividade pública.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Mozart Valadares</span>,<span class="style6"> presidente da AMB</span></p>
<p class="style3">Mais importante do que as pegadinhas e os questionamentos sobre a aplicação da Lei é, de longe, a sua própria aprovação. Agora, resta à sociedade civil organizada e aos cidadãos conscientes “sustentar o fogo” na guerra contra a imoralidade na política.</p>
<p class="style4">“Ante as resistências à ficha limpa, que ainda se delineiam, aqui e ali, a opinião pública deve seguir a recomendação traçada pelo almirante Barroso aos seus comandados na Batalha do Riachuelo: ‘Sustentai o fogo que a vitória é nossa!’ (&#8230;) Mantenhamos a pressão popular firme e inarredável e os obstáculos que ainda restam também serão superados, abrindo caminho para que a honestidade e a retidão se tornem o padrão fundamental de conduta na política brasileira.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Antonio Carlos Pannunzio</span>,<span class="style6"> deputado PSDB/SP</span></p>
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		<title>Projeto de Lei Ficha Limpa é umgrande avanço da sociedade civil organizada</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 11:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Política</category>
	<category>Qualidade de vida</category>
	<category>Social</category>
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		<description><![CDATA[
                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1941" alt="gh-795.gif" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/05/gh-795.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei chamado de Ficha Limpa que estabelece critérios mais severos para candidatos às casas legislativas brasileiras. O projeto de autoria popular foi resultado de uma campanha nacional que recolheu 1,6 milhão de assinaturas de eleitores, já que a Constituição exige que projetos desse tipo sejam encaminhados por pelo menos 1% dos eleitores do País, o que representaria cerca de 1,3 milhão de assinaturas.<br />
</span></p>
<p class="style4">“A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidade, ou seja, de quem não pode se candidatar.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">mcce.org.br</span><span class="style6" /></p>
<p class="style3">Aprovado pela Câmara, o Projeto foi ao Senado Federal para votação. Assim como foi feito com os deputados, as entidades envolvidas na mobilização e na coleta das assinaturas pretendem intensificar a pressão sobre os senadores para que o projeto possa ser votado e aprovado a tempo de ir à sanção presidencial e valer já para as próximas eleições. Com isso já se promoveria uma limpeza importante uma vez que se estima que cerca de um quarto dos atuais parlamentares federais estariam enquadrados nos preceitos da nova lei.</p>
<p class="style4">&#8220;Assim como foi feito com os deputados na Câmara, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) http://mcce.org.br/, em parceria com a ONG Avaaz http://www.avaaz.org/po/, pretende mostrar aos senadores que o projeto ficha limpa é prioridade para a sociedade. Segundo o coordenador do MCCE, juiz Márlon Reis, será feita uma nova chamada de mobilização nos próximos dias.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">www.congressoemfoco.com.br</span><span class="style6" /></p>
<p class="style3">Essa mobilização é fundamental para fazer frente a uma realidade que já se insinua no país há pelo menos uma década: o acentuado anacronismo entre a atuação da classe política, em especial a parlamentar, e os anseios legítimos e contemporâneos da sociedade brasileira. Que o digam os incontáveis escândalos que sistematicamente estouram nas casas legislativas espalhadas pelo Brasil, muito especialmente no Congresso Nacional. Sob este ponto de vista, o projeto Ficha Limpa representa um grande alento por ser resultado de um movimento espontâneo da sociedade civil organizada que mobilizou um enorme contingente de eleitores e viabilizou um Projeto de Lei de autoria popular.</p>
<p class="style4">&#8220;Pela primeira vez desde 1988, numa demonstração eloquente de consolidação dos valores democráticos no Brasil, a população mobilizou-se para forçar seus representantes a tomar uma atitude contra a corrupção endêmica do país.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Diego Escosteguy</span>,<span class="style6"> Veja, 19.05.10</span></p>
<p class="style3">O problema é que, embora tenha passado na Câmara, o projeto vai encontrar forte resistência no Senado como já se pode depreender do pronunciamento do líder do governo na Casa. A impressão é que a tendência será empurrar com a barriga para que, se aprovado, o projeto não seja válido para esta eleição.</p>
<p class="style4">&#8220;Não é um projeto prioritário para o governo.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Romero Jucá</span>,<span class="style6"> senador (PMDB-RR)</span></p>
<p class="style3">Por isso, pressionar é essencial. É preciso que esta  iniciativa inédita da cidadania brasileira pós-Constituição de 1988 seja  levada adiante e seja vitoriosa. Todos podem fazer alguma coisa, desde  escrever para o seu senador a falar com o colega de trabalho. Sem  pressão, a política desvirtuada mais uma vez vai passar a perna na  cidadania.</p>
<p class="style3">
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		</item>
		<item>
		<title>Crise da Grécia alerta o mundo e o  Brasil para o fato de que o perigo não passou</title>
		<link>http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/?p=1939</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 21:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
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		<description><![CDATA[
                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1938" alt="GH794" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/05/gh-794.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                     <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Na quinta-feira, 06.05.10, grande turbulência nas bolsas de valores ao redor do mundo, na pior reação depois dos dias de pânico que se seguiram à quebra do Lehman Brothers em 2008. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York despencou 9% em 15 minutos e a Bolsa de São Paulo acelerou suas perdas.<br />
</span></p>
<p class="style4">“Os estrangeiros tiraram quase R$ 900 milhões da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos três primeiros dias úteis de maio. A média diária de saída (próxima a R$ 300 milhões) supera até mesmo a do pior momento da crise global. Em outubro de 2008, deixaram a Bolsa R$ 4,7 bilhões, valor recorde dos últimos anos. Na média diária, eram R$ 213 milhões.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Leandro Modé</span>,<span class="style6"> O Estado de S.Paulo, 09.05.10</span></p>
<p class="style3">Tudo por causa do agravamento da situação da Grécia e da forma arrastada como o problema vinha sendo tradado pela Comunidade Europeia no enfrentamento da sua primeira grande crise desde a criação da moeda comum, o euro, em 1999. Tão arrastada que terminou por transformar o problema de um pequeno país como a Grécia num drama que ameaçou ressuscitar a crise de 2008.</p>
<p class="style4">“Grécia: onze milhões de habitantes, população equivalente à da região metropolitana do Rio, território menor do que o Rio Grande do Sul e um PIB que é a metade do estado de São Paulo. O país não tem peso para provocar uma crise global. Mesmo assim, está provocando. É o preço a pagar pelo sucesso do mundo — e da Europa, em particular — em aumentar as conexões na era da globalização.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Miriam Leitão</span>,<span class="style6"> O Globo, 09.05.10</span></p>
<p class="style3">Com o agravamento da situação nos mercados financeiros e a ameaça de contágio bancário, a Comunidade Europeia reuniu-se no fim de semana passado e embrulhou um pacote de socorro aos países com problemas da ordem de US$ 1 trilhão. Como consequência, os mercados começaram a semana em alta. Todavia, a dúvida sobre a consistência da retomada pós-crise reinstalou-se.</p>
<p class="style4">“Faz quase dois anos que especialistas começaram a discutir se a economia global, a partir da crise, iria desenhar um gráfico parecido com um ‘L’ (após afundar, ela seguiria no buraco por um bom tempo), um ‘V’ (caiu, mas logo voltaria a crescer) ou um ‘W’ (logo voltaria a crescer, mas afundaria de novo antes de se firmar no caminha para cima). O dramático mergulho das ações na Bolsa de Nova York, na quinta-feira, fez surgir uma nova tese para os rumos da economia: o WWW.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Marcos Coronato e Thiago Cid</span>,<span class="style6"> Época,10.05.10</span></p>
<p class="style3">Seja como for, o fato é que mesmo com a nova euforia dos mercados, uma coisa ficou evidente após a eclosão da crise da Grécia: os governos salvaram os mercados, em especial os bancos, mas permanece a dúvida sobre quem salva os países salvadores. Nos EUA, o Fed (Banco Central) e o Tesouro dividem a tarefa de socorro com mais eficiência porque atuam em um só país. Na Europa, a coisa é muito mais complicada porque são inúmeras realidades nacionais bem diferentes e uma moeda única. Harmonizar interesses tão divergentes é uma tarefa trabalhosa e demorada. Tempo que a crise não dá. Um alerta, inclusive para o Brasil que se saiu bem da crise de 2008 mas que, por conta da emergência anterior e da eleição, está descuidando das boa práticas fiscais e orçamentárias.</p>
<p class="style4">“A crise europeia também deixa uma lição para o Brasil: não se pode seguir em frente deteriorando as contas públicas e acumulando déficits em conta corrente.”</p>
<p class="style3"><span class="style5">Valéria Maniero<strong>,</strong></span><span class="style6"> Blog da Miriam Leitão , 10.05.10</span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Desconfie muito da internet, na maioria das vezes ela está equivocada</title>
		<link>http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/?p=1936</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 15:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
	<category>Social</category>
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                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1937" alt="GH 793" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/05/gh-793.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                       <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Há vinte anos, quem dissesse que ia existir algo como a internet e o telefone celular, provavelmente seria taxado de louco ou de ter lido ficção científica demais. Se dissesse também que os dois iriam se fundir como está acontecendo agora com os <em>smartphones</em>, então, provavelmente, seria internado.<br />
</span></p>
<p class="style4">“A expectativa é que, em mais 6 anos, esses aparelhos sejam responsáveis por 2/3 de toda a venda de celulares em território americano, massificando definitivamente os novos hábitos do consumidor contemporâneo e expandindo significativamente as possibilidades do comércio eletrônico.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">cooperblog.com.br</span><span class="style6" /></p>
<p class="style3">Os avanços e as possibilidades da internet são imensos. Quando acoplados aos telefones celulares conectados, então, eles passam a ser infinitos. Veja-se, por exemplo, o caso dos tradutores digitais que foram objeto de um extensa reportagem de capa da revista Veja desta semana. A matéria dá destaque ao mais avançado desses tradutores que é o Google Translate capaz de prodígios inimagináveis como traduzir qualquer texto de uma língua para outra em menos de um segundo.</p>
<p class="style4">&#8220;Hoje, ele permite a tradução instantânea de textos escritos em 52 idiomas. Para o leitor, é como colocar-se diante de uma biblioteca infinita e descobrir que as publicações estão em português. Estima-se que em dez anos já sejam 250 as línguas contempladas. E, nesse ponto, a inclusão de aplicativos de tradução simultânea em computadores e telefones celulares permitirá que bilhões de pessoas se entendam – sem jamais ter de abandonar a própria língua.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Jadyr Pavão Júnior</span>,<span class="style6"> revista Veja, 05.05.10</span></p>
<p class="style3">Mas como toda moeda tem o outro lado, a internet tem a sua contrapartida perniciosa. O Google que é o grande buscador universal, prodígio de ferramenta tecnológica, agrupa por freqüência de consulta e, como tal, dá foros de verdade ao que é, apenas, popular, seja verdade ou não.</p>
<p class="style4">&#8220;O Google, esse pequeno feitiço tecnológico, é uma dádiva, não resta dúvida. Mas é bom, muito bom, para quem tem informações e filtro – e pode peneirar os difusos e infinitos dados ali postados – e ruim, ou mesmo pernicioso, para quem não os tem. E nesse particular, jovens em formação (não só cultural) são as maiores ‘vítimas’ da facilidade e instataneidade do Google.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Zeca Baleiro</span>,<span class="style6"> revista IstoÉ, 28.04.10</span></p>
<p class="style3">A grande questão que a internet coloca é se o que foi encontrado, ainda que infinitamente repetido, é verdade. Na maioria das vezes não é ou, pelo menos, é muitíssimo incompleto, uma verdade tremendamente parcial. Nesta condição carece, intensamente, de filtragem, de escolha, de crítica como bem define o compositor Zeca Baleiro em artigo recente muito interessante.</p>
<p class="style4">&#8220;Como se cria filtro? Com educação e cultura. Não há mágica. Para criar senso crítico, há que se conhecer. Pouco vale ter acesso à informação se não há estofo para julgá-la.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Zeca Baleiro</span>,<span class="style6"> revista IstoÉ, 28.04.10</span></p>
<p class="style3">O grave é que este estofo indispensável é mercadoria cada vez mais rara. Em primeiro lugar, pelo nível tremendamente deficiente do nosso sistema de ensino, mesmo o mais elitizado. Em segundo pela leva de jovens que, criados dentro da internet, não conseguem discernir o que é ou não verdade. E um fenômeno termina por reforçar o outro&#8230; Em razão disso, o risco que corremos todos é legitimar e reforçar um território virtual do “faz de conta” que se superpõe à realidade e passa a fazer as vezes dela. É preciso considerar seriamente que a internet, ao contrário das mídias tradicionais (jornal, rádio, televisão etc.) não tem edição. E aí?</p>
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		<title>A morte de Prahalad vai trazer  dificuldade ao pensamento criativo na gestão</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 11:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		
	<category>Gestão</category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1934" alt="GH 792" src="http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/wp-content/uploads/2010/04/gh-792.gif" /></p>
<p><style>                                                                                                                                                                           <!-- .style3 { 	font-size: 12px; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .style4 { 	font-size: 16px; 	color: #993300; 	font-weight: bold; 	font-style: italic; 	font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;} .style5 { 	color: #666666; 	font-weight: bold; } .style6 {color: #999999} --> </style><span class="style3">Com a notícia da morte este mês, aos 69 anos, de Coimbatore Krishnarao Prahalad, conhecido como C. K. Prahalad, consultor e escritor indiano, autor e co-autor de três clássicos da moderna literatura empresarial (“Competindo pelo Futuro”, com Gary Hamel; “A Nova Era da Inovação”, com M. S. Crishnan; e “A Riqueza na Base da Pirâmide”), o mundo da gestão empresarial ficou mais pobre. Prahalad foi um pensador original, autor de vários conceitos importantes.<br />
</span></p>
<p class="style4">“Prahalad desenvolveu vários dos conceitos mais fundamentais da gestão de empresas contemporânea, como as competências essenciais, a co-criação, a globalização distribuída (com as multinacionais optando por ter várias sedes), o foco nas próximas práticas (em vez de nas melhores práticas, trocando o passado pelo futuro) e a inovação inspirada pela demanda da base da pirâmide socioeconômica (para inclusão social pelo consumo e criação de novos mercados), entre outros.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Adriana Salles Gomes</span>,<span class="style6"> HSM Inspiring Ideas</span></p>
<p><span class="style3"><span class="style3"><span class="style3">Era fixado na ideia de competitividade e no futuro. Tinha, inclusive, algumas hipóteses que iam de encontro a alguns dos conceitos que viraram lugares comuns na gestão contemporânea como, por exemplo, a de que as organizações competitivas são aquelas que aprendem com as experiências do passado. Defendeu a idéia de que tão importante quanto “aprender” é, também, “esquecer” o que deu certo no passado porque se isso em parte não for feito, fica comprometida a capacidade de criação.</span></span></span></p>
<p class="style4">&#8220;Os executivos de sucesso da nova era serão os que souberem esquecer o passado, gerenciar o presente e criar o futuro.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">C. K.</span><span class="style6"> <strong>Prahalad</strong></span></p>
<p class="style3">Procurou também dar ênfase à distinção entre a capacidade de pensar e a competência de fazer as coisas acontecerem, uma das grandes dicotomias da gestão de todos os tempos, em especial a partir do momento em que o planejamento ganhou autonomia como disciplina autônoma.</p>
<p class="style4">&#8220;Planejadores pensam no que vai acontecer de diferente, triunfadores determinam o que vão fazer de diferente.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">C. K.</span><span class="style6"> <strong>Prahalad</strong></span></p>
<p class="style3">Todavia, apesar da importância das contribuições registradas nos livros anteriores, o grande aporte de Prahalad para o pensamento e o debate econômico e social contemporâneo, sintonizado com o fenômeno da emergência econômica e de consumo das massas, foi o livro “A Riqueza na Base da Pirâmide” no qual defende um olhar cuidadoso e economicamente sintonizado para a base da pirâmide social.</p>
<p class="style4">&#8220;Se pararmos de pensar nos pobres como vítimas ou como um fardo e começarmos a reconhecê-los como empreendedores incansáveis e criativos e consumidores conscientes de valor, um mundo totalmente novo de oportunidades se abrirá.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">C. K.</span><span class="style6"> <strong>Prahalad</strong></span></p>
<p class="style3">Como indiano, Prahalad conhecia bem o potencial e o poder econômico das massas (a Índia tem quase 1 bilhão de pessoas na “base da pirâmide”) e conseguiu, de forma bastante criativa e instigante, enquadrar o problema como também uma solução para tratá-lo. Nesta abordagem, que terminou por ser a sua última de grande porte, exercitou na plenitude uma característica que certamente fará muita falta nesse nosso mundo repleto de “sacadas” mas muito carente de abordagens consistentes que permitam o pensamento criativo e, de fato, diferente.</p>
<p class="style4">&#8220;Prahalad fará falta. Ele trazia novas ideias às mesas dos executivos, provocava, fazia com que pensassem diferente.&#8221;</p>
<p class="style3"><span class="style5">Adriana Salles Gomes</span>,<span class="style6"> HSM Inspiring Ideas</span></p>
<p class="style3">
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