Não formalize demais a empresa familiar

“Tudo quanto é excesso se opõe à natureza.” Hipócrates (450 a.C.–370 a.C.), grego considerado o “pai da Medicina”.

Existe circulando por aí uma espécie de “receita de bolo” sobre como deve ser formalizada uma empresa familiar com procedimentos mandatórios do tipo: “retire os familiares”, “contrate gestores do mercado”, “crie um conselho administrativo”, “implante uma rígida governança” etc…

Acontece que essa receita pode até dar certo com empresas de grande porte, aquelas que já ultrapassaram a fase heroica da luta pela sobrevivência e pela consolidação. Todavia, em se tratando de empresas de médio e pequeno porte, como são a grande maioria das empresas familiares pernambucanas, formalizar demais por conta de receitas de livro ou de manuais de “boas práticas” remete ao sério risco de engessamento em ambientes geralmente competitivos em demasia, em especial durante momentos de crise do tipo que sofremos e que já dura três anos.

O fundamental, em qualquer circunstância, é a profissionalização que não rima com excesso de formalização. Profissionalizar é privilegiar a competência e a aptidão para a ocupação de cargos-chave da empresa. É ter rigor com os gastos. É ter uma estratégia bem elaborada e discutida com os gestores. É prestar contas a todas as partes interessadas. É não deixar que os interesses familiares se sobreponham aos interesses e necessidades da empresa.

Dependendo do caso, ir além disso, em termos de formalização, pode ser demasiado e contraproducente. Criar, por exemplo, um “conselho de administração” formal como 10 entre 10 receitas prontas recomendam, pode simplesmente fazer a diferença entre o engessamento e a flexibilidade necessária para fazer frente ao ambiente competitivo da empresa. Se for preciso ou recomendável um conselho, ele deve ter mais caráter consultivo do que deliberativo, menos formal e mais facilitador do desempenho. Pode até mesmo ser um conselho familiar para ajudar na implantação da profissionalização requerida, tornando-se, pela prática, o embrião de um conselho mais formal à frente.

Todo cuidado deve ser tomado, portanto, com as orientações excessivamente formalistas. São baseadas em padrões de outros lugares e não consideram as realidades particulares. No que que diz respeito a organizações, na maioria das vezes, as receitas prontas são contraproducentes. Cada caso, tende a ser um caso diferente que precisa ser tratado à luz da experiência, mas longe do formalismo empobrecedor.

Gestão Mais é uma coluna da TGI na revista Algomais. Leia a publicação completa aqui: www.revistaalgomais.com.br

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Salvemos o sombreado do Espinheiro

“Sem árvores na rua não há sombra pública e, sem ela, não é possível caminhar de dia no Recife!”

Tive a sorte de, embora não tendo nascido no Bairro do Espinheiro, tê-lo frequentado diariamente praticamente durante toda a minha vida, desde os três anos de idade. Morei, estudei e trabalho lá até hoje. E durante esse tempo pude testemunhar muitas mudanças. De todas, a que mais me incomoda e entristece é a sua contínua, perseverante e, até agora, irreversível, desarborização.

Surgido na segunda metade do Século 19 em torno do Beco do Espinheiro (atual Rua), uma conexão entre eixos pioneiros de transporte ferroviário urbano no Recife: a Avenida João de Barros (por onde trafegava a maxambomba que ia para a Encruzilhada e, de lá, para Olinda e Beberibe); e a Avenida Rosa e Silva e Estrada do Arraial, por onde trafegava a maxambomba que ia até Casa Amarela. O Beco do Espinheiro margeava a “Matinha” (onde havia muitos “espinheiros”) e, mais do que os eixos, ligava os locais das conexões ferroviárias da Encruzilhada e da hoje Praça do Entroncamento (onde se encontravam as linhas de maxambomba que iam para Casa Amarela, Apipucos/Dois Irmãos e Caxangá).

O bairro, no início do Século 20, foi arborizado com os famosos oitizeiros que, ao longo do tempo deu-lhe uma configuração toda especial, transformando as ruas em verdadeiros “túneis verdes”, com sombra farta e alguns graus a menos de temperatura em comparação com as áreas não arborizadas da cidade.

Com a progressiva mudança, ao longo das últimas décadas, do uso do solo do Espinheiro (de predominantemente residencial unifamiliar para comercial e residencial multifamiliar em edifícios de apartamentos construídos em mais de um lote original), verifica-se uma ação sistemática de erradicação sem substituição dos oitizeiros e o consequente desmantelamento do efeito “túnel verde”, com abertura de “clareiras”, aumento da incidência solar e da temperatura média. Em suma, o espírito sombreado construído ao longo de um século inteiro está sendo progressiva e aceleradamente destruído.

Não podemos deixar que isso aconteça! A perda sistemática da arborização secular de um bairro significa o empobrecimento ambiental irremediável de uma cidade inteira. Precisamos salvar o sombreado do Espinheiro porque, assim, estaremos ajudando a preservar a integridade verde da cidade tropical, castigada pelo sol a pino de sua condição quase equatorial. Sem árvores na rua não há sombra pública e, sem ela, não é possível caminhar de dia no Recife!

*Artigo publicado na edição 138 da revista Algomais (www.revistaalgomais.com.br)

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Frase da Semana TGI

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Tudo em Festa, Composer Locações e Fábrica Design lançam Pacote Compact

Clientes da TGI, a Tudo em Festa, Composer Locações e a Fábrica Design lançaram o Pacote Compact, uma proposta inovadora que promete movimentar o setor de festas infantis do Recife. O lançamento aconteceu no dia 11 de setembro e terá duração de aproximadamente um mês. Sua principal vantagem é a possibilidade que o cliente terá de encontrar todos os profissionais no mesmo local, além de garantir descontos especiais com cada um deles. O projeto é válido para festas realizadas até março de 2018.

O pacote engloba decoração com peças 3D, suportes para mesa e papelaria personalizada. Além disso, contará também com o apoio de alguns dos melhores profissionais da cidade como Ana Fulana, Cafuné Fotografia, Cecilia Chaves, chef Thiago Freitas, Família Brigadeiros, Giuliana Firmino e Vânia Elihimas, todos com descontos especiais para aqueles que contratarem o serviço.

CO.PARTY – As três marcas especializadas em eventos -  Tudo em Festa, Composer Locações e Fábrica Design – funcionam em parceria em um esquema de coworking. A casa, que é chamada de CO.PARTY, fica em Boa Viagem e, além das três empresas, também conta com uma sala exclusiva para a realização de cursos, oficinas e workshops. A ideia do espaço é unir a força das três marcas e oferecer tudo o que o cliente precisa com facilidade e praticidade.

A Composer Locações, com seu acervo diferenciado de suportes e peças decorativas para mesa, oferece um variado mix para estimular o faça você mesmo. A Fábrica Design desenvolve itens personalizados e lembrancinhas com exclusividade para cada ocasião e em breve lançará uma linha de produtos variados para o universo infantil. E, por fim, a Tudo em Festa produz decoração de cenários para festas com toque inovador. 

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INTG e TGI encerram 20ª turma do Programa de Desenvolvimento Gerencial

Em parceria com a TGI, o Instituto da Gestão (INTG) encerrou, no dia 5 de setembro, a 20ª turma do Programa de Desenvolvimento Gerencial (DG), voltado para empresários, dirigentes e gerentes. O curso, que teve duração de seis meses divididos em 12 módulos e encontros quinzenais, contou com a participação de empresários e gestores das áreas de saúde, varejo, atacado, mercado imobiliário, concessionárias de automóveis, moda e confecção, entre outras.

O Programa de Desenvolvimento Gerencial (DG) tem como principal objetivo impulsionar a competitividade pela via do aperfeiçoamento dos profissionais no exercício das funções de gestão nas empresas e organizações pernambucanas. Entre os temas abordados nos módulos estavam liderança estratégica, ambiente de negócios e a competitividade; desenvolvimento de equipes; delegação e autonomia, planejamento estratégico; administração de conflitos e do tempo, entre outros.

O curso contou com a coordenação executiva de Andréa Carvalho, psicóloga e consultora em desenvolvimento gerencial e gestão de recursos humanos; e de Fernando Braga, engenheiro eletrônico e consultor em estratégia, estruturação de novos negócios, gestão pública e desenvolvimento de lideranças. A coordenação técnica ficou sob a responsabilidade de Cármen Cardoso, psicanalista e consultora em gestão estratégica, governança e colegiados, e Francisco Cunha, arquiteto, consultor em estruturação organizacional e estratégia empresarial. Todos são consultores e sócios da TGI.

A próxima turma do Programa de Desenvolvimento Gerencial (DG) tem previsão de início para o primeiro semestre de 2018. Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (81) 3134.1745 ou através do link www.intg.org.br/dg.

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